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ELO: Judiciário de Mato Grosso fortalece laços com servidores, magistrados e população do Nortão

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A administração do Poder Judiciário de Mato Grosso realizou reunião com os magistrados dos polos de Sinop e Alta Floresta, como parte das atividades do projeto ELO – fortalecendo a Justiça. O encontro ocorreu na tarde de sexta-feira (19), na Câmara de Vereadores de Sinop. As ações realizadas nos quase cinco meses de gestão foram apresentadas pela Presidência, Vice-presidência e Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ).
 
O corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva, foi responsável por apresentar aos juízes dos dois polos a atual estrutura da CGJ, além de compartilhar as principais ações realizadas nos primeiros meses de gestão. Ele destacou a redução da taxa de congestionamento em todas as áreas da Justiça Comum, Juizado Especial e Turma Recursal, as visitas as 11 Comarcas pelo projeto Corregedoria Participativa, a realização da audiência pública “Prevenção e reação à violência doméstica” e do projeto Registre-se.
 
“No que diz respeito à CGJ, o que fizemos nestes cento e poucos dias superou todas as expectativas. Estamos à disposição sempre da administração para melhorar a prestação jurisdicional em prol do cidadão e da sociedade mato-grossense”, declarou o corregedor Juvenal Pereira. “Esse projeto da Presidência do TJMT traduz aquilo que eu acredito de uma gestão. O Elo significa todos nós de mãos dados para a prestação da tutela jurisdicional efetiva e de qualidade para os cidadãos. O judiciário está sendo gerido a seis mãos”, completou.
 
Ainda durante a apresentação, os quatro juízes auxiliares da CGJ Lídio Modesto, Eduardo Calmon, Emerson Cajango e Christiane da Costa Marques Neves, tiveram a oportunidade de falar sobre suas principais atribuições, relembrando as metas nacionais protegidas pelo Conselho Nacional da Justiça (CNJ) e demonstrando o desempenho de cada um dos polos.
 
Além dos magistrados, estiveram presentes no encontro o coordenador da CGJ-MT, Flávio Paiva de Pinto, e a assessora especial da CGJ, Kelly Patrícia da Silva Souza Assumpção.
 
Projeto – O ELO é uma iniciativa da administração do Tribunal de Justiça de Mato Grosso com o objetivo de aproximar ainda mais o Poder Judiciário da população. Durante uma semana, diversas atividades foram realizadas para servidores, advogados, magistrados e público em geral. A ação contou com a parceria da administração do Fórum de Sinop, representada pelo juiz Cleber Luis Zeferino de Paula.
 
Como parte do projeto, Uiller Del Prado, analista sênior de dados do DAPI (Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância), ligado à Corregedoria-Geral da Justiça, ministrou treinamento para capacitar no Sistema de Ciência de Dados OMNI assessores e gestores judiciários dos polos de Alta Floresta (comarcas de Apiacás, Paranaíta, Nova Canaã do Norte, Nova Monte Verde, Peixoto de Azevedo e Matupá) e Sinop (comarcas de Colíder, Itaúba, Marcelândia, Cláudia, Terra Nova do Norte, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Ubiratã, Feliz Natal, Vera e Tapurah).
 
Além da reunião com os magistrados, o corregedor-geral da Justiça, o desembargador Juvenal Pereira da Silva, acompanhado da presidente do TJMT, a desembargadora Clarice Claudino, e da vice-presidente, a desembargadora Maria Erotides Kneip, promoveram reuniões para ouvir as demandas dos servidores dos dois pólos, na quinta-feira (18).
 
Na sexta-feira (19) foi a vez da advocacia sinopense conversar com a administração do Poder Judiciário na sede da OAB 6ª Subseção. As presidentes da OAB-MT, Gisela Cardoso e da OAB-Sinop, Xênia Guerra, recepcionaram os desembargadores e comitiva.
 
Encontro Regional – As palestras do Encontro Regional da Magistratura de Mato Grosso foram abertas à comunidade que reuniu grande público (membros e servidores dos Poderes Judiciário, Executivo e Legislativo, do sistema de justiça, além de acadêmicos de Direito), na noite de quinta-feira (18), no Centro de Eventos Dante de Oliveira, em Sinop.
 
O corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira, prestigiou a palestrante virtual do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Antônio Herman Benjamin, que abordou ‘A jurisprudência do STJ sobre o Desenvolvimento Econômico e a Preservação do Meio Ambiente’ e as palestras presenciais do ministro do STJ, Antônio Saldanha Palheiro, sobre ativismo judicial, e a proferida pelo professor doutor Tiago Fensterseifer, que abordou o tema ‘O regime de proteção climática na Constituição Federal de 1988’.
 
#ParaTodosVerem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Imagem colorida. O corregedor está segurando microfone para falar com os participantes. Ele está de terno azul, camisa branca e gravata amarela. Foto 2: Imagem colorida. O juiz auxiliar, Emerson Cajango está em pé no auditório, ele segura um microfone e conversa com os participantes. 
 
 
Alcione dos Anjos/ Fotos Alair Ribeiro  
Assessoria de Imprensa CGJ-MT
 
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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