POLÍTICA MT
Falta de logística emperra o desenvolvimento do setor mineral, afirma especialista
Grupo de Trabalho discute a formatação de políticas públicas para o setor de mineração
Foto: Helder Faria
O representante da Agência Nacional de Mineração em Mato Grosso, Jocy Miranda, disse que a falta de logística é o maior gargalo para o desenvolvimento do setor mineral no estado. A afirmação foi dada, nesta quinta-feira (20), durante reunião do Grupo de Trabalho – GT criado para propor a implementação de políticas públicas para a exploração dos recursos minerais de Mato Grosso, que foi presidida pela vice-presidente do GT, Thaís Costa. O GT é uma iniciativa do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi.
Miranda destacou a importância da normatização de políticas públicas para que os investimentos aconteçam e permitam avanços. Chamou a atenção, também, sobre o ranking em que Mato Grosso desponta como o terceiro maior produtor de ouro do Brasil, com a produção que varia de 18 a 20 toneladas por ano. O Pará lidera o ranking, seguido por Minas Gerais.
“Somos o terceiro maior produtor de ouro, estamos atrás de Minas Gerais e Pará. Um grama foi avaliado em R$ 600, um recorde. Mas o maior gargalo de Mato Grosso é a logística, por exemplo, temos jazidas de minério de ferro, de manganês, mas é inviável o transporte desses produtos por caminhões por causa do volume. Por isso, o transporte é o maior gargalo. Também temos jazidas de rocha ornamental, mas não temos um polo industrial para o beneficiamento do material, então é inviável levar isso por caminhões. Daí a importância desse grupo de trabalho para debater o assunto até a criação de políticas públicas para o setor avançar”, explicou Miranda.
De acordo com Taís Costa, a ideia central é a criação das políticas públicas, tanto que a discussão ampliada vem sendo realizada há quase dois anos, desde a Câmara Setorial Temática (CST). “Estamos ouvindo os envolvidos e construindo isso junto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico”.
A suplente de deputado estadual, analista ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Sheila Klener, reforçou a importância da participação da sociedade organizada nos debates. Ressaltou que Mato Grosso é o sexto estado em produção mineral do país, com a possibilidade de subir nesse ranking, desde que o Estado dê as condição necessárias.
“O que acontece aqui são políticas já implementadas pelo governo federal, tanto nas questões relacionadas à economia mineral, quanto de direito minerário. Então, é importante esse grupo de trabalho, quem tem interesse no setor mineral tem que participar, dar opinião para que essa política seja formatada da melhor forma possível, da forma que vai atender e vai entender o setor mineral”, disse Sheila.
Também participou da reunião o presidente do Centro Acadêmico de Engenharia de Minas, da Universidade Federal de Mato Grosso (MT), Maikon Cardoso, para falar sobre a formação dos profissionais, desafios e perspectivas do setor mineral.
“Todo empreendimento minerário precisa do engenheiro de minas, desde a prospecção mineral, lavra, beneficiamentos, a economia mineral, até instituições que mantêm isso, como a Agência Nacional de Mineração e outros órgãos reguladores”, concluiu.
Segundo Miranda, há produção em Mato Grosso de calcário, ouro, e um pouco de diamante. Há perspectivas de produção de outros bens minerais como zinco, em Aripuanã. E já tem jazidas descobertas, ainda em fase de estudos de viabilidade, de cobre, na região norte do Estado.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Mauro com 37% no primeiro voto e Janaína com 20% no segundo mantêm destaque na corrida pelo Senado em MT
A nove dias das eleições, ex-governador registra 37% na primeira escolha dos eleitores, enquanto deputada estadual alcança 20% na segunda; ambos também apresentam crescimento na soma das intenções de voto
A corrida pelas duas vagas ao Senado Federal em Mato Grosso chega à reta final com Mauro Mendes (União Brasil) e Janaína Riva (MDB) ocupando posições de destaque na pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (25).
O ex-governador registra 37% das intenções de voto na primeira escolha dos entrevistados, enquanto a deputada estadual alcança 20% na segunda escolha, conforme os números do levantamento realizado entre os dias 21 e 24 de setembro.
