TECNOLOGIA
MCTI marca presença em novo centro de tecnologias imersivas da UFG
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) participou, nesta terça-feira (6), da inauguração do Laboratório Multiusuário de Tecnologias Imersivas da Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia. A estrutura, instalada no Instituto de Informática (INF) e vinculada ao Centro de Competência Embrapii AKCIT, é uma das mais bem equipadas da América Latina nas áreas de tecnologias imersivas, inteligência artificial e computação de alto desempenho.
Representando a Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (SETAD/MCTI), participaram da visita o diretor do departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital, Hugo Valadares, a coordenadora-geral, Eliana Emediato, o diretor, Daniel Bozon, além Everton Gousand e Ulisses Rosa também da secretaria. A agenda faz parte do acompanhamento técnico promovido pela Embrapii aos centros de competência financiados por meio dos Programas Prioritários da Lei de TIC.
Durante a cerimônia de inauguração, Hugo Valadares destacou o papel estratégico do Centro AKCIT e do Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA-UFG) no fortalecimento da política nacional de transformação digital.
“O que vimos em Goiânia é resultado concreto de uma política pública que conecta governo, academia e setor produtivo. O Centro AKCIT está na vanguarda das tecnologias imersivas e da inteligência artificial, e representa o tipo de infraestrutura científica que queremos multiplicar no Brasil. Investir nesses centros é investir em inovação com propósito, que melhora a vida das pessoas e prepara o país para os desafios da transformação digital”, afirmou Valadares.
O novo laboratório reúne equipamentos de última geração, incluindo um cluster com 56 computadores de alta capacidade de processamento. A estrutura está preparada para atender projetos de metaverso, aplicações em web 3.0, robótica e computação de alto desempenho, beneficiando cursos como Ciência da Computação, Engenharia de Software e Sistemas de Informação.
Para o diretor do Instituto de Informática da UFG, Eliomar Araújo de Lima, o laboratório marca um novo momento para a universidade. “Este laboratório é um marco para a nossa instituição. A partir de agora, toda a comunidade poderá fazer uso desse espaço. Ele proporciona um importante equipamento para a realização das atividades de ensino dos nossos cursos, além de abrir novas possibilidades para projetos de pesquisa e inovação com alto impacto”, destacou.
O Centro AKCIT integra o ecossistema do CEIA-UFG, reconhecido como a principal referência latino-americana na área. Com apoio do MCTI, da Embrapii, da Fapeg e do Governo de Goiás, a iniciativa reforça o papel da ciência como motor do desenvolvimento no estado e em todo país.
TECNOLOGIA
MCTI lança oficinas para atualizar plano nacional da Década do Oceano
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou nesta quarta-feira (3) a mobilização nacional O Brasil na Década do Oceano: Vozes para o Futuro. A iniciativa vai unir diferentes setores da sociedade para atualizar o Plano Nacional de Implementação da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas (ONU).
As principais ferramentas desse processo serão as Oficinas Livres, encontros organizados pela própria sociedade em diferentes regiões do País. As atividades poderão ocorrer de forma presencial, virtual ou híbrida de junho a agosto de 2026. As reuniões podem ser uma roda de conversa, debate, oficina com dinâmicas ativas, conferência, fórum, bate-papo e até uma proposta artística. Podem participar instituições públicas ou privadas, coletivos, comunidades indígenas, tradicionais ou quilombolas.
Os encontros garantirão a pluralidade de visões e o registro de conhecimentos, avanços e soluções locais. As contribuições coletadas serão sistematizadas e submetidas a consulta pública. Em seguida, especialistas e representantes de diferentes setores participarão de oficinas temáticas para consolidar propostas e identificar desafios prioritários para os próximos anos.
A ação será implementada com apoio do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO), unidade vinculada à pasta, articulada em conjunto com a Unesco Brasil e o Comitê Nacional da Década no Brasil, instituído pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Portaria MCTI nº 9.906, e que conta com liderança da Coordenadação-Geral de Ciências para o Oceano e Antártica (CGOA) da Secretaria de Políticas e Programas Estratégicos (SEPPE) do MCTI.
O diretor do Departamento de Programas Temáticos da SEPPE, Leandro Pedron, destaca que o processo de atualização do Plano Nacional da Década do Oceano é também uma oportunidade para fortalecer a cultura oceânica no Brasil e ampliar a compreensão sobre a relação entre sociedade e oceano.
“Os desafios do oceano não se limitam às regiões costeiras. O oceano está conectado a todos os territórios brasileiros, influenciando o clima, a produção de alimentos, a economia e a qualidade de vida da população. Essas oficinas são uma oportunidade para aproximar diferentes saberes e experiências, fortalecendo a construção coletiva de soluções para o futuro do país”, afirmou.
Para Pedron, a implementação da Década do Oceano depende da capacidade de ouvir a ciência e conectá-la às demandas da sociedade. “A construção de políticas públicas mais efetivas passa pelo diálogo entre conhecimento científico, saberes tradicionais, experiências locais e participação social. É dessa convergência que surgem as soluções necessárias para promover um oceano saudável e garantir seus benefícios para as atuais e futuras gerações”, completou.
As colaborações também ajudarão a preparar a participação brasileira na Terceira Conferência da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (ODC27), que será no Rio de Janeiro (RJ), em abril de 2027.
As oficinas serão estruturadas em sete eixos temáticos:
- Conservação e combate à poluição
- Observação e monitoramento do oceano e adaptação às mudanças climáticas
- Segurança alimentar e pesca sustentável
- Economia azul sustentável
- Cultura oceânica e justiça, equidade, diversidade e inclusão
- Financiamento, cooperação internacional e governança
- Infraestrutura de pesquisa e transformação digital
Proclamada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2017, a Década do Oceano abrange o período de 2021 a 2030 e busca mobilizar o globo em torno de uma agenda comum: a preservação do oceano, uma das maiores fontes de vida da terra. A iniciativa reconhece a ciência como elemento central para compreender os desafios do oceano e orientar a construção de soluções para seu uso sustentável e sua conservação.
Como participar
Os interessados em organizar uma Oficina Livre devem definir tema, formato, data e local da atividade, preencher o formulário de inscrição disponível na plataforma da Década do Oceano no Brasil e aguardar a validação da proposta. Após a aprovação, os organizadores receberão materiais de apoio para divulgação e orientação sobre o envio das contribuições.
O processo será supervisionado pelo MCTI, por meio da SEPPE, órgão responsável pela coordenação da Década do Oceano no Brasil e pela atualização do Plano Nacional de Implementação da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável.
A execução e coordenação operacional das atividades serão feitas em parceria com o Inpo, com apoio da Unesco Brasil e do Comitê Nacional da Década do Oceano, fortalecendo a mobilização nacional e a construção coletiva das contribuições brasileiras para a conferência em 2027.
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