POLÍTICA MT
Dr. João reforça compromisso com a saúde e busca junto ao governo retomada do hospital de Arenápolis
Durante visita à cidade de Nortelândia, na segunda-feira (10), o primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Dr. João (MDB), destacou como uma de suas prioridades para este ano a reativação completa do Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Santana (HMSS), que atualmente funciona apenas como pronto-atendimento.
A unidade necessita de investimentos para a conclusão da reforma e aquisição de equipamentos, garantindo a retomada de serviços essenciais, como a realização de partos.
“Estivemos no hospital e estamos avaliando as melhores soluções junto ao prefeito e à Câmara de Vereadores para que ele volte a operar plenamente. Já me comprometi a destinar uma emenda parlamentar e também vou cobrar do Governo do Estado a promessa feita há dois anos pelo governador Mauro Mendes”, afirmou Dr. João.
O governador havia anunciado um repasse de R$ 1,5 milhão para o hospital, mas os recursos ainda não foram liberados.
Apoio – O presidente da Câmara de Nortelândia, Flávio de Sá (PSB), enalteceu o empenho do deputado. “É raro ver um parlamentar de sua importância dedicar tanto tempo a uma cidade pequena como a nossa. O Dr. João realmente escuta as demandas da população e está presente para ajudar”, destacou.
O vereador Netão Benevides (MDB) também agradeceu o apoio. “Dr. João tem um olhar especial para Nortelândia e sua presença aqui fortalece nossa esperança de ver o hospital funcionando novamente”, afirmou.
O prefeito de Nortelândia, Mariano Gomes (União), reforçou a relevância da iniciativa. “A reabertura completa do hospital é fundamental para nossa população. Agradecemos o compromisso do deputado em viabilizar os recursos necessários”, declarou.
A visita ao hospital teve a presença dos vereadores Flávio de Sá; Luiz Garcia; Domival Junior; Regis Oliveira; Netao Benevides e Elka Mayer, além do prefeito Mariano Gomes. Eles foram acompanhados pelo Dr. Linealdo, responsável pela unidade e a enfermeira técnica responsável, Keila.
Infraestrutura – Além da saúde, Dr. João também se comprometeu a dialogar com o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Marcelo Padeiro, para cobrar melhorias na malha viária da região.
“Eu vim de Cuiabá para Nortelândia de carro e vivenciei o que os cidadãos daqui estão passando. Vamos conversar com o secretário Padeiro, que é muito sensível a isto e, temos certeza, que corrigiremos estes problemas que acabam vindo com o período chuvoso”, afirmou.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Viúvo de Amália Barros considera ‘infeliz’ fala de dirigente do PL e defende retratação pública
A repercussão da declaração do presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, durante a convenção estadual do partido, continua produzindo desdobramentos. Em entrevista ao portal O Bom da Notícia, o empresário Thiago Boava, viúvo da ex-deputada federal Amália Barros e pré-candidato à Câmara dos Deputados pelo Partido Liberal, classificou como “infeliz” a fala do dirigente ao associar a morte da parlamentar à disputa eleitoral e afirmou que uma retratação pública seria o gesto mais adequado diante do episódio.
Na quarta-feira, durante entrevista coletiva concedida após a convenção da legenda, Ananias declarou que “Deus deu uma mão e levou uns lá para cima” ao comentar o espaço político aberto após a morte de Amália Barros, falecida em maio de 2024, aos 39 anos. A vaga na Câmara Federal passou a ser ocupada pelo primeiro suplente da legenda, Nelson Barbudo.
Embora procure interpretar a declaração como fruto de uma escolha inadequada de palavras, Boava admite que o resultado foi profundamente negativo. “Prefiro acreditar que faltou domínio das palavras, e não sensibilidade. Mas a repercussão mostra que a frase foi muito infeliz”.
O empresário afirmou ainda concordar com a reflexão apresentada no artigo “Quando uma palavra pública fere muito além da política”, publicado pela jornalista Marisa Batalha, segundo o qual determinadas declarações extrapolam a disputa eleitoral porque atingem valores humanos e simbólicos muito mais amplos.
Boava entende que as desculpas não precisam ser feitas à ele, ainda que admita seu desconforto. Porém, em uma eventual retratação deveria reconhecer o significado da trajetória construída por Amália e o esforço de tantas mulheres que enfrentam barreiras históricas para ocupar espaços de representação política.
“Não sinto necessidade de um pedido de desculpas para mim, nem acredito que seja isso que minha sogra espere. Mas penso que uma retratação seria importante pela memória da Amália e por todas as mulheres que travam diariamente essa batalha”.
Ele acrescentou que a rápida ascensão política da ex-deputada simbolizou uma conquista rara dentro de um ambiente ainda marcado por desigualdades. “A trajetória da Amália foi belíssima. Em tão pouco tempo ela conquistou um espaço que poucas lideranças conseguem construir ao longo de uma vida pública”.
Ao comentar os efeitos políticos da declaração, Boava também observou que um gesto de reconhecimento do erro contribuiria para a própria imagem do dirigente partidário. “Seria importante para ele também. As pessoas estão formando uma impressão sobre esse episódio, e reconhecer um equívoco demonstra grandeza.”
A declaração de Ananias repercutiu entre lideranças políticas, jornalistas e movimentos ligados à participação feminina na política. Alguns veículos de comunicação noticiaram o constrangimento provocado pela fala e destacaram o entendimento de Boava de que uma retratação pública seria o caminho mais adequado para encerrar o episódio.
Ao associar uma morte precoce à dinâmica eleitoral e à vontade divina, a declaração abriu um debate que ultrapassou os limites partidários e reacendeu discussões sobre responsabilidade institucional, cuidado com a linguagem e respeito à memória de mulheres que conseguiram romper barreiras históricas na política brasileira.
Amália Barros morreu em maio de 2024, aos 39 anos, no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, onde permaneceu internada em estado grave após complicações decorrentes de uma cirurgia para a retirada de um nódulo no pâncreas.
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