ESPORTES
Despedida emocionante: Gabigol se despede do Flamengo com gol no empate contra o Vitória
O domingo foi marcado por fortes emoções no Maracanã, onde Gabigol se despediu do Flamengo em grande estilo. O artilheiro, que se tornou um ícone do clube, marcou um gol no empate por 2 a 2 contra o Vitória, na última rodada do Campeonato Brasileiro. Desde o início até o apito final, o ídolo foi aclamado pela torcida rubro-negra.
Antes do início da partida, Gabigol foi homenageado em uma cerimônia especial. Acompanhado por sua família, ele viu os troféus dos 13 títulos que conquistou pelo Flamengo serem exibidos no estádio, incluindo duas Copas Libertadores e dois Campeonatos Brasileiros. A torcida, em um gesto de carinho, pediu para que ele ficasse, formou um mosaico com sua icônica comemoração e ergueu um bandeirão com momentos marcantes de sua trajetória no clube. Crianças cercaram o atacante durante o Hino Nacional, simbolizando seu impacto na história do Flamengo.
Desde 2019, Gabigol viveu uma relação intensa com o Flamengo, marcada por gols, títulos e idolatria, mas também por desafios, como a suspensão por tentativa de fraude em exame antidoping e a polêmica envolvendo uma camisa do Corinthians. Mesmo em um ano complicado, ele brilhou ao ser decisivo na conquista da Copa do Brasil. No entanto, a relação com a diretoria se deteriorou, culminando em sua saída após o término do contrato. Durante a partida, a torcida expressou seu descontentamento com o presidente Rodolfo Landim.
Gabigol encerrou sua passagem pelo Flamengo com 161 gols em 308 jogos, além de 43 assistências. Sua história no clube é inesquecível. Com o empate, o Flamengo terminou o Brasileirão na terceira posição, com 70 pontos, enquanto o Vitória ficou em 11º lugar, com 47 pontos, garantindo vaga na Copa Sul-Americana de 2025.
O duelo no Maracanã
O jogo começou com o Vitória criando a primeira chance de perigo aos seis minutos, quando Carlos Eduardo finalizou para fora. O Flamengo respondeu aos dez minutos, mas Gabigol não conseguiu alcançar o cruzamento de Wesley. Aos 15 minutos, o Vitória abriu o placar com Alerrandro, que marcou seu 15º gol no Brasileirão, igualando-se a Yuri Alberto na artilharia.
O Flamengo tentou reagir com Ayrton Lucas, mas a zaga do Vitória bloqueou sua finalização. Gabigol arriscou de fora da área aos 45 minutos, mas a bola passou à direita do gol. O Vitória foi para o intervalo em vantagem.
No segundo tempo, o técnico Filipe Luís fez alterações no Flamengo, colocando De La Cruz e Michael. Aos 13 minutos, Gabigol empatou a partida após receber um passe de Pulgar e tocar na saída do goleiro, levando o Maracanã à loucura.
O Vitória voltou a liderar aos 28 minutos com um belo gol de Janderson. No entanto, o Flamengo empatou novamente aos 33 minutos com Ayrton Lucas, que fez uma grande jogada antes de chutar para o gol. Logo após, Gabigol foi substituído e ovacionado pela torcida, encerrando sua passagem pelo clube com um beijo no escudo.
Apesar da pressão final do Flamengo, a partida terminou empatada em 2 a 2, marcando uma despedida emocionante para um dos maiores ídolos recentes do clube.
FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 2X2 VITÓRIA
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data: 08/12/2024
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Lucas Casagrande (PR)
Assistentes: Neuza Ines Back (Fifa-SP) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)
Cartão amarelo: Edu e Carlos Eduardo (Vitória)
GOLS: Gabigol, aos 13′ do 2ºT, e Ayrton Lucas, aos 33′ do 2ºT (Flamengo), Alerrandro, aos 15′ do 1ºT, e Janderson, aos 28′ do 2ºT (Vitória).
FLAMENGO: Rossi; Wesley (Varela), Léo Ortiz, David Luiz e Alex Sandro; Erick Pulgar, Evertton Araújo (De La Cruz) e Gerson; Bruno Henrique (Michael), Plata (Luiz Araújo) e Gabigol (Alcaraz). Técnico: Filipe Luís.
VITÓRIA: Lucas Arcanjo; Raúl Cáceres, Edu, Wagner Leonardo e Lucas Esteves; Ricardo Ryller (Caio Vinícius), Willian Oliveira (Luan) e Machado (Léo Naldi); Gustavo Silva (Janderson), Carlos Eduardo (Williean Lepo) e Alerrandro. Técnico: Thiago Carpini.
