MATO GROSSO

Parque Estadual do Araguaia capacita socorristas e participa da elaboração do plano de proteção a unidades

A gerência do Parque Estadual do Araguaia, administrado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema-MT), promoveu uma capacitação para socorristas, em parceria com o Corpo de Bombeiros, e participa da construção do plano de proteção de 18 unidades de conservação do país, em Caldas Novas (GO). As duas iniciativas contam com apoio do Programa Copaíbas – Funbio.

A capacitação de socorristas ocorreu no município de Novo Santo Antônio, a 1.063 km de Cuiabá, com a participação de 25 pessoas, incluindo servidores municipais, profissionais da Sema-MT, policiais militares, voluntários e moradores do Parque Estadual do Araguaia.

Durante a qualificação, realizada de 17 a 21 de junho, foram simuladas situações de emergência, permitindo uma resposta rápida a eventuais acidentes.

Nesta semana, de 23 a 26 de junho, a gestão do Parque Estadual do Araguaia, juntamente com outros dois gestores de unidades de conservação e um ponto focal de Mato Grosso, participou da construção do plano de proteção das unidades de conservação do país.

Além do gerente e gestor do Parque Estadual do Araguaia, Johann Dávilas Barros Cavalcante, participaram também Nicola Sava Leventi, gestor do Refúgio de Vida Silvestre Corixão da Mata Azul, Elder Monteiro Antunes, gestor do Parque Estadual Águas de Cuiabá, e Fernando de Araújo Abreu, ponto focal.

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Johann Dávilas Barros Cavalcante destacou que a capacitação de socorristas foi pensada para aumentar a segurança e prevenir acidentes, como o ocorrido em março deste ano, que resultou na morte por afogamento de dois policiais militares durante uma ação de fiscalização ambiental no Rio das Mortes.

“Estamos adquirindo novos equipamentos de segurança e buscando capacitações para nossos apoiadores e parceiros de trabalho”, afirmou.

Sobre a construção do plano de proteção das 18 unidades de conservação, que encerra nesta quarta-feira (26), Cavalcante ressaltou a importância da experiência adquirida. “A experiência vem somar e mostrar que os desafios, como invasões de predadores, pesca irregular e queimadas, são comuns nas unidades de conservação em todo o Brasil”.

Segundo Cavalcante, cada representante apresentou a realidade de sua unidade, e com base nessas informações, será elaborado um plano de proteção específico para cada unidade de conservação.

“É uma iniciativa importante do Programa Copaíbas e Funbio. Levarei para o Parque Estadual do Araguaia informações valiosas que podem ser implementadas da melhor forma possível”, concluiu.

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Programa Copaíbas-Funbio

O Programa COPAÍBAS – Comunidades Tradicionais, Povos Indígenas e Áreas Protegidas nos biomas Amazônia e Cerrado foi lançado em 2020. Seu objetivo é contribuir para a redução do desmatamento, apoiando estratégias que promovam a conservação de florestas e áreas de vegetação nativa na Amazônia e no Cerrado, resultando em melhores condições de vida para populações tradicionais e povos indígenas.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Xadrez fortalece concentração, disciplina e tomada de decisões de estudantes da Escola Clênia Rosalina

O xadrez tem contribuído para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais dos estudantes da Escola Estadual de Tempo Integral Clênia Rosalina, em Cuiabá. Concentração, raciocínio lógico, disciplina e tomada de decisões estão entre as competências estimuladas pela modalidade, que integra a proposta pedagógica das escolas de tempo integral vocacionadas ao esporte da rede estadual.

O trabalho é conduzido desde 2021 pelo professor de Educação Física, João Paulo da Silva Louzada. Na avaliação dele, o esporte cumpre um papel importante na escola ao ajudar os estudantes a desenvolver disciplina, convivência e responsabilidade, principalmente quando é trabalhado de forma contínua no dia a dia da unidade.

“O esporte vai além da prática física e da competição. Na escola, ele é uma ferramenta de formação humana, social e educacional. Por meio das atividades esportivas, os estudantes desenvolvem competências importantes para a convivência, como respeito às regras, cooperação, liderança, disciplina, criatividade e responsabilidade”, afirma o professor.

No caso do xadrez, segundo João Paulo, os efeitos aparecem tanto dentro quanto fora do tabuleiro. A cada partida, o estudante aprende a observar melhor, a controlar impulsos, a lidar com erros e a avaliar as consequências antes de agir.

“O xadrez ensina o aluno a lidar com pressão, frustrações e desafios de forma mais equilibrada. Ele ajuda o estudante a pensar antes de agir, pois, em uma partida, podem ocorrer situações inesperadas. O aluno precisa avaliar o cenário, tomar decisões e assumir o resultado de cada escolha”, explica.

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Entre os exemplos citados pelo professor está a estudante Ana Clara da Silva Pinho, do 1º ano do Ensino Médio. A jovem enxadrista se tornou referência na escola pelo desempenho em campeonatos escolares e estaduais.

Nos últimos anos, ela acumulou títulos como campeã estadual do JORE 2025, campeã regional do JORE 2025, campeã do Festival Escolar de Xadrez (FEX) Torneio Verão 2026, campeã sub-14 feminino do Festival Escolar de Xadrez 2024 e campeã do IFMT Blitz 2024, também na categoria sub-14 feminino. Ana Clara ainda foi vice-campeã dos Jogos Estudantis de 2025, em Cuiabá.

Para João Paulo, os resultados alcançados pela estudante nas competições estaduais refletem um trabalho desenvolvido na escola, com incentivo, treino e acompanhamento contínuos.

“O desempenho da Ana Clara é resultado de um processo que começou aqui. Mas percebo mudanças não apenas nela. Os demais alunos que praticam xadrez também demonstram maior concentração, mais segurança ao lidar com desafios e mais cuidado ao tomar decisões. Para mim, é uma modalidade muito eficiente nesse desenvolvimento”, destaca.

O trabalho desenvolvido na escola também tem contribuído para ampliar o cenário enxadrístico no âmbito escolar de Mato Grosso. Além das aulas e dos treinamentos, os professores João Paulo e Glaydson Magno Andrade da Costa atuam na organização do Festival Escolar de Xadrez (FEX), realizado desde 2024 com o apoio da Federação Mato-grossense de Xadrez.

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Sediado na própria unidade escolar, o festival vem crescendo a cada edição e reunindo estudantes, atletas e admiradores da modalidade de diferentes regiões do estado. Em 2026, o FEX recebeu mais de 80 inscrições, consolidando-se como uma competição estudantil importante para a valorização do xadrez no ambiente escolar.

De acordo com a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), a experiência da unidade está inserida na política de expansão das escolas de tempo integral da rede estadual.

Mato Grosso possui atualmente 594 escolas estaduais, das quais 96 funcionam em tempo integral, o que corresponde a 16,16% da rede. Desse total, 14 unidades são destinadas ao esporte. As escolas de tempo integral estão presentes em 53 municípios.

A rede estadual atende 324.406 estudantes, dos quais 19.650 em tempo integral, o que corresponde a 6,6% das matrículas. Nessas unidades, as práticas esportivas fazem parte da rotina dos alunos e contribuem para uma formação mais ampla, com reflexos na aprendizagem, na convivência e no desenvolvimento emocional.

Fonte: Governo MT – MT

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