POLÍTICA NACIONAL

Cleitinho diz que STF utiliza ‘dois pesos e duas medidas’

O senador Cleitinho (Republicanos-MG), em pronunciamento no Plenário na quarta-feira (30), criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) por decisões que, segundo ele, “aplicam tratamento desigual para casos semelhantes”. Ele comparou sentenças do STF durante os governos de Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro. Um dos exemplos mencionados foi o perdão concedido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro ao ex-deputado federal Daniel Silveira, que foi posteriormente anulado pelo STF.

— Bolsonaro decreta perdão da pena a Daniel Silveira, [que havia sido] condenado pelo STF. […] O STF cancela o perdão da pena que Bolsonaro deu ao ex-deputado federal Daniel Silveira. […] Sabe como se chama isso no linguajar popular? Dois pesos e duas medidas — disse o senador.

Cleitinho também criticou a decisão que anulou as condenações de José Dirceu no âmbito da operação Lava Jato, questionando o fundamento da decisão que devolveu direitos políticos a Dirceu, condenado por corrupção, lavagem de dinheiro e vínculo com organização criminosa. Cleitinho comparou essa situação com a dos presos acusados de participação nas manifestações de 8 de janeiro.

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— Os patriotas do dia 8 viraram criminosos, mas há uma turma de criminosos aqui que está solta e, inclusive, pode disputar eleição; viraram ficha-limpa. Para quem não conhece, dá uma digitada no Google agora e coloca “José Dirceu”. Vocês vão ver o que é a condenação do José Dirceu. Sabe qual foi a condenação dele? Corrupção. E o Lula conhece muito bem o José Dirceu. Esse pode ficar solto, não é, Lula? Esse não é criminoso, não é, Lula? — questionou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Na Copa feminina de 2027, Brasil deve evitar erros de 2014, alerta Romário

Para o senador Romário (PL-RJ), o Brasil não pode repetir, na organização da Copa do Mundo feminina de futebol de 2027, os erros cometidos no Mundial masculino de 2014. Discursando remotamente na sessão desta terça-feira (16), o parlamentar afirmou que no evento de doze anos atrás o país tomou “uma goleada histórica”, dentro e fora de campo.

— Estádios superfaturados, obras que nunca terminaram e desvios de recursos públicos mancharam mais a imagem do país do que o 7 x 1 sofrido diante da Alemanha. E se o Brasil perdeu em campo, outras pessoas ganharam muito fora das quatro linhas, como demonstramos de forma cabal na CPI do Futebol de 2015. Espero sinceramente que tenhamos aprendido a lição — disse o ex-jogador.

Romário observou que, à exceção dos países árabes, “ninguém mais está gastando montanhas de dinheiro para organizar esses eventos”. Ele apontou que na Copa do Mundo masculina deste ano, organizada por Estados Unidos, Canadá e México, todos os estádios já existiam, sofrendo apenas adaptações ou pequenas reformas.

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O mesmo deve ocorrer no Brasil em 2027. Na semana passada, Romário foi o relator do projeto que viabilizou os últimos ajustes fiscais para a Copa do próximo ano (PLP 55/2026). Ele lembrou que, sem maior impacto orçamentário, serão utilizados oito estádios que já haviam sido sedes na Copa de 2014.

— O mais importante será sempre o legado social deixado pela competição: as imagens, os jogos, as crianças que vamos inspirar e os turistas que certamente receberemos, o fortalecimento da imagem do Brasil como o país do futebol, um grande ativo que possuímos e de que jamais poderemos abrir mão — concluiu.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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