A nove dias das eleições, Mauro e Janaína aparecem com os maiores percentuais nas respectivas modalidades, em um cenário que também registra crescimento dos dois candidatos em relação ao mês anterior.
Na pesquisa de agosto, Mauro tinha 36% na primeira escolha. Agora, aparece com 37%. Janaína, por sua vez, passou de 17% para 20% na segunda escolha dos eleitores.
Os números indicam que ambos mantêm presença expressiva na disputa pelas duas cadeiras que Mato Grosso terá direito a renovar no Senado Federal.
MAURO REGISTRA 37% NA PRIMEIRA ESCOLHA
Mauro Mendes aparece com 37% das intenções de voto quando os entrevistados são questionados sobre sua primeira escolha para o Senado.
Janaína Riva registra 19%, seguida por José Medeiros, com 11%. Pedro Taques e Carlos Fávaro aparecem com 8% cada.
A diferença numérica entre Mauro e Janaína na primeira escolha é de 18 pontos percentuais.
Na comparação com agosto, Mauro avançou um ponto percentual, enquanto Janaína manteve os mesmos 19%.
O percentual de indecisos caiu de 18% para 11%, indicando uma redução no número de entrevistados que ainda não definiram sua primeira escolha.
JANAÍNA ALCANÇA 20% NA SEGUNDA ESCOLHA
A deputada estadual Janaína Riva aparece com 20% das intenções de voto quando os entrevistados indicam sua segunda escolha para o Senado Federal.
Mauro Mendes registra 16%, seguido por Pedro Taques, com 10%, José Medeiros, com 8%, e Carlos Fávaro, com 7%.
Janaína avançou três pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, quando registrava 17% na segunda escolha.
Mauro também apresentou crescimento nessa modalidade, passando de 12% para 16%.
Os números mostram que os dois candidatos ampliaram seus percentuais na segunda escolha, enquanto 25% dos entrevistados ainda permanecem indecisos sobre essa vaga.
MAURO E JANAÍNA TAMBÉM CRESCEM NA SOMA DAS INTENÇÕES DE VOTO
Outro indicador apresentado pela Quaest considera conjuntamente as duas escolhas dos entrevistados.
Nesse cenário, Mauro Mendes registra 27% das intenções de voto, contra 24% no levantamento anterior.
Janaína Riva aparece com 19%, ante 18% em agosto.
Pedro Taques e José Medeiros registram 9% cada, enquanto Carlos Fávaro aparece com 8%.
Mauro avançou três pontos percentuais na soma das intenções de voto, enquanto Janaína cresceu um ponto. A diferença numérica entre os dois é de oito pontos percentuais.
O levantamento combinado também registra redução dos indecisos, que passaram de 25% para 18%.
ELEITORES CAMINHAM PARA DEFINIÇÃO DOS DOIS VOTOS
A pesquisa também apresenta um dado sobre o grau de decisão do eleitorado mato-grossense.
Segundo o levantamento, 63% dos entrevistados afirmam que sua escolha para o Senado já é definitiva.
Outros 37% admitem que ainda podem mudar de candidato até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
Com duas vagas em disputa, cada eleitor poderá escolher dois candidatos diferentes para representar Mato Grosso no Senado Federal pelos próximos oito anos.
A renovação deste ano alcançará 54 das 81 cadeiras da Casa, correspondentes a dois terços de sua composição.
RETA FINAL DA DISPUTA
Os resultados da Quaest mostram que Mauro Mendes registra o maior percentual na primeira escolha, enquanto Janaína Riva aparece com o maior percentual na segunda.
Na soma das intenções de voto, ambos também apresentaram crescimento em relação ao levantamento anterior.
A pesquisa retrata um cenário em que Mauro e Janaína ocupam posições de destaque na disputa pelo Senado, enquanto os demais candidatos buscam ampliar suas intenções de voto nos últimos dias antes das eleições.
A Quaest ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número MT-08098/2026.
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