POLÍTICA MT
ALMT aprova projeto que batiza a ZPE de Cáceres com nome de engenheiro responsável pela obra
A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão plenária de quarta-feira (26), o projeto de lei que denomina a Área da Zona de Processamento de Exportação de Cáceres (AZPEC) como “Engenheiro Adilson Domingos dos Reis”. A proposta, apresentada pelo presidente da ALMT, deputado Max Russi, tem como objetivo reconhecer a contribuição de Adilson para o desenvolvimento da infraestrutura e da economia regional.
Com uma extensão de aproximadamente 240 hectares, a AZPEC é a terceira Zona de Processamento de Exportação do Brasil. O projeto recebeu um investimento de R$ 16 milhões, com obras retomadas em 2020 e concluídas em dezembro de 2023. O projeto de lei ressalta a relevância econômica da ZPE e o legado deixado por Adilson, que foi um dos principais defensores da operação da Hidrovia do Rio Paraguai, elemento crucial para a integração logística da região.
Homenageado
Nascido em 5 de julho de 1948, em Cáceres, Adilson foi um renomado engenheiro civil e especialista em segurança do trabalho, graduado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e exerceu diversas funções públicas, incluindo inspetor do Crea-MT e colaborador da Secretaria de Planejamento de Cáceres.
Adilson faleceu recentemente aos 76 anos, vítima de um acidente vascular cerebral, deixando um legado de dedicação ao desenvolvimento socioeconômico da região. “O projeto de lei é uma forma de homenagear seu trabalho e compromisso com a construção da AZPEC e outras iniciativas voltadas para o progresso da macrorregião Oeste-Sudoeste de Mato Grosso”, explica Russi.
A proposta de homenagem do deputado seguirá para segunda votação em sessão ordinária.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
TCE envia caso à OAB e pede apuração sobre atuação de advogados em recurso de contrato de R$ 32 milhões
Conselheiro Antonio Joaquim apontou possível litigância de má-fé após recurso mencionar suposta interferência de membro da Corte sem apresentar, segundo ele, elementos concretos
O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) determinou o envio à Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) de documentos relacionados a um recurso apresentado pelo Instituto Social de Saúde São Lucas (ISSSL). A medida busca apurar eventual violação de deveres profissionais e possível litigância de má-fé por parte da entidade e de seus procuradores.
A determinação foi tomada pelo conselheiro Antonio Joaquim durante a análise de recursos relacionados ao Chamamento Público nº 003/2026, realizado pela Prefeitura de Pontes e Lacerda para contratar uma organização social responsável pela gestão do Hospital Vale do Guaporé. O contrato firmado com o Instituto São Lucas é de R$ 32 milhões por ano.
O procedimento havia sido suspenso pelo TCE após representação apresentada pelo Instituto de Saúde Santa Rosa (ISSR). Posteriormente, tanto o Município quanto o Instituto São Lucas recorreram.
Ao reexaminar o caso, Antonio Joaquim reconheceu que o contrato com o ISSSL havia sido assinado em 31 de julho e estava em execução desde 1º de agosto, corrigindo uma premissa temporal utilizada anteriormente. Apesar disso, o relator considerou que ainda existem pontos que precisam ser apurados no chamamento público, principalmente em relação ao cumprimento do item 15.10 do edital, ao contraditório e aos critérios utilizados na avaliação técnica das propostas.
Na decisão, o conselheiro também apontou o que classificou como “transparência insuficiente” e uma postura “pouco colaborativa” por parte da Prefeitura. Segundo o entendimento apresentado no processo, o Município não teria comunicado inicialmente a assinatura do novo contrato. Documentos referentes à homologação e ao ajuste teriam sido encaminhados ao Tribunal apenas em 3 de setembro, mesma data da publicação da decisão que havia suspendido o chamamento.
Outro ponto que continuará sob análise envolve a sessão de abertura das propostas. Entre os questionamentos estão a possibilidade de uma concorrente ter tido acesso à proposta do Instituto de Saúde Santa Rosa, apresentado objeções e influenciado a discussão antes da consolidação das notas, além da suposta participação de uma pessoa que não estaria cadastrada na sessão.
A decisão também prevê análise dos critérios empregados na avaliação técnica.
O ponto que motivou o envio do caso à OAB-MT foi uma alegação apresentada pelo Instituto São Lucas sobre uma possível interferência de integrante do TCE na formação do convencimento do relator.
Antonio Joaquim afirmou que a acusação não foi acompanhada de fato concreto ou prova. Conforme registrado na decisão, o recurso fez referência ao vínculo conjugal de uma antiga dirigente do Instituto de Saúde Santa Rosa com um membro da Corte. Na avaliação do conselheiro, a argumentação colocou sob suspeita a independência da relatoria sem apresentar elementos objetivos que sustentassem a alegação.
Diante disso, Antonio Joaquim determinou o encaminhamento de cópias do recurso e da decisão ao Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-MT para que seja apurada eventual violação aos deveres profissionais de veracidade, lealdade, boa-fé e urbanidade.
Também deverá ser investigada eventual prática de litigância de má-fé pelo Instituto São Lucas e seus procuradores. A própria decisão ressalva que deverá ser garantido o contraditório e a ampla defesa antes de qualquer responsabilização.
Apesar da controvérsia no TCE, o contrato com o Instituto São Lucas permanece em execução. Isso ocorre porque o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) concedeu liminar suspendendo os efeitos da decisão que havia determinado a paralisação do contrato.
A decisão judicial, porém, não impede o TCE de prosseguir com a análise do chamamento público e dos indícios de possíveis irregularidades apontados no processo.
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