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Crianças do Centro de Convivência Dona Zezé aproveitam tarde de festa com brincadeiras, presentes, doces e lanches

Uma tarde cheia de diversão e alegria foi preparada especialmente para as mais de 100 crianças do Centro de Convivência Dona Zezé, nesta sexta-feira (6). Com direito a muitas brincadeiras, jogos, entrega de presentes, doces e lanches. A programação faz parte do cronograma da secretaria de Assistência Social para o mês de outubro, em comemoração ao Dia das Crianças, e contou com a presença da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar.

Pula-pula, piscina de bolinha e escorregador inflável foram algumas das atrações que garantiram a diversão das crianças, além das atividades e brincadeiras desenvolvidas pelos servidores do Centro de Convivência. Também não faltaram opções de lanche, pipoca, algodão doce, churros, picolé e muitos mais. O momento ficou ainda mais especial com o banho de mangueira, proporcionado pelo Corpo de Bombeiros.

Durante a festa também foram distribuídos diversos brinquedos pela Assistência Social e pela equipe da Polícia Militar, que esteve presente apoiando a ação e garantindo a segurança do evento. “Uma organização diferente da Assistência Social, da secretária Scheila Pedroso, convidando a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros para estar presente neste evento. É o mês das crianças e nada mais justo que as forças de segurança estarem se integrando ao meio social em que as crianças vivem. Estamos aqui hoje fazendo a distribuição de presentes, tenho certeza que elas tiveram um dia muito diferenciado e ímpar na vida delas”, ressaltou o Tenente Coronel da PM, Pedro Miguel.

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Idealizadora de um Projeto Social, Naila Bozzio, visitou a unidade e prestigiou a festa. “Conhecer o Centro de Convivência está sendo um grande prazer a equipe me mostrou algumas coisas da organização ali dentro, eu não imaginava que fosse tão organizada a estrutura. Considerando o dia das crianças, aproveitar esse espaço, todas as doações e ajuda faz com que o dia seja muito especial”, destacou.

As programações em comemoração ao Dia das Crianças continuam por todo mês de outubro, contemplando as regiões atendidas pela Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Assistência Social, com o Projeto Viva a Magia, que leva a beleza lúdica das datas comemorativas por onde passa. “Começamos mais uma edição de muitas programações, cumprindo o compromisso de levar a alegria do Viva a Magia para as crianças da comunidade, principalmente das regiões mais afastadas do centro, proporcionando a elas tudo o que merecem”, lembrou a coordenadora geral da secretaria de Assistência Social Trabalho e Habitação, Kely Silva.

Neste sábado (7), os alunos do Programa Bombeiros do Futuro também irão aproveitar uma sessão de cinema, para assistir ao filme “Os Peludos”, às 12h. Já na terça-feira (10), a comemoração será no CRAS Paulista e, na quarta-feira (11), no CRAS Menino Jesus, ambas as atividades começam a partir das 14h. Ainda no dia 11, serão entregues brinquedos e doces para os alunos do Projeto AABB Comunidade, às 9h.

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Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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Polícia Civil leva debate sobre bullying, ciberbullying e radicalização misógina às escolas de Cuiabá

A violência contra a mulher não começa com um feminicídio. Ela nasce silenciosa, muitas vezes nos corredores das escolas, nas salas de bate-papo de jogos online, nos comentários anônimos das redes sociais e nos discursos de ódio que se infiltram como verdadeiros “coaches” da masculinidade tóxica.

Para enfrentar essa realidade, a Polícia Judiciária Civil, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária e dos projetos sociais intensificou palestras nas unidades de ensino, lança um olhar atento e preventivo sobre o fenômeno da intimidação sistemática (bullying), do ciberbullying e da radicalização online em perfis da manosfera e machosfera.

A ação, que integra a campanha de prevenção à violência virtual nas escolas da capital, leva às salas de aula um diálogo franco e desarmado com alunos do ensino fundamental e médio. O objetivo não é apenas punir, mas impedir a formação de novos agressores, desconstruindo a ideia de que “brincadeira de mau gosto” é algo natural ou inofensivo.

“Não é brincadeira”: Investigador alerta para os crimes por trás da tela

Palestrante frequente nas ações da Polícia Civil em Cuiabá, o investigador Ademar Torres de Almeida, tem se dedicado a levar às escolas uma mensagem clara: o bullying e o ciberbullying são violações graves, com consequências jurídicas e emocionais reais. Em suas apresentações, ele utiliza recursos audiovisuais e exposição dialogada para mostrar como apelidos, xingamentos repetitivos, exclusão social e humilhações digitais não se trata de “mera diversão”.

“Precisamos desmontar essa ideia de que colocar apelido ofensivo, isolar o colega ou espalhar um boato é brincadeira. Isso é violência. E quando essa violência ganha as redes ou os chats dos jogos online, ela se multiplica. A Lei nº 14.811/2024 tipificou o cyberbullying como ‘intimidação sistemática virtual’, e os adolescentes precisam saber que responderão por atos infracionais por essas condutas”, alerta o investigador.

Segundo Ademar Torres, um dos pontos mais críticos observados nos diálogos com os jovens é a adesão velada a discursos de ódio contra meninas e mulheres, propagados em comunidades como a manosfera – um ecossistema digital misógino – e seu núcleo mais radical, a machosfera. Termos como Incel, Redpill, Blackpill e MGTOW (Homens Seguindo seu Próprio Caminho) têm sido identificados por pesquisas como mecanismos de radicalização que transformam frustrações em rancor e, em casos extremos, em violência.

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“Quando um aluno começa a reproduzir frases de ódio contra as colegas, a defender que ‘mulher merece sofrer’ ou a consumir conteúdos de influenciadores que pregam a dominação masculina, isso é um sinal de alerta. Estamos falando de um processo de radicalização que começa online e pode terminar em violência real. A escola é o lugar ideal para interromper esse ciclo”, explicou o investigador.

Psicóloga reforça: parceria com a Polícia Civil transforma a escola

A atuação da Polícia Civil nas escolas não acontece de forma isolada. No Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Cuiabá, a psicóloga Renata, da equipe psicossocial da unidade, tem acompanhado de perto os resultados das palestras e rodas de conversa promovidas pelos investigadores. Para ela, a presença da Polícia Civil no ambiente escolar é fundamental para desmistificar o tema e dar segurança jurídica e emocional a alunos e educadores.

“A expressão ‘bullying’ é usada para qualificar comportamentos agressivos no ambiente escolar, praticados de forma intencional e repetitiva, deixando a vítima impossibilitada de se defender. Mas, na prática, muitas crianças e adolescentes não sabem identificar quando estão sendo vítimas ou, pior, quando estão sendo agressores. O trabalho da Polícia Civil, com uma linguagem acessível e exemplos concretos, ajuda a desnaturalizar essa violência. Eles explicam desde o bullying físico até o cyberbullying, incluindo a falsificação de fotos, a disseminação de boatos e a violação de intimidade”, detalha a psicóloga.

Renata destaca que um dos maiores ganhos dessa parceria é a prevenção baseada no diálogo e no acolhimento, e não apenas na repressão. “Quando o investigador entra na sala e fala sobre como os jogos online podem se tornar espaços tóxicos, ou como um comentário misógino em uma rede social não é ‘só uma opinião’, os alunos se sentem provocados a refletir. A escola sozinha não dá conta desse fenômeno digital. Precisamos do Estado, da segurança pública, atuando de forma coordenada. A Polícia Civil tem sido essencial nesse sentido”, afirmou.

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O que diz a lei e o papel da escola

O coordenador da Polícia Comunitária, delegado Mario Dermeval, ressalta que as ações da Polícia Civil nas escolas de Cuiabá estão amparadas em um robusto arcabouço legal. A Lei Estadual nº 9.724/2012 determina a inclusão de medidas de conscientização e combate ao bullying nos projetos pedagógicos de Mato Grosso. Já a Lei Federal nº 13.185/2015 instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, e a Lei nº 13.663/2018 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para obrigar as escolas a promoverem ações de prevenção à violência e cultura de paz.

De acordo com o material utilizado nas palestras, as formas mais comuns de bullying vão além do físico e incluem o bullying psicológico (amedrontar, perseguir), moral (difamar, caluniar), verbal (insultos, apelidos humilhantes), sexual (assediar), social (isolar, excluir), material (furtar ou destruir pertences) e o virtual ou cyberbullying (humilhações online, invasão de perfis, envio de mensagens ofensivas).

Prevenção como projeto de Estado

Segundo o gerente de Polícia Comunitária, investigador Nilton César Cardoso, as ações da Polícia Civil na capital têm por referência os projetos sociais de prevenção e o Programa Escola Segura que visa a prevenção eficaz aliada a educação transformadora, integrada no território escolar. Ao final das palestras, fica a mensagem central: os algoritmos das redes sociais e os chats dos jogos online não podem ditar o que é certo ou errado. A responsabilidade é coletiva. Como bem sintetizou o Investigador.

Serviço

Escolas públicas e privadas de Cuiabá que desejarem agendar palestras sobre bullying, ciberbullying, prevenção à violência virtual e enfrentamento à radicalização misógina podem entrar em contato com a Polícia Civil. As ações são gratuitas e voltadas a alunos do ensino fundamental e médio.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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