POLÍTICA NACIONAL

Girão critica atuação do STF sobre Marco Civil da Internet

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta sexta-feira (6), a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do Marco Civil da Internet. A Corte discute a responsabilização das plataformas digitais pelo conteúdo publicado, com base no artigo 21, que prevê a retirada de material mediante simples notificação.

O parlamentar afirmou que o Marco Civil da Internet, aprovado em 2014 após amplo debate no Congresso Nacional, está sendo reinterpretado pelo STF para que o governo Lula possa “regular as redes sociais e controlar a liberdade de expressão”.

— A gente faz o nosso trabalho, aí vem o oportunismo do STF, cumprindo uma promessa de ameaça que o [ministro] Flávio Dino fez — lembre-se, no ano passado, Flávio Dino, [então] ministro da Justiça, numa entrevista coletiva, diz o seguinte: se o Congresso não regular as redes sociais, nós do governo Lula vamos fazer ou o Supremo Tribunal vai fazer. É a mentalidade do governo Lula, mentalidade ditatorial, que hoje está alinhada com o STF — disse.

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O parlamentar também criticou os argumentos do ministro Dias Toffoli, do STF, sobre liberdade de expressão. Segundo o magistrado, se interpretada de forma absoluta, essa liberdade poderia abrir precedentes para justificar atos ilícitos, como o de um policial militar que arremessou um homem de uma ponte em São Paulo ou casos de violência doméstica. Para o senador, a justificativa apresentada para defender a censura enfraquece a proteção à liberdade de expressão garantida pela Constituição.

— Essas declarações do ministro Toffoli, com analogias referentes à liberdade de expressão, são tão absurdas que jamais chamariam atenção se fossem ditas por alguma pessoa que tivesse com sinal de embriaguez e fosse um ignorante jurídico. Nós estamos falando de um voto de um ministro do Supremo, pessoal, num dos julgamentos mais arbitrários da história do STF, pois tem um duplo objetivo: o controle das redes sociais e a legitimação da censura no Brasil, ferindo de morte a nossa Constituição — enfatizou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão do Esporte aprova prioridade no recebimento de recursos públicos para clubes formadores de atletas

A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1930/25, que prioriza as organizações esportivas certificadas como formadoras de atletas no recebimento de recursos públicos federais.

A proposta altera a Lei Geral do Esporte e foi apresentada pelos deputados Bandeira de Mello (PV-RJ) e Renildo Calheiros (PCdoB-PE) e pelo suplente de deputado Douglas Viegas (SP).

O objetivo da proposta é incentivar que mais clubes busquem a certificação oficial, o que exige o cumprimento de diversas normas de proteção aos jovens. Atualmente, para ser considerada uma entidade formadora, a organização deve oferecer assistência educacional, médica, psicológica, fisioterapêutica e odontológica, além de garantir alimentação, transporte e alojamentos seguros e salubres.

Dos cerca de 700 clubes de futebol existentes no Brasil, 81 possuem o certificado de entidade formadora homologado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Compensação
O relator, deputado Dr. Luiz Ovando (PP-MS), recomendou a aprovação do projeto. Ele afirmou que a prioridade no recebimento de recursos públicos será um incentivo para que as instituições cumpram todas as exigências.

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“O novo benefício certamente incentivará que mais clubes esportivos observem as condições que garantem a segurança e a assistência aos jovens atletas em formação. A contrapartida para os clubes será a prioridade no recebimento de recursos públicos”, disse Ovando.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado agora pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores e, depois, ser sancionado pela presidência da República.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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