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Sessão especial homenageia personalidades mato-grossenses

A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso realizou sessão especial na noite desta terça-feira (3), no Plenário das Deliberações “Renê Barbour”, para entrega de honrarias. A iniciativa foi do deputado Faissal Kalil (Cidadania) em homenagem a personalidades que têm contribuído para o desenvolvimento do estado de Mato Grosso, com títulos de cidadão, moções e comenda.

“É uma forma de retribuir todos os trabalhos prestados para o nosso estado. Nossa equipe escolheu essas pessoas que fizeram um bom trabalho ao longo desses anos e também em 2024. Essa sessão é para coroar aquelas essas pessoas. Então, é uma singela homenagem e eu fico muito emocionado por isso. Me sinto prestigiado e agradecido pelo que eles fizeram pela população mato-grossense, em poder também de uma forma retribuir tudo isso”, afirmou Faissal.

O dentista Marcos Antônio Sanches Agostinho foi homenageado com a Comenda Marechal Rondon. Nascido em Valentim Gentil (SP), Agostinho é graduado em odontologia, pós-graduado em periodontia e odontologia biológica e integrativa. Ele foi reconhecido pelo seu comprometimento em oferecer tratamentos individualizados e eficazes para seus pacientes.

“Significa uma honra muito grande, um reconhecimento através do deputado Faissal, do Assembleia Legislativa pelo trabalho que a gente vem emprestando há 34 anos aqui no Mato Grosso. Sou da área da saúde, desenvolvendo um trabalho de informação e o sentimento da gente é gratidão pelo Estado através do deputado Faissal”, disse Agostinho.

O vice-presidente da Câmara de Vereadores de Nova Marilândia, Manuel Fernandes da Silva Neto, chegou à Mato Grosso oriundo de Goiás. Ele falou que está em Mato Grosso há mais de 50 anos e sentiu emocionado pela homenagem do título de cidadão mato-grossense.

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Foto: GILBERTO LEITE/ALMT

“É uma honra muito grande para mim e para minha cidade. Para mim, é muito importante receber essa homenagem que demonstra nosso trabalho em prol do município. Agradeço ao deputado Faissal pela honraria e isso mostra nossa importância para o Estado”, comentou o vereador.

O servidor público, Amauri Sebastião de Matos, também recebeu o título de cidadão mato-grossense pelos serviços prestados em Mato Grosso. Natural de Corumbá-MS, chegou em Cuiabá em 1982, para trabalhar na Prefeitura Municipal.

“Essa homenagem é todo um reconhecimento do trabalho que a gente teve. Estou realizado e muito emocionado pela honraria, tem um valor muito grande, o emocional maior ainda, é satisfação enorme saber que o nosso trabalho ainda é reconhecido”, concluiu ele.

Comenda Marechal Cândido Rondon

Marcos Antônio Sanches Agostinho

Título de cidadão mato-grossense

Leonardo Alves de Araújo

João Francisco Soldatelli

Carlos Antonio da Silva Junior

João Resende Filho

José Luis Rachid

Ricardo Francis de Azevedo

Carlos Barú Derquin

Eduardo da Silveira Campos

Rosane Maria Silveira Derquin

Martha Mayre Barbosa da Silveira

André Luís Vieira Rocha

Alexandre Paula e Silva

Amaury Sebastião de Matos

Carlos Alberto da Silva Corso

Dirceu Luiz Zanella

Hosana Maria Zanella

Manoel Fernandes da Silva Neto

Marcos Adriane Antonelli

Pedro César Pereira França

Ricardo Emerick Boni

Moção de Aplausos

Alessandra Carvalho Elias

Alessandra Cristhyna de Paula Barros

Alex Lucas Boa Sorte

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Ana Claudia Pereira Xavier

André Araújo Molina

André Luiz Alves de Oliveira.

André Luiz dee Oliveira Tarcio

Aparecido Candido Pereira

Beatriz Laís Evangelista Geraldes De Freitas

Carlos Eduardo Silva e Souza

Daniel Henrique Pereira

Daniel Mikael Carvalho

Danillo Santiago da Silva

David Pinto Vieira

Delvito Pereira da Silva

Delvo Rodrigues Medeiros Júnior

Diego Macacchero Feguri

Éderson Figueiredo

Elaine Cristina Berica Garcia

Enio da Rocha Freitas

Fabricio Marques Desani

Franciano Gonçalves Menezes de Jesus

Francisco Claudio Jassniker

Gabrielly da Silva Matos

Guilherme Azevedo Miranda Mendonça

Hellen Maria Gonçalves da Silva

Henrique Augusto Fritz.

ldemar da Silva Pereira

Izabelly Correa Marques Desani

Izaque Alef do Lago da Silva

Jean Pereira Rodrigues

Jefferson Nogueira Souto

João Lucas Ramalho Sigarini

João Paulo Berte

João Victor Silva dos Santos de Oliveira

João Vinicius Leventi de Mendonça

Liga Acadêmica de Formação dm Advocacia (Lafa)

Luiz Márcio Leite de Oliveira

Luiz Roberto Camargo Rodrigues

Manoel de Carvalho da Cruz

Marco Aurélio Alves Pinheiro dos Santos

Maria Raquel da Rocha

Maria Tereza Rezende

Mariane Nery Silva

Markson Diego Pereira Matos

Mateus Cardoso Coelho

Pedro César Pereira França

Pedro Henrique Ortega de Calazans

Renato de Oliveira Belfort

Renato Finotti

Rinaldo Athilla Coelho Teodoro

Rodrigo Jardel Pollo

Roselene Ferreira de Lima (Zi Lima)

Sidney Paulo dos Santos

Sindy Yuli Yoshida

Valdomiro Bueno da Silva

Valmesson da Silva Ribeiro

Valtevalter Souza Neves

Vinicius Ferreira Amaro de Moraes

Vitor Maciel Mello

Yuri da Cunha Silva Machado

Fonte: ALMT – MT

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Audiência pública debate fortalecimento da rede de saúde mental em Mato Grosso

Foto: Helder Faria

Na tarde desta segunda-feira (18), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) promoveu audiência pública para discutir a implementação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e a efetivação da política antimanicomial no estado. O debate, requerido pelo deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), foi realizado no Plenário Renê Barbour e fez alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial.

