TECNOLOGIA
Na abertura do Tech Woman, MCTI reforça compromisso com inclusão de mulheres na tecnologia
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, participou, neste sábado (26), da abertura da terceira edição do Tech Woman, evento realizado no Recife Expo Center, na capital pernambucana. Voltado exclusivamente para mulheres que desejam ingressar ou avançar no mercado de tecnologia, o encontro consiste em um dia de palestras, mentorias e atividades de capacitação.
A presença da ministra reforça o compromisso do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com a promoção da equidade de gênero e o enfrentamento das desigualdades históricas que ainda limitam a presença de mulheres nas áreas científicas e tecnológicas. Para uma plateia de cerca de duas mil mulheres, a titular do MCTI falou sobre a responsabilidade em ser a primeira mulher a assumir a pasta federal.
“Tem que fazer jus a essa possibilidade de desenvolver políticas públicas assertivas, que incentivem e que façam, de maneira afirmativa, a participação de meninas e mulheres, principalmente nas áreas de exatas, de ciências da computação e da engenharia”, ressaltou Luciana Santos.
A ministra ainda detalhou as ações do MCTI voltadas ao empoderamento feminino, como o programa Futuras Cientistas. “ É uma ação desenvolvida pelo nosso Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste e que fez com que a gente garantisse muitas alunas de escolas públicas, 73% delas conseguiram passar no ENEM e muitas foram para as áreas de STEM”.
O MCTI ainda desenvolve ações voltadas ao protagonismo feminino como em startups lideradas por mulheres; iniciativas de empreendedorismo feminino em tecnologia, chamadas públicas específicas para projetos coordenados por mulheres; entre outras.
Tech Woman
Com trilhas voltadas a diferentes perfis, desde iniciantes e profissionais em transição de carreira até especialistas que buscam aprimoramento técnico e emocional, o Tech Woman possui uma estrutura de evento que inclui ainda ações para ampliar o acesso, como transporte para participantes de outras cidades, área kids para mães e vagas gratuitas para mulheres em situação de vulnerabilidade social.
“Esse ano, o Tech Woman triplica a infraestrutura, aumenta a quantidade de palcos, isso tudo pra gente trazer mulher para área de tecnologia e ela entender que aqui também é o espaço dela, da tecnologia, empreendedorismo, espaço das mulheres e a gente faz um evento de mulher, construído por mulher, para atender às nossas necessidades”, cravou Laís Xavier, fundadora do Tech Woman.
TECNOLOGIA
Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade
Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.
Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.
Projetos selecionados
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Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;
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Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc);
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Organização Baniwa e Koripako — Nadzoeri. Parceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);
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Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;
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Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara;
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Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.
Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.
Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.
O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.
Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades.
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