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Frente Parlamentar recebe comitiva vencedora do 3º Mundial do Queijo do Brasil

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A Frente Parlamentar de Apoio ao Pequeno Produtor de Leite da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), presidida pelo deputado Gilberto Cattani (PL), recebeu a comitiva de produtores de queijo de Mato Grosso premiados pela qualidade nos produtos, no 3º Mundial do Queijo do Brasil, realizado entre 11 e 14 de abril, em São Paulo. Dezessetes países e 2 mil queijos concorreram aos prêmios.

Os 38 participantes e familiares também foram recebidos pelos deputados, presidente da ALMT, Eduardo Botelho (União), primeiro-secretário da ALMT, Max Russi (PSB) e Carlos Avallone (PSDB). Representando o município de Nossa Senhora do Livramento, o produtor de queijo Silas Vicente Barbosa Júnior foi um dos seis premiados no Mundial. Ele ganhou a medalha de Ouro, na categoria Mofo Azul.

“Mato Grosso é um estado que está engatinhando ainda na produção do queijo e a gente vê esses produtos artesanais principalmente, muito simples que a pessoa nunca fez um curso, nunca aprendeu como realmente fazer um queijo que resulta em vencer prêmio. É um reconhecimento de que o nosso produto tem qualidade, perante dois mil queijos participantes, não só do Brasil, mas como de todo o mundo. O governo do estado está com a política de uma nova legislação, apoiando a agricultura familiar, principalmente o setor do queijo artesanal, isso ajuda o pequeno produtor a produzir dentro da lei”, explicou Silas.

Raquel Catanni, de Nova Mutum, ganhou 2 medalhas a ‘Super Ouro’ com seu Queijo Maringá e ‘Ouro’ com o Nozinho Temperado. Ela disse que nunca havia participado de uma competição e que a experiência foi gratificante. 

“Foi interessante participar do 3º Mundial do Queijo do Brasil. Percebi o quanto somos valorizados, a gente fica só no sítio, lá com a nossa produção, porque é completamente artesanal e pequena, a gente acha que o mundo não nos enxerga. Eu não estava esperando ganhar, eu fui apenas pela experiência e acabei trazendo medalhas”, comemorou Raquel. 

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O gerente da agência do Sebrae/MT em Cuiabá, Charles Padilha disse que a entidade acredita no sonho dos pequenos produtores. “Às vezes o grande ele tem todo aparato, tem recursos, tem contatos, e o pequeno, o que fazer com o pequeno, e o Sebrae acredita no desenvolvimento, na transformação dos pequenos negócios e dos produtores rurais, eu também não sou da área de leite, mas eu já tirei leite, meus tios são leiteiros. Esse ano, nós tivemos seis premiações, e queremos mais, abrir mercado e investir na área rural”, comemorou Padilha.

O deputado Gilberto Cattani disse que o Mundial avaliou que o queijo de Mato Grosso é um dos melhores do mundo e isso traz muito orgulho para o estado. “De todos os produtores que estão aqui, muitos não conseguem ter nem o registro da sua produção e nem a sua venda em mercados, porque não conseguem a legalização por causa da burocracia. A Assembleia Legislativa já confeccionou junto com o governo do estado um projeto de lei, já foi aprovado, falta só a regulamentação desse projeto para que o pequeno produtor possa ter uma acessibilidade à documentação, a regulamentação da sua atividade. Esperamos a agilidade do governo para que essas pessoas possam ser reconhecidas no seu estado, assim como foram lá na capital de São Paulo”, explicou Cattani.

O deputado Carlos Avallone, parabenizou a comitiva pelas premiações e disse que a anos vem trabalhando para garantir o incentivo aos produtores de leite. “Desde o governo Dante de Oliveira, quando eu era secretário, criamos o programa Proleite, e começamos a dar incentivo para trazer as indústrias maiores para cá, desde que o produtor de leite recebesse parte do incentivo. Essa foi a grande jogada que nós fizemos e desde então eu continuo trabalhando e apoiando a cadeia produtiva do queijo”, contou Avallone.

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Presente na reunião, o deputado Max Russi, parabenizou os participantes, e o deputado Cattani pelo reconhecimento, por meio da ALMT. “A Casa acaba recebendo muitas demandas de outras instituições que não conseguem resolver. O parlamento tem essa função de escutar, de ouvir e de levar as demandas de algum setor ou a algum seguimento. A premiação é importante para Mato Grosso, que coloca o nosso estado em evidência e referência”, disse Max.

 O presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho, parabenizou a comitiva nesse concurso internacional. “Significa dizer que Mato Grosso tem qualidade e nós precisamos criar um selo de qualidade, fazer uma ampla discussão entre a indústria e o comércio e vender para o exterior, isso agrega valor. Estamos fazendo um compromisso para o ano que vem junto com o Sebrae em levar esses produtores de queijo a Paris em mais um concurso mundial”, comemorou Botelho. 

Também participaram da reunião representantes da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea), Associação dos Municípios do Estado Mato Grosso (AMM).


Secretaria de Comunicação Social

Telefone: (65) 3313-6283

E-mail: [email protected]


Fonte: ALMT – MT

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Em debate quente, Wellington e Natasha miram Pivetta, que reage: “jogo combinado”

Governador também critica trajetória política de senador e enfrenta adversários em discussões sobre saúde, habitação, incentivos fiscais e obras

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Os três principais candidatos ao Governo de Mato Grosso participaram, na noite desta terça-feira (29), de um debate promovido pela TV Centro América. Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL) e Natasha Slhessarenko (PSD) apresentaram propostas e trocaram críticas em discussões que envolveram saúde, segurança, funcionalismo público, infraestrutura, habitação e incentivos fiscais.