A data, dia 18 de maio, marca o movimento nacional em defesa do cuidado em liberdade para pessoas em sofrimento psíquico e reforça os princípios da Reforma Psiquiátrica Brasileira, instituída pela Lei 10.216/2001, conhecida como Lei Paulo Delgado.

Carlos Avallone afirmou que o principal desafio é estruturar a rede de atendimento para garantir que a política antimanicomial funcione de forma efetiva no estado. “Quanto mais a gente melhorar essa atenção, melhor vai funcionar. Não adianta acabar com os hospitais psiquiátricos sem que a rede consiga absorver essas pessoas dentro do sistema necessário”, destacou.

Segundo o parlamentar, a audiência também teve como objetivo discutir gargalos e encaminhamentos para fortalecer a política de saúde mental em Mato Grosso. Entre os pontos debatidos estão a ampliação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), a qualificação das equipes e a integração da rede para garantir atendimento adequado dos pacientes de saúde mental em qualquer lugar em que ele esteja. “Nós temos recursos para a saúde mental, ainda que não seja muito. O que está faltando é organização para gastar esses recursos”, apontou.

O presidente do Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso, Gabriel Figueiredo, explicou que a Reforma Psiquiátrica mudou o modelo de cuidado em saúde mental no Brasil. “A Lei Paulo Delgado trouxe diretrizes para o cuidado em liberdade e no território. A partir dela, o Brasil passou a enxergar essas pessoas com dignidade e direitos, garantindo reinserção social e acesso à família e ao trabalho”, afirmou.

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Segundo Gabriel, a RAPS foi criada justamente para substituir o modelo manicomial tradicional por serviços territorializados, como CAPS, residências terapêuticas e unidades de acolhimento. Ele ressaltou, no entanto, que a atual capacidade da rede ainda é insuficiente para atender a demanda do estado. “Mato Grosso possui uma pluralidade de povos e territórios que precisam de atenção específica, como indígenas e quilombolas. Ainda temos insuficiência de serviços mesmo nos centros urbanos, principalmente CAPS e unidades de acolhimento”, disse.

O promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto afirmou que o Ministério Público vem acompanhando a situação da saúde mental nos últimos anos e apontou avanços na ampliação do financiamento da rede. “Conseguimos um aporte de R$ 88 milhões em quatro anos para melhorar a contrapartida do [Governo do] Estado no financiamento dessas unidades”, explicou. Ele também destacou a necessidade de ampliar o número de profissionais especializados. “Não basta só ter a estrutura física. Se não houver profissionais qualificados, principalmente psiquiatras, o serviço não consegue funcionar plenamente”, disse.

Já o presidente da Associação Mato-Grossense de Psiquiatria, Paulo Saldanha, afirmou que a psiquiatria historicamente apoia o cuidado humanizado em saúde mental, mas alertou para a dificuldade de contratação de profissionais devido à baixa remuneração oferecida na rede pública. Segundo ele, um recente processo seletivo em Cuiabá ofertou salário de R$ 5,9 mil para médicos psiquiatras com carga horária de 20 horas semanais, valor muito abaixo dos pisos nacionais da categoria.

“A grande maioria dos psiquiatras do Brasil foi formada e fez sua especialização no SUS. Por que não podemos trabalhar onde fomos formados? Por que não podemos contribuir para isso?”, questionou.

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Representando a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES/MT), a enfermeira e Coordenadora de Organização das Redes de Atenção à Saúde (CORAS), Daniely Beatrice, participou da audiência e destacou que, embora a saúde mental seja tratada de forma transversal integrando diferentes linhas de cuidado, a ausência de uma coordenação estadual exclusiva e a limitação da equipe técnica representam grandes desafios estruturais.

Beatrice explicou que o estado possui atualmente 55 centros de atenção psicossocial (CAPS), mas necessita de mais 30 para atingir a meta populacional, um cenário complexo devido ao grande número de municípios com menos de 15 mil habitantes. Segundo ela, para preencher essa lacuna, a gestão investe na qualificação da Atenção Primária, tendo já capacitado 80 profissionais para o manejo de transtornos mentais baseado nas diretrizes da OMS.

A coordenadora sinalizou que a principal meta técnica para este ano é a implantação de leitos específicos de saúde mental em Hospitais Gerais e Regionais, desmistificando o atendimento de crise e consolidando os princípios da luta antimanicomial por meio do acesso qualificado em toda a rede. Ela ainda garantiu que levaria as demandas apresentadas para o poder executivo, garantindo que há orçamento e vontade para viabilizar ações.

Durante a audiência, representantes de órgãos públicos, entidades de saúde e movimentos sociais também discutiram estratégias para fortalecer a RAPS, ampliar o atendimento em saúde mental e garantir a reinserção social das pessoas em sofrimento psíquico no estado. Carlos Avallone também é presidente da Câmara Setorial Temática (CST) de Atenção Psicossocial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O organismo realiza reuniões para tratar das demandas desse setor.

Fonte: ALMT – MT

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