POLÍTICA NACIONAL

Ministro da CGU será convidado para falar sobre ações contra assédio sexual

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius Marques de Carvalho, será convidado a comparecer à Comissão de Direitos Humanos (CDH) para informar os senadores sobre ações da pasta quanto a denúncias de assédio sexual contra servidores públicos federais. O convite foi solicitado por requerimento (REQ 54/2024 – CDH) da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), aprovado em reunião da CDH nesta quarta-feira (30).

Foram 743 denúncias relacionadas a assédio sexual registradas em 196 ouvidorias de órgãos federais, do início do ano até dia 29 de outubro. Os dados são da própria CGU, órgão responsável pela promoção da boa gestão e por ações de combate e prevenção de atos ilícitos na administração pública. Damares afirma que deseja saber “quais providências estão sendo tomadas a respeito”.

Doenças

Os senadores também aprovaram mais cinco requerimentos para realização de audiências públicas. Um dos debates será sobre a inclusão do medicamento Inotersena no SUS, usado para tratar a doença amiloidoses hereditárias, especificamente no segundo estágio da doença. A audiência atenderá a requerimento (REQ 57/2024 – CDH) do senador Flávio Arns (PSB-PR).

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A amiloidose é uma doença rara em que proteínas se acumulam de forma anormal em vários tecidos e órgãos, às vezes levando à disfunção ou insuficiência do órgão e morte. Os sintomas e a gravidade da amiloidose dependem de quais órgãos vitais foram afetados, o que pode ocorrer no coração, nos rins, no fígado, entre outros.

Arns também é o autor de mais dois requerimentos de audiência aprovados: para debater a possível criação do Dia Nacional da Conscientização sobre a Paralisia Cerebral, a ser celebrado no dia 6 de outubro (REQ 59/2024 – CDH) e sobre a possível criação do Dia Nacional da Síndrome de Angelman, a ser celebrado em 15 de fevereiro (REQ 60/2024 – CDH). O distúrbio neurológico é causado por uma mutação genética e tem como principais sintomas prejuízo no desenvolvimento intelectual, dificuldade ou ausência de fala, convulsões e movimentos desconexos. 

Outras audiências

Já o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) sugeriu debate sobre os efeitos de aparelhos eletrônicos em crianças (REQ 58/2024). O assunto servirá de base para as discussões do projeto de lei (PL) 5.372/2019, que institui a Semana de Conscientização e Prevenção dos Males Causados pelo Uso Precoce e de Longa Duração de Dispositivos Eletrônicos por Bebês e Crianças.

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O senador Paulo Paim (PT-RS), que presidiu a reunião, é o autor do REQ 61/2024 – CDH, aprovado para a realização de debate sobre o “Balanço das Eleições Municipais de 2024 sob a ótica de Gênero e Raça”.

Com informações da Agência Câmara de Notícias

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Hugo Motta destaca mudança histórica para os trabalhadores

O presidente da Câmara, Hugo Motta, ressaltou que a aprovação da PEC que acaba com a escala 6X1 (um dia de descanso e 44 horas semanais) e fixa jornada semanal de 40 horas é a maior mudança para os trabalhadores desde a Constituição de 1988.

“Mais do que falar sobre horas trabalhadas, o debate que tivemos é sobre o tempo de vida. É sobre o direito de viver, não apenas sobreviver. É sobre a liberdade de escolha sobre o tempo livre, porque tempo livre também é dignidade humana e dignidade é fundamento da Constituição”, afirmou.

Motta ressaltou três “pilares inegociáveis” tanto para Câmara como para o governo federal: redução da jornada para 40 horas semanais, dois dias de descanso e manutenção dos salários dos trabalhadores. “Esta aprovação ficará registrada na história desta Legislatura e na trajetória de cada parlamentar que compreendeu que desenvolvimento econômico e dignidade humana precisam caminhar juntos”, disse.

Saúde
Os gastos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de quase R$ 1 bilhão com afastamentos e licenças foram apontados por Motta como justificativa para defender a proposta. “Reduzir a jornada não é apenas reorganizar horários, é uma medida estrutural de promoção da saúde. É uma política pública”, afirmou o presidente da Câmara, que citou as mais de 3.200 pessoas ouvidas no programa Câmara pelo Brasil para compreender os impactos em cada setor e construir o texto mais equilibrado possível.

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Carga alta
Motta afirmou que o Brasil está entre os países com maior carga horária de trabalho do mundo e convive, há décadas, com estagnação da produtividade. “Isso mostra que produtividade não pode ser medida apenas pela quantidade de horas trabalhadas. Trabalhadores mais descansados produzem mais. Proteger o tempo humano é proteger a economia, a saúde, a família e a dignidade das pessoas.”

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Léo Prates (PDT - BA)
Léo Prates: conquista das famílias brasileiras

Para o relator da proposta, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), a mudança é um pequeno texto, mas uma grande conquista dos trabalhadores e, principalmente, das famílias brasileiras. “Aqui é uma reforma na qualidade de vida do brasileiro, mas é sobretudo sinal dos seres humanos que formaremos no futuro. É sobre isso e por isso.”

País maduro
Para o autor da proposta, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), a proposta é a maior legislação desde a Consolidação das Leis do Trabalho. “Estamos dizendo para a sociedade brasileira que o país está maduro, a economia está madura e chegou a hora para olharmos para trabalhadores e trabalhadoras. Estamos dobrando o tempo do descanso remunerado”, disse.

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Segundo Lopes, ele trabalhou por mais de dez anos em uma padaria todos os dias da semana. “Trabalhando 64 horas, 10 horas por dia, 4 horas no domingo. Sei como isso prejudica o sonho da juventude, o sonho de uma mãe que quer conviver com o filho.”

Bruno Spada / Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Erika Hilton (PSOL - SP)
Erika Hilton: escala 6×1 é desumana

A deputada Erika Hilton (Psol-SP), autora de proposta analisada junto, afirmou que a escala 6×1 é desumana, rouba esperança e dignidade. “As pessoas precisam trabalhar para viver e não viver para trabalhar”, declarou. Ela afirmou que precisou criar as irmãs para a mãe poder trabalhar nessa escala nos finais de ano, “voltando 2, 3 horas da manhã”, porque trabalhava em lojas.

O presidente da comissão especial que analisou a proposta, deputado Alencar Santana (PT-SP), afirmou que sem a força humana, sem a consciência humana a economia não funcionaria. “É o trabalhador brasileiro que faz essa economia pujante do nosso país. Hoje é um dia histórico, um grande passo”, declarou.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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