MINISTÉRIO PÚBLICO MT

Operação cumpre ordens judiciais contra integrantes de facção criminosa

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), força-tarefa permanente constituída pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo em cooperação com a 1ª Delegacia de Polícia Civil de Barra do Garças (509 km a leste de Cuiabá) deflagrou, na manhã desta terça-feira (31.10), a “Operação Sinergia, para cumprimento de ordens judiciais contra integrantes de uma organização criminosa que atua na cidade de Barra do Garças.

A “Operação Sinergia” destina-se ao cumprimento de seis medidas cautelares, sendo três de busca e apreensão e três ordens de quebra de sigilo. As ordens judiciais estão sendo cumpridas na cidade de Barra do Garças.

Segundo o Gaeco, as investigações começaram após dois homens armados, com uso de uma motocicleta, entrarem em uma residência no bairro Jardim dos Ipês e efetuarem 11 disparos de arma de fogo contra uma pessoa. O fato aconteceu no dia 20 de agosto. A vítima, que também era integrante de uma organização criminosa, conseguiu sobreviver, após ser socorrida e passar por procedimentos cirúrgicos.

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Com o transcorrer das investigações, apurou-se que a tentativa de homicídio foi motivada pela chamada “queima de arquivo”, pois a vítima estava tentando deixar a organização criminosa, mas possuía informações sobre crimes praticados pela facção em questão, bem como os criminosos acreditavam que a vítima estaria “delatando” práticas criminosas.

O nome da operação: Termo de origem grega (synergía), significa cooperação, trabalho ou esforço para realizar uma determinada tarefa muito complexa. Que no caso está fundado no trabalho integrado das Forças de Segurança no combate à criminalidade e, foi mais uma vez fortalecido e efetivado pela ação conjunta da Polícia Civil e Gaeco de Barra do Garças.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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TJ nega recurso e mantém condenação de réu a 42 anos por homicídio

A Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou o recurso de apelação interposto pela defesa de Alex Júnior Cardoso e manteve a condenação a 42 anos, nove meses e sete dias de reclusão, em regime inicial fechado, além de 824 dias-multa, pelo homicídio de Clever Luciano Venâncio, reconhecido como praticado em contexto de homofobia. Alex foi julgado pelo Tribunal do Júri de Rio Branco (a 356 km de Cuiabá), em dezembro de 2025.O Conselho de Sentença condenou o réu pelos crimes de homicídio qualificado, furto majorado, tráfico de drogas e organização criminosa armada, ao reconhecer a materialidade e a autoria dos delitos. Conforme decidido pelos jurados, o homicídio foi praticado por motivo fútil, mediante dissimulação e com o emprego de arma de fogo de uso restrito e resultou em uma pena de 29 anos, 9 meses e 9 dias de reclusão.Ao votar pela manutenção da sentença, em abril de 2026, o desembargador relator Wesley Sanchez Lacerda afirmou que “não há qualquer ilegalidade ou injustiça na aplicação da pena, que se mostra compatível com a gravidade dos fatos”. O magistrado também reforçou que “o agir do acusado se revestiu de grau acentuado de censurabilidade, na medida em que dirigido contra a vítima em contexto que evidenciou intolerância e desprezo por característica pessoal sensível, historicamente marcada por estigmatização e violência”.O crime ocorreu em junho de 2024, na zona rural de Lambari D’Oeste, quando Alex Júnior Cardoso atraiu Clever Luciano Venâncio para um local isolado após simular interesse sexual. Segundo os autos, o réu agiu de forma planejada e utilizou uma arma de fogo de uso restrito para matar a vítima. Após o homicídio, ele se apropriou de pertences de Clever, incluindo dinheiro e bens pessoais, e fugiu do local.

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Foto: Freepik.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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