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Saúde promove ações de conscientização sobre a saúde mental: confira a programação

A Secretaria de Saúde de Sinop (SMS) tem desempenhado um papel fundamental na promoção de ações voltadas para a prevenção do suicídio e a promoção da saúde mental ao longo de todo ano, e agora neste mês conhecido como Setembro Amarelo os trabalhos estão intensificados, dando destaque para a campanha com uma série de iniciativas, visando disseminar informações, reduzir estigmas e oferecer apoio à comunidade.

O Setembro Amarelo é uma campanha mundial de prevenção ao suicídio, e neste ano tem como tema “Se precisar, peça ajuda!”. E uma das principais estratégias adotadas pela SMS é a realização de palestras nas salas de espera das Unidades Básicas de Saúde, abordando temas variados em alusão a campanha. Cada UBS preparou o seu cronograma de atividade, visando conscientizar as pessoas sobre a importância da saúde mental e como identificar sinais de alerta. Além disso, são oferecidos serviços de apoio psicológico e psiquiátrico para aqueles que necessitam.

A Secretaria de Saúde Daniela Galhardo, destaca que o intuito é criar um ambiente de diálogo aberto, onde as pessoas se sintam à vontade para buscar ajuda e compartilhar suas preocupações. “Abordar uma questão tão sensível quanto a saúde mental e o suicídio, é essencial, essas ações contribuem para a construção de uma comunidade mais solidária e consciente, onde todos podem encontrar apoio e esperança durante o Setembro Amarelo e ao longo de todo o ano”, pontuou.

Confira o cronograma:

UBS Nações

  • 18/09/23 – sala de espera da UBS – período da manhã

Tema: Bullying

  • 25/08/23 – Igreja católica do Nações – período da manhã

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Tema: Saúde Mental na terceira idade “grupo dos idosos”

  • 27/09/23 – sala de espera da UBS – período da manhã

  • Tema: Como identificar as atitudes suicidas

UBS São Francisco

  • 20/09 – Sala de espera da UBS – período da tarde

Orientação com grupo de Crianças

  • 22/09– Sala de espera da UBS – período da tarde

Orientação com grupo de Hanseníase e Tuberculose

UBS Violetas

  • 21/09 – Sala de espera da UBS – período da tarde

Orientações com grupo de pacientes de Saúde Mental

UBS Cidade Jardim

  • 18/09 – Sala de espera da UBS – 07h

Tema: Autocuidado, resiliência e emoções positivas

  • 18/09- Sala de espera da UBS – 13h

Tema: Ansiedade, depressão e saúde mental durante a gestação e a importância da rede de apoio / Público em geral e Grupo gestantes

  • Todos os dias na sala de espera

Tema: Conscientização da importância da saúde mental e prevenção do suicídio – quadro de mensagens

Tema: Autocompaixão, empatia e autocuidado – Espelho da Alegria

UBS Primaveras

  • 18/09 – Sala de espera da UBS – 13h30 às 15h

Tema: “Se precisar, peça ajuda!”

UBS Vitória Régia

  • 22/09 – Sala de espera da UBS – 13h30

Tema: Saúde Mental / Grupo gestantes

  • 26/09 – Sala de espera da UBS – 13h30

Tema: Saúde Mental e Saúde do Homem

  • Todos os dias na Demanda Espontânea terão alunos Anhanguera/Enfermagem com orientações.

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UBS Ibirapuera/São Cristóvão

  • 18 e 25/09 – Sala de espera da UBS – 7h30 e as 13h30

Tema: Como surgiu o setembro amarelo; Importância de cuidar da saúde mental; Sinais de alerta e onde procurar ajuda.

  • 29/09 – Sala de espera da UBS – 7h30 e as 13h30

Tema: Roda de conversa e dinâmica com a equipe da unidade.

UBS Botânico

  • 22/09 – Sala de espera da UBS – 7h30 e as 13h30

Orientações durante todo o mês sobre Setembro Amarelo.

UBS Boa Esperança

  • 21/09 Sala de espera da UBS – 7h30

Roda Terapia sobre autoestima

  • 27/09 – Sala de espera da UBS – 15h

Roda Terapia comunitária integrativa

  • 28/09 Sala de espera da UBS – 7h30

Tema: Valorização da vida / grupo hipertenso e diabéticos

CAPS (Centro de Atenção Psicossocial)

  • 25/09 – Orla do bairro Aquarela Brasil – 8h às 11h

Tema: Valorização a vida / apresentação artística com dança circular.

CRASM (Centro de Referência Saúde da Mulher)

  • 18 a 22/09 – sala de espera – manhã e tarde

Palestra interativa com as gestantes; Atendimento direcionado e Palestra interativa com a rede intersetorial

  • 25 a 30/09 – sala de espera – manhã e tarde

Palestra interativa com as gestantes; Atendimento direcionado; Palestra interativa com a rede intersetorial; tarde recreativa com a equipe

CEM (Centro de Especialidades Médicas)

  • 14 e 21/09 – sala de espera – 7h30

Palestras orientativas sobre o Setembro Amarelo.

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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Polícia Civil leva debate sobre bullying, ciberbullying e radicalização misógina às escolas de Cuiabá

A violência contra a mulher não começa com um feminicídio. Ela nasce silenciosa, muitas vezes nos corredores das escolas, nas salas de bate-papo de jogos online, nos comentários anônimos das redes sociais e nos discursos de ódio que se infiltram como verdadeiros “coaches” da masculinidade tóxica.

Para enfrentar essa realidade, a Polícia Judiciária Civil, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária e dos projetos sociais intensificou palestras nas unidades de ensino, lança um olhar atento e preventivo sobre o fenômeno da intimidação sistemática (bullying), do ciberbullying e da radicalização online em perfis da manosfera e machosfera.

A ação, que integra a campanha de prevenção à violência virtual nas escolas da capital, leva às salas de aula um diálogo franco e desarmado com alunos do ensino fundamental e médio. O objetivo não é apenas punir, mas impedir a formação de novos agressores, desconstruindo a ideia de que “brincadeira de mau gosto” é algo natural ou inofensivo.

“Não é brincadeira”: Investigador alerta para os crimes por trás da tela

Palestrante frequente nas ações da Polícia Civil em Cuiabá, o investigador Ademar Torres de Almeida, tem se dedicado a levar às escolas uma mensagem clara: o bullying e o ciberbullying são violações graves, com consequências jurídicas e emocionais reais. Em suas apresentações, ele utiliza recursos audiovisuais e exposição dialogada para mostrar como apelidos, xingamentos repetitivos, exclusão social e humilhações digitais não se trata de “mera diversão”.

“Precisamos desmontar essa ideia de que colocar apelido ofensivo, isolar o colega ou espalhar um boato é brincadeira. Isso é violência. E quando essa violência ganha as redes ou os chats dos jogos online, ela se multiplica. A Lei nº 14.811/2024 tipificou o cyberbullying como ‘intimidação sistemática virtual’, e os adolescentes precisam saber que responderão por atos infracionais por essas condutas”, alerta o investigador.

Segundo Ademar Torres, um dos pontos mais críticos observados nos diálogos com os jovens é a adesão velada a discursos de ódio contra meninas e mulheres, propagados em comunidades como a manosfera – um ecossistema digital misógino – e seu núcleo mais radical, a machosfera. Termos como Incel, Redpill, Blackpill e MGTOW (Homens Seguindo seu Próprio Caminho) têm sido identificados por pesquisas como mecanismos de radicalização que transformam frustrações em rancor e, em casos extremos, em violência.

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“Quando um aluno começa a reproduzir frases de ódio contra as colegas, a defender que ‘mulher merece sofrer’ ou a consumir conteúdos de influenciadores que pregam a dominação masculina, isso é um sinal de alerta. Estamos falando de um processo de radicalização que começa online e pode terminar em violência real. A escola é o lugar ideal para interromper esse ciclo”, explicou o investigador.

Psicóloga reforça: parceria com a Polícia Civil transforma a escola

A atuação da Polícia Civil nas escolas não acontece de forma isolada. No Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Cuiabá, a psicóloga Renata, da equipe psicossocial da unidade, tem acompanhado de perto os resultados das palestras e rodas de conversa promovidas pelos investigadores. Para ela, a presença da Polícia Civil no ambiente escolar é fundamental para desmistificar o tema e dar segurança jurídica e emocional a alunos e educadores.

“A expressão ‘bullying’ é usada para qualificar comportamentos agressivos no ambiente escolar, praticados de forma intencional e repetitiva, deixando a vítima impossibilitada de se defender. Mas, na prática, muitas crianças e adolescentes não sabem identificar quando estão sendo vítimas ou, pior, quando estão sendo agressores. O trabalho da Polícia Civil, com uma linguagem acessível e exemplos concretos, ajuda a desnaturalizar essa violência. Eles explicam desde o bullying físico até o cyberbullying, incluindo a falsificação de fotos, a disseminação de boatos e a violação de intimidade”, detalha a psicóloga.

Renata destaca que um dos maiores ganhos dessa parceria é a prevenção baseada no diálogo e no acolhimento, e não apenas na repressão. “Quando o investigador entra na sala e fala sobre como os jogos online podem se tornar espaços tóxicos, ou como um comentário misógino em uma rede social não é ‘só uma opinião’, os alunos se sentem provocados a refletir. A escola sozinha não dá conta desse fenômeno digital. Precisamos do Estado, da segurança pública, atuando de forma coordenada. A Polícia Civil tem sido essencial nesse sentido”, afirmou.

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O que diz a lei e o papel da escola

O coordenador da Polícia Comunitária, delegado Mario Dermeval, ressalta que as ações da Polícia Civil nas escolas de Cuiabá estão amparadas em um robusto arcabouço legal. A Lei Estadual nº 9.724/2012 determina a inclusão de medidas de conscientização e combate ao bullying nos projetos pedagógicos de Mato Grosso. Já a Lei Federal nº 13.185/2015 instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, e a Lei nº 13.663/2018 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para obrigar as escolas a promoverem ações de prevenção à violência e cultura de paz.

De acordo com o material utilizado nas palestras, as formas mais comuns de bullying vão além do físico e incluem o bullying psicológico (amedrontar, perseguir), moral (difamar, caluniar), verbal (insultos, apelidos humilhantes), sexual (assediar), social (isolar, excluir), material (furtar ou destruir pertences) e o virtual ou cyberbullying (humilhações online, invasão de perfis, envio de mensagens ofensivas).

Prevenção como projeto de Estado

Segundo o gerente de Polícia Comunitária, investigador Nilton César Cardoso, as ações da Polícia Civil na capital têm por referência os projetos sociais de prevenção e o Programa Escola Segura que visa a prevenção eficaz aliada a educação transformadora, integrada no território escolar. Ao final das palestras, fica a mensagem central: os algoritmos das redes sociais e os chats dos jogos online não podem ditar o que é certo ou errado. A responsabilidade é coletiva. Como bem sintetizou o Investigador.

Serviço

Escolas públicas e privadas de Cuiabá que desejarem agendar palestras sobre bullying, ciberbullying, prevenção à violência virtual e enfrentamento à radicalização misógina podem entrar em contato com a Polícia Civil. As ações são gratuitas e voltadas a alunos do ensino fundamental e médio.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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