AGRONEGÓCIO

Granjas do sudoeste paranaense são destruídas pela chuva

Agricultores e principalmente granjeiros do município de Dois Vizinhos e outras cidades do Sudoeste do Paraná, tiveram sérios prejuízos com as fortes chuvas deste fim de semana.

Nas áreas urbanas chuvas intensas causaram alagamentos e mais de 30 mil pessoas estão desabrigadas em 50 municípios, de acordo com informações da Defesa Civil do Estado.

Na zona rural a situação é de caos total, estima-se que pelo menos 6 mil produtores estão desabrigados.

Em Dois Irmãos o rio transbordou e gerou uma correnteza muito forte em direção ao lado oposto, uma região de granjas, e  isso resultou na destruição de tudo em seu caminho. Ainda não há estimativa dos prejuízos.

Só em uma granja avaliada neste domingo (29.10) os danos causaram prejuízos estimados em cerca de R$ 500 mil, incluindo a perda de 70% das 90 mil aves alojadas, bem como estruturas e ração.

Muitos produtores rurais não conseguem acessar suas fazendas devido a pontos de acesso obstruídos por enxurradas, árvores caídas e áreas alagadas.

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De acordo com dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a região de Dois Vizinhos recebeu 302,4 milímetros de chuva nas últimas 48 horas.

Na mesma região, a janela de plantio da soja começou em 15 de setembro, com aproximadamente 60% da área plantada até o domingo. No entanto, a situação das áreas que estavam germinando, das que foram plantadas recentemente e da mortalidade das plantas é incerta devido às chuvas intensas.

Além da situação em Dois Vizinhos, São Mateus do Sul, Ivaiporã, Santa Izabel do Oeste e Jardim Alegre, Paula Frontin, União da Vitória, Pitanga, Rio Negro, Paula Freitas, Pinhão, Cascavel, Mangueirinha e São Jorge do Oeste também tiveram as situações de emergência decretadas pelo Governo. Com os decretos, os municípios podem solicitar ao Estado a realocação de famílias desabrigadas a hotéis e pousadas.

A previsão meteorológica ainda alerta para chuvas fortes no Paraná, com previsão de que a instabilidade seja agravada por um sistema de baixa pressão vindo do Paraguai, trazendo ventos fortes, raios e acumulados altos de chuva. A previsão sugere que a instabilidade persistirá nos próximos dias, com chuvas contínuas e potencial para causar danos.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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