Logo no primeiro bloco, a saúde esteve entre os principais assuntos. Pivetta questionou Natasha sobre as prioridades para o setor. A candidata afirmou que pretende reduzir as filas por consultas, exames e procedimentos e defendeu uma mesa permanente de negociação com os servidores públicos. Também apresentou propostas relacionadas às creches, ao combate à violência contra a mulher e à ampliação do efetivo policial.

Na resposta, Pivetta destacou investimentos realizados durante a atual gestão e citou a abertura da Santa Casa, do Hospital Central e do Hospital Regional de Alta Floresta. O governador também afirmou que o tempo médio de espera na rede estadual teria diminuído. Natasha contestou os números apresentados e afirmou que ainda existe uma grande demanda reprimida por atendimentos. 

O confronto entre Pivetta e Wellington ganhou força quando o governador questionou a trajetória política do senador. Pivetta afirmou que o adversário participa frequentemente de eleições e declarou que, para ele, “eleição é a safra”. Wellington respondeu dizendo que considera a atividade política uma forma de serviço público e destacou seus 36 anos de atuação.

No segundo bloco, Wellington questionou Natasha sobre medidas para combater a criminalidade. A candidata defendeu concursos para ampliar o efetivo policial, investimentos em inteligência e reforço das estruturas de proteção às mulheres, incluindo a Patrulha Maria da Penha e delegacias especializadas.

A habitação também provocou confronto. Pivetta afirmou que o governo já viabilizou cerca de 40 mil moradias e que busca autorização para contratar R$ 1,5 bilhão em financiamentos para novas construções. Wellington criticou a destinação de recursos e voltou a questionar a política de incentivos fiscais do Estado. 

O tema levou Pivetta a cobrar Wellington sobre uma declaração anterior de que renunciaria à candidatura caso fosse comprovado que empresas de sua família receberam incentivos fiscais. O senador negou ter recebido o benefício e desafiou o governador a abrir seus sigilos bancário e fiscal. As acusações e respostas foram apresentadas pelos próprios candidatos durante o debate. 

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Outro momento de tensão ocorreu quando Natasha questionou Pivetta sobre uma acusação de violência doméstica envolvendo uma ex-esposa, episódio que ganhou repercussão após reportagem exibida pelo Fantástico em 2021. O governador afirmou que foi inocentado e aproveitou o espaço para destacar ações de sua gestão voltadas à proteção das mulheres, entre elas a criação do Gabinete da Mulher, Patrulhas Maria da Penha e estruturas especializadas de atendimento.

Na sequência, os candidatos discutiram infraestrutura. Wellington questionou Natasha sobre a demora na conclusão do sistema de transporte entre Cuiabá e Várzea Grande. Ele lembrou que o projeto, originalmente concebido como VLT, foi retomado como BRT e ainda não havia sido concluído.

Natasha criticou o andamento das obras e defendeu um sistema de transporte público mais moderno e sustentável. Pivetta, por sua vez, afirmou que o primeiro trecho do BRT está em fase de conclusão, com as estações em construção. 

O debate também registrou troca de críticas sobre alianças políticas. Natasha rebateu a classificação de “velha política” e lembrou que Pivetta e Wellington foram aliados na eleição anterior. Ela também citou a relação política entre integrantes dos grupos dos dois candidatos.

No terceiro bloco, turismo e funcionalismo público entraram na discussão. Wellington defendeu a criação de programas de incentivo ao setor turístico, com qualificação profissional, crédito para pousadas e hotéis e estímulo à navegação dos rios. O senador também citou a possibilidade de ampliar a integração de Mato Grosso com países sul-americanos por meio de uma ligação de Vila Bela da Santíssima Trindade com o Oceano Pacífico. 

Na discussão sobre os servidores públicos, Natasha e Wellington afirmaram que pretendem pagar a Revisão Geral Anual (RGA) que não foi concedida no período da pandemia. Natasha citou o percentual de 18,38% e afirmou que pretende estabelecer um cronograma para quitar o valor. Wellington também defendeu a valorização do funcionalismo e criticou a situação dos servidores. 

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No quarto e último bloco, os incentivos fiscais voltaram ao centro do debate. Natasha questionou Pivetta sobre renúncias fiscais e mencionou o valor de aproximadamente R$ 500 milhões que, segundo ela, teria deixado de entrar nos cofres públicos após o início da gestão. Pivetta defendeu a política de incentivos e afirmou que os benefícios seguem critérios legais e passam pela atuação da equipe econômica do Estado. 

Em seguida, Pivetta questionou Wellington sobre a promessa de pagar a RGA aos servidores e classificou a proposta do senador como “mentirosa”. Wellington respondeu citando a necessidade de valorização do funcionalismo e afirmou que o último Plano de Cargos e Carreiras foi elaborado durante a gestão do ex-governador Dante de Oliveira.

Na parte final, Wellington voltou a questionar Natasha sobre a demora na conclusão do sistema de transporte entre Cuiabá e Várzea Grande. O senador lembrou que o projeto foi retomado em 2020 como BRT e afirmou que a obra ainda não havia sido concluída, apesar de uma previsão anterior de entrega. Natasha concordou com as críticas e defendeu a necessidade de modernização do transporte público.

O encerramento também foi marcado por críticas políticas. Pivetta afirmou que os adversários haviam se unido para atacá-lo e classificou a atuação dos dois como um “jogo combinado”. Wellington destacou sua trajetória política e defendeu uma administração baseada no diálogo e em um “governo humano”. Natasha, por sua vez, encerrou sua participação criticando problemas na saúde, feminicídios e outras questões que considera prioritárias para Mato Grosso.

O debate ocorreu na reta final da campanha para o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, e reuniu os três candidatos em quatro blocos de perguntas e respostas. 

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