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Procuradores da ALMT recebem títulos de cidadão mato-grossense

Procuradores que atuam na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e o advogado e professor Fredie Souza Didier Júnior foram agraciados com títulos de cidadão mato-grossense. As honrarias foram concedidas pela presidente em exercício do parlamento estadual, deputada Janaina Riva (MDB), na tarde desta quarta-feira (10), em reconhecimento às contribuições prestadas ao estado.

Em sua fala ao realizar a entrega das homenagens, Janaina Riva destacou os trabalhos desenvolvidos pelos procuradores em defesa do legislativo estadual e também da sociedade mato-grossense.

“O trabalho realizado pela Procuradoria da Assembleia Legislativa de Mato Grosso faz toda a diferença. Recentemente, nós acompanhamos a discussão sobre as usinas no rio Cuiabá. Agora, nós estamos discutindo novamente a divisa Mato Grosso-Pará e tantas outras situações em que a Assembleia age conforme o interesse da população. Hoje nós temos uma procuradoria fortalecida, com a representatividade de servidores que são concursados, então, isso para nós, enquanto deputados estaduais, é muito satisfatório”, afirmou.

Foram reconhecidos como cidadãos mato-grossenses os procuradores Bruno Willames Cardoso Leite, Francisco Edmilson de Brito Júnior, Gabriel Machado dos Santos Costa, Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, João Gabriel Perotto Pagot e Luiz Eduardo de Figueiredo Rocha e Silva.

“É uma honra receber o título de cidadão desse estado que me acolheu de forma calorosa, amistosa, há quase 10 anos, quando fui aprovado no concurso de procurador da Assembleia Legislativa. Nesse período, tive a grata missão de chefiar todas as subprocuradorias de que dispomos aqui na ALMT, de prestar assessoramento jurídico a cinco CPI’s que aconteceram ao mesmo tempo e de participar de importantes decisões para a Casa de Leis. Tenho profundo agradecimento pelo estado de Mato Grosso e pelos deputados estaduais e membros da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa”, declarou o subprocurador administrativo da ALMT, Bruno Leite, natural de Fortaleza (CE).

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À Procuradoria Geral da Assembleia Legislativa compete, dentre outras atribuições, a representação judicial, extrajudicial e a consultoria jurídica

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

À Procuradoria Geral da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso compete, dentre outras atribuições, a representação judicial, extrajudicial e a consultoria jurídica do Poder Legislativo, na defesa de sua independência frente aos demais Poderes, bem como a supervisão dos serviços de assessoramento jurídico, nos termos