Fonte: Esportes
ESPORTES
Brasil coleciona gols perdidos e dá adeus à Copa do Mundo
O sonho do hexacampeonato terminou de forma melancólica e, sobretudo, patética. Neste domingo, no MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA), a Seleção Brasileira protagonizou um espetáculo de ineficiência ofensiva, foi castigada pelo faro artilheiro de Erling Haaland e perdeu para a Noruega por 2 a 1. A eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo consolida um vexame histórico: o país atinge agora o seu maior jejum de títulos mundiais desde a primeira conquista.
O roteiro da queda brasileira foi desenhado com requintes de incompetência. A equipe comandada por Carlo Ancelotti flertou com o desastre desde o apito inicial, levando um susto logo aos dois minutos, quando Berg marcou para os europeus — o lance, no entanto, foi anulado por impedimento.
A chance de ouro para assumir o controle e mudar a história do jogo veio aos nove minutos. Após passe de Martinelli, Matheus Cunha foi derrubado na área. O árbitro precisou do VAR para assinalar o pênalti. Na cobrança, o retrato do nervosismo brasileiro: Bruno Guimarães bateu mal e parou nas mãos do goleiro Nyland, dando o tom do que seria a tarde da Seleção.
Mesmo criando boas oportunidades, como uma bomba de Vinicius Júnior aos 40 minutos espalmada por Nyland, o Brasil era vulnerável. Aos 47, Alisson precisou trabalhar em um chute perigoso de Odegaard, que apareceu livre após Haaland ganhar uma disputa com Gabriel Magalhães.
O castigo no segundo tempo
Na volta do intervalo, Ancelotti tentou dar fôlego ao ataque sacando Matheus Cunha para a entrada de Endrick. Aos 13 minutos, o jovem teve a bola da classificação após um passe genial de trivela de Vini Jr., mas, cara a cara com o goleiro, finalizou para fora. Um gol perdido que custaria muito caro. O Brasil ainda tentou com Rayan, aos 16, esbarrando novamente em Nyland.
A velha máxima do futebol não perdoa: quem não faz, leva. E do outro lado estava um dos atacantes mais letais do planeta. Aos 34 minutos, a defesa brasileira vacilou, Schjelderup cruzou da esquerda e Haaland subiu mais que Gabriel Magalhães para testar para o fundo da rede.
O desespero tomou conta da Seleção. Aos 39, o Brasil quase empatou em um lance bizarro onde Ajer quase marcou contra, mas Nyland salvou em cima da linha. A pá de cal veio aos 44 minutos: Haaland recebeu com liberdade na entrada da área e bateu rasteiro, no canto, sem chances para Alisson, decretando o nocaute.
Já nos acréscimos, Neymar converteu uma penalidade máxima, mas o relógio não permitia mais nada. O gol serviu apenas para maquiar o placar de um fim patético para uma equipe que pecou na pontaria e ruiu diante da frieza norueguesa.
O caminho da Noruega
Com a vaga assegurada, a Noruega agora aguarda o vencedor do confronto entre México e Inglaterra, que se enfrentam ainda neste domingo, às 21h (de Brasília), no Estádio Azteca. O duelo das quartas de final está agendado para o próximo sábado, dia 11 de julho, às 18h, no Hard Rock Stadium, em Miami. Ao Brasil, resta o aeroporto e a amarga reflexão sobre mais uma queda precoce.
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Placar |
Brasil 1 x 2 Noruega |
| Competição | Copa do Mundo (oitavas de final) |
| Local | MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA) |
| Data | 5 de julho de 2026 (domingo) |
| Horário | 17h (de Brasília) |
| Cartões amarelos | Neymar (Brasil) |
| Cartões vermelhos | Nenhum |
| Árbitro | Ismail Elfath (EUA) |
| Assistentes | Corey Parker e Kyle Atkins (EUA) |
| VAR | Tatiana Guzman (NCA) |
| Gols | Haaland, aos 34′ do 2ºT (Noruega); Haaland, aos 44′ do 2ºT (Noruega); Neymar, aos 54′ do 2ºT (Brasil) |
| Brasil | Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães (Éderson); Gabriel Martinelli (Danilo Santos), Rayan (Neymar), Matheus Cunha (Endrick) e Vinicius Júnior. |
| Técnico do Brasil | Carlo Ancelotti |
| Noruega | Nyland; Ryerson (Aursnes), Ajer, Heggem e David Wolfe (Ostigaard); Berge, Patrick Berg e Odegaard; Nusa (Schjelderup), Sorloth (Bobb) e Haaland. |
| Técnico da Noruega | Stale Solbakken |
Fonte: Esportes
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