POLÍTICA MT
Oswaldo Montenegro traz ao Teatro Zulmira nova turnê nesta sexta (15)
O inconfundível menestrel brasileiro Oswaldo Montenegro volta ao palco do Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros nesta sexta-feira (15), às 20h, pela nova turnê “Pra te rever”. Os ingressos estão sendo vendidos a partir de R$ 75,00 por meio deste link. O espetáculo é intimista e é o próprio cantor e compositor quem conduz a musicalidade por meio de violões e teclado. A flautista Madalena Salles, musicista que o acompanha desde a adolescência, acrescenta virtuosismo e emoção ao show.
Além da canção título do show, Pra te rever, lançada há um ano, o Menestrel traz ao palco grandes clássicos como “Bandolins”, “Lua e Flor”, “A Lista”, “Estrelas” e “Intuição”, inclui sucessos recentes, como “A Alma do Rio”, clipe e música recheados de mistério e conotação ecológica. É o momento de emocionar antigos fãs e tocar novos admiradores.
O show intimista, de diálogo aberto com o público, tem ainda um momento em que Oswaldo Montenegro atende pedidos da plateia, fortalecendo o duo com a flautista Madalena Salles e apresentando como a longeva parceria torna cada show único, por meio dos improvisos.
O estilo meio teatral de cantar e contar histórias é algo que Oswaldo Montenegro pratica desde o começo da carreira, com cerca de 50 anos. Montou sua primeira peça musical em 1975, “João sem nome”, quando ganhou o apelido de “menestrel”, referência aos melódicos trovadores medievais. O lirismo é marca registrada da obra do cantor e compositor. Em 2010 ele também se aventurou pelo cinema, lançando seu primeiro longa-metragem, o elogiado “Léo e Bia”.
“O Zulmira Canavarros é o maior e mais moderno teatro de Mato Grosso e é sempre uma honra receber em nosso palco nomes tão primorosos da música brasileira como Oswaldo Montenegro! Esperamos todos aqui na plateia, porque tenho certeza que o show será inesquecível”, convidou a diretora do espaço cultural, Daniella Paula Oliveira.
Serviço
Show de Oswaldo Montenegro – Turnê “Pra te rever”
Data: Sexta-feira (15/09), às 20h
Local: Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros (anexo à ALMT)
Ingressos à venda no site Ingresso Digital
Mais informações: (66) 99636-3814 – Jake Nunes (produtora local)
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
No Dia do Trabalhador, Gisela Simona destaca o cuidado como eixo da desigualdade de gênero
Na diretoria-executiva do União Mulher, em Mato Grosso, Gisela Simona traz para o centro do debate neste 1º de maio, alguns desafios enfrentados por milhares de brasileiras diariamente: a disparidade salarial e a dupla jornada. Assim, muito embora haja avanços na contratação feminina, a consolidação da equidade ainda enfrenta desafios significativos.
Coautora da Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), Gisela defende que é necessário reconhecer o trabalho não remunerado, exercido majoritariamente por mulheres. E que qualquer discussão séria sobre valorização do trabalho precisa passar por esta ação secularmente invisibilizada, mas que ancora milhões de lares no país.
E a partir dessa lente, o Dia do Trabalhador deixa de ser apenas uma data simbólica e passa a expor uma contradição: pois enquanto o país avança na ampliação da presença feminina no mercado formal, continuam intactas as estruturas que a penalizam.
Com 33 meses de atuação na Câmara Federal, somados à experiência como advogada, servidora pública e dirigente partidária em Mato Grosso, Gisela aponta que a desigualdade de gênero segue operando de forma silenciosa, mas constante, seja na diferença salarial, na dificuldade de ascensão profissional ou na sobrecarga cotidiana.
“Não podemos naturalizar que mulheres trabalhem mais e recebam menos. Tampouco aceitar que a responsabilidade pelo cuidado continue sendo tratada como uma obrigação individual e não como uma pauta pública”.
Dados recentes reforçam esse cenário ao revelar que as mulheres continuam concentradas em áreas historicamente menos valorizadas e, mesmo quando ocupam as mesmas funções que os homens, enfrentam remuneração inferior e menor reconhecimento. A chamada dupla jornada – trabalho formal somado às tarefas domésticas – permanece, igualmente, como uma das expressões mais evidentes dessa desigualdade.
E nesse contexto, o debate se amplia mais ao inserir a maternidade, ainda hoje observada como um fator de desequilíbrio no percurso profissional feminino. Pois a necessidade de conciliar trabalho e cuidado impacta claramente na renda, na progressão de carreira e nas oportunidades, desvelando limites concretos das políticas existentes.
Desta forma, para Gisela, embora haja avanços e medidas voltadas à igualdade salarial, a ausência de fiscalização efetiva e transparência ainda impedem mudanças estruturais. “O Brasil já reconhece parte do problema, mas ainda executa pouco. E sem ações concretas, direitos seguem sendo promessa”, afirma.
A parlamentar, que ganhou projeção nacional ao relatar o Pacote Antifeminicídio, também reforça a conexão entre autonomia econômica e segurança. Para ela, não há como dissociar a independência financeira da proteção das mulheres. “A autonomia econômica é um dos caminhos mais concretos para romper ciclos de violência. Mas isso exige que o Estado atue de forma integrada, garantindo não só acesso ao trabalho, mas condições reais de permanência e segurança”, pontua.
Desta forma, a leitura que emerge desse 1º de maio é direta: para milhões de brasileiras trabalhar não é apenas produzir renda, é sustentar vidas, equilibrar ausências do Estado e, muitas vezes, garantir a própria sobrevivência.
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