POLÍTICA NACIONAL

Marcelo Castro questiona juros de bancos públicos e anuncia voto contra Galípolo

O senador Marcelo Castro (MDB-PI) criticou as taxas de serviço e os juros praticados pelos bancos públicos como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Ele disse que já questionou a situação junto a vários diretores do Banco Central que vieram ao Senado e nenhum deles foi capaz de dar uma explicação satisfatória. O senador também disse que há estudos que mostram que, mesmo que um banco não faça empréstimo algum, já teria lucro só com as taxas.

Marcelo Castro também registrou que recebeu em seu gabinete, tempos atrás, a visita de Gabriel Galípolo, indicado para a presidência do Banco Central. O senador relatou que fez as mesmas perguntas a Galípolo, mas as respostas também não foram satisfatórias. Por isso, o senador anunciou voto contrário à indicação de Galípolo. Para o senador, o Banco Central parece ter uma filosofia que busca favorecer os banqueiros em detrimento da sociedade brasileira.

— O que nós podemos esperar? É que o Banco Central continue a ser como vem sendo há décadas, agindo em detrimento da sociedade brasileira. Votei contra esse, votei contra o do passado e votarei contra o do futuro, não quero saber quem é. Tenho o compromisso comigo mesmo de votar contra qualquer diretor enquanto ele não corrigir esses dois problemas graves: as taxas e os juros — declarou o senador, ao discursar no Plenário nesta terça-feira (8).

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova fiscalização de vagas do Sine para mulheres vítimas de violência

A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4457/25 que atribui ao governo federal a responsabilidade de fiscalizar o cumprimento da reserva de vagas para mulheres em situação de violência doméstica no âmbito do Sistema Nacional de Emprego (Sine).

A proposta altera a lei que organiza o Sine (Lei 13.667/18) para incluir, entre as competências da União, o controle dessas vagas e a divulgação periódica de informações aos municípios sobre as contratações realizadas.

Atualmente, a legislação já determina que 10% das vagas oferecidas pelo Sine sejam reservadas a mulheres vítimas de violência. No entanto, para a autora da proposta, deputada Denise Pessôa (PT-RS), a falta de fiscalização dificulta o acompanhamento dos resultados, reduzindo a efetividade da medida.

O relator, deputado Alfredinho (PT-SP), concordou com esses argumentos e recomendou a aprovação da medida. “A obrigatoriedade de fornecimento periódico de dados aos municípios possibilitará controle preciso do número de mulheres vítimas de violência efetivamente contratadas, permitindo a correção de rumos e o aprimoramento da política pública”, destacou o deputado.

Próximos passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada agora pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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Para virar lei, o texto ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

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