TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Telemedicina, exoesqueleto, inteligência artificial e ChatGPT são temas da Jornada da Saúde

Os debates em torno do “O futuro e as novas tecnologias em saúde” abriram na tarde de quinta-feira (15 de junho), a segunda rodada de painéis da VI Jornada de Direito da Saúde, realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Poder Judiciário de Mato Grosso, na Faculdade de Tecnologia Senai (Fatec/Senai), em Cuiabá.
 
Presidido pelo diretor-presidente da Fundação Faculdade de Medicina (FFM) da Universidade de São Paulo (USP) e membro do Comitê Executivo Nacional do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde (Fonajus), Arnaldo Hossepian, o painel reuniu nomes nacionais ligados ao desenvolvimento e debate de tecnologias revolucionárias no campo da medicina brasileira e internacional, como o diretor de Infraestrutura e Logística do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), Marco Bego, o diretor de Gestão Corporativa da Fundação Faculdade de Medicina (FFM) da USP, Felipe Neme de Souza e o diretor da terceira diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Alex Machado Campos.
 
O diretor de Infraestrutura do HCFMUSP, Marco Bego falou sobre os avanços em alta tecnologia, como a chegada da telemedicina, viabilizada a partir da tecnologia 5G, que foi apenas uma das respostas encontradas pela medicina diante da pandemia do coronavírus, evitando a exposição de pacientes ao vírus em unidades hospitalares. Segundo ele, conceitos como automação, robótica, cibersegurança e realidade virtual também passaram a fazer parte da realidade em centros e consultórios médicos.
 
O uso da inteligência artificial ‘ChatGPT’, foi mencionado por Bego como modelo absolutamente capaz de garantir maior produtividade na elaboração e análise de temas robustos ligados à medicina. “Palestras e grandes debates estão sendo elaborados a partir de dados sugeridos ao chatgpt, que nos devolve com uma resposta pronta. Uma apresentação, por exemplo, pode ser elaborada apenas entre o tempo de deslocamento da pessoa até seu local de trabalho, em minutos. A produtividade vai aumentar muito, e já existem áreas em que a produtividade já aumentou cerca de 70%”.
 
“A discussão é fundamental. A inovação está entrando na saúde de uma forma incontrolável, e a parte jurídica precisa entender isso, porque começa na saúde, nos médicos e vai acabar na judicialização. E nesse ponto, a relação de trocar informações e discutir caminhos sobre como essa tecnologia deve entrar em uso e quais são seus propósitos, precisa ser discutida por todos, para que todos nós alcancemos o objetivo maior, que é o bem do cidadão. Esperamos que o grande beneficiário das tecnologias seja o cidadão, o paciente como centro do processo”, definiu Marco Bego.
 
O diretor da FFM da USP, Felipe Neme de Souza, apresentou ao público da VI Jornada de Saúde, a experiencia vivida pela senadora Mara Gabrilli, de São Paulo, tetraplégica há 25 anos, após um acidente de carro, que voltou a caminhar no ultimo dia 28 de abril, com o auxilio de um exoesqueleto. O aparelho desenvolvido pela startup francesa Wandercraft em parceria com a FFM, permite que as pessoas consigam ficar em pé e se mover em várias direções com os braços livres, além de possuir programação especial que varia de acordo com a necessidade do usuário, permitindo sentar, levantar, inclinar e andar. “Essa tecnologia é de fato algo fora do imaginário de muitos de nós, e se trata de uma tecnologia que usa os estímulos neurais para manusear o exoesqueleto. Algo impensável há algum, mas hoje já uma realidade”.
 
Para o presidente do painel, Arnaldo Hossepian, do Fonajus, a conciliação entre o sistema de saúde e o sistema de justiça é absolutamente necessário, do ponto de vista, da garantia de que as inovações possam ser incorporadas aos novos modelos de saúde, sem o risco de serem incompreendidas e restringidas pelos órgãos de controle.
 
“A primeira preocupação que devemos ter no momento da interlocução com grandes players do mundo privado, e outras unidades governamentais, é verificar se aquela inovação tem aderência com o hospital ou o país, e a viabilidade de financiamento daquela tecnologia para que possa chegar à ponta. Fazer com que toda essa inovação, que precisa da parceria privada, consiga ser executada a partir de um modelo que possa ser compreendido pelos organismos de controle, evitando assim, que gestores se vejam envolvidos em grandes situações de constrangimentos institucionais, é um dos grandes desafios do setor”.
 
O diretor da terceira diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Alex Campos, destacou a importância da Jornada da Saúde, no sentido de compor um espaço de discussão e debate para a construção de referencias nacionais, com a participação dos principais entes do sistema de saúde.
 
“A iniciativa do CNJ se tornou um espaço catalisador de informações. E nesse contexto, o papel dos magistrados nas decisões que impactam a saúde é algo que mobiliza todos os atores da área, inclusive os reguladores. A inovação é algo de difícil acompanhamento, mas tecnologias de saúde hoje são realidade no mundo inteiro, e o grande desafio da Anvisa é acompanhar as novas tecnologias, seja em medicamentos, produtos, dispositivos, medicina de diagnóstico e de precisão, e medir os custos dessas tecnologias para o sistema de saúde. O mundo caminha para as biotecnologias, que é uma medicina voltada para a cura, para a compreensão da genética, das terapias avançadas sobre doenças raras, e a medida em que elas são incorporadas ao sistema, isso vai impactando o país, e esse debate é fundamental”.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: aa esquerda para a direita: diretor de Infraestrutura e Logística do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Marco Bego, diretor-presidente da Fundação Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e membro do Comitê Executivo Nacional do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde, Arnaldo Hossepian, diretor da terceira diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Alex Machado Campos e o diretor de Gestão Corporativa da Fundação Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Felipe Neme de Souza. Ao fundo, um grande telão luminoso com a logomarca do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso. Segunda imagem: presidente do painel e membro do Comitê Executivo Nacional do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde, Arnaldo Hossepian.
 
Naiara Martins / Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal do Júri de Cuiabá divulga pauta de julgamentos de maio

O Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá divulgou a pauta de sessões ordinárias e extraordinárias previstas para o mês de maio de 2026. Os julgamentos serão conduzidos pela juíza Mônica Catarina Perri, titular da Primeira Vara Criminal, responsável pelos processos de competência do júri popular.
Ao longo do mês, estão programadas sete sessões de julgamento envolvendo crimes graves, como homicídio qualificado, tentativa de feminicídio e triplo homicídio. As audiências ocorrerão, em sua maioria, no período da tarde, com início às 13h30, além de sessões pela manhã, às 9h.
A primeira sessão está marcada para o dia 4 de maio e envolve um caso de tentativa de feminicídio com réu preso. No dia seguinte (5), será julgado um processo de tentativa qualificada, também com réu custodiado.
Entre os destaques da pauta está o julgamento previsto para o dia 7 de maio, que trata de um triplo homicídio, envolvendo múltiplas vítimas. Já no dia 11, o júri analisará um caso de homicídio qualificado com réu em liberdade.
Outros processos de homicídio qualificado serão apreciados nos dias 12, 13 e 14 de maio, incluindo casos com réus presos e soltos, sob responsabilidade da Defensoria Pública e advogados constituídos.
O Tribunal do Júri é responsável pelo julgamento de crimes dolosos contra a vida, como homicídio, feminicídio e suas tentativas, garantindo a participação da sociedade por meio dos jurados na decisão final dos casos.
Confira a pauta do mês de maio: 05 – MAIO – 2026.pdf

Autor: Assessoria de Comunicação

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Fotografo:

Departamento: CGJ-MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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