CUIABÁ

Vereador consegue 10 assinaturas e Câmara pode abrir CPI para investigar estacionamento rotativo

03/02/2025
Vereador consegue 10 assinaturas e Câmara pode abrir CPI para investigar estacionamento rotativo

Da Assessoria – Vereador Rafael Ranalli

Com 10 assinaturas, a Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara de Vereadores de Cuiabá, proposta pelo vereador e policial federal Rafael Ranalli (PL), será instalada no legislativo cuiabano. A CPI vai investigar a Parceria Público-Privada (PPP) de 30 anos entre a Prefeitura da Capital e a CS Mobi Cuiabá, responsável pelo estacionamento rotativo.
No requerimento enviado por Ranalli, a CPI tem entre os objetivos verificar a legalidade e a transparência das cláusulas do contrato, incluindo o pagamento mensal de R$ 650 mil pela Prefeitura à empresa. A CPI tem por objetivo também apurar a relação de fiança da Prefeitura no empréstimo tomado pela CS Mobi junto ao Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste e as implicações dessa fiança para os cofres públicos do município. Além disso, a CPI deve avaliar o cumprimento das obrigações da empresa, como a modernização e revitalização do Centro Histórico de Cuiabá e a entrega do Mercado Municipal Miguel Sutil, previstas no contrato, além de investigar eventuais irregularidades, como sobrepreço, falta de execução de cláusulas contratuais ou outros danos ao erário público.
A abertura da Comissão deve ser lida na primeira sessão ordinária, que acontece nesta terça-feira (04).
Além de Ranalli e da vereadora Samantha Íris (PL), assinam a abertura da CPI as vereadoras Maysa Leão (Republicanos), Dra. Mara (Podemos), Katiuscia (PSB), Michelly Alencar (União), Baixinha Giraldelli (SD) e os vereadores Sargento Joelson (PSB), Dilemário Alencar (União Brasil) e Cezinha Nascimento (União Brasil).

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Abilio sobe o tom e diz que Amauri foi para a Espanha após pagar R$ 21 milhões e “deixar a gente se ferrando” na Educação

Prefeito afirma que ex-secretário priorizou pagamento milionário de material didático enquanto escolas enfrentavam falta de manutenção, limpeza e problemas estruturais em Cuiabá

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), elevou o tom contra o ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, e expôs publicamente o racha entre os dois após denúncias envolvendo pagamentos milionários dentro da Secretaria Municipal de Educação.

Durante entrevista nesta quinta-feira (29), Abilio afirmou que Amauri priorizou o pagamento de R$ 21 milhões em materiais didáticos enquanto escolas da rede municipal enfrentavam problemas estruturais, falta de manutenção e dificuldades operacionais às vésperas do início do ano letivo.

O prefeito também criticou o fato de o ex-secretário ter viajado para a Espanha logo após o pagamento ser realizado.

“Pagou R$ 21 milhões, foi para a Espanha e deixou a gente se ferrando para arrumar as escolas antes da volta às aulas”, disparou Abilio.

Segundo o chefe do Executivo municipal, o pagamento integral do contrato ocorreu em janeiro, período em que diversas unidades escolares ainda enfrentavam problemas relacionados à limpeza, manutenção predial, transporte escolar e fornecimento de materiais básicos.

Abilio afirmou que o valor poderia ter sido parcelado ao longo do ano para preservar recursos destinados às prioridades emergenciais da Educação.

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“Você tinha prioridade para pagar alimentação, transporte escolar, professor, manutenção escolar e material de limpeza. Não precisava pagar R$ 21 milhões de uma vez só. Poderia parcelar ao longo do ano”, declarou.

As declarações surgem após Amauri Monge afirmar, durante pronunciamento na Câmara Municipal, que deixou a Secretaria ao perceber um “colapso” financeiro na Educação e acusar a atual gestão de transformar denúncias em “cortina de fumaça” para esconder supostas irregularidades fiscais superiores a R$ 100 milhões.

Ao responder as críticas, Abilio negou que a saída do ex-secretário tenha ocorrido por problemas financeiros na gestão e afirmou que os dois tiveram embates diretos sobre decisões administrativas tomadas dentro da pasta.

“Eu e ele sabemos que não foi por isso. Tivemos discussões justamente sobre esse pagamento de R$ 21 milhões. Isso mexeu muito comigo porque as escolas precisavam de limpeza, manutenção e construtoras estavam sem receber”, afirmou.

O prefeito ainda revelou que a relação de confiança entre ele e Amauri teria sido profundamente desgastada após os episódios envolvendo os pagamentos milionários.

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“Ele sentiu que minha confiança nele estava sendo rompida. A saída dele foi muito mais pela minha discordância com algumas decisões do que por qualquer colapso financeiro”, completou.

Apesar do tom duro, Abilio reconheceu a capacidade técnica do ex-secretário, mas reforçou que algumas decisões tomadas na Educação foram equivocadas e agora serão analisadas pela Controladoria do Município.

A crise na Educação de Cuiabá ganhou novos capítulos nos últimos dias após denúncias envolvendo contratos milionários, suspeitas de irregularidades em compras de materiais didáticos e pedidos de abertura de CPI na Câmara Municipal para investigar a gestão da pasta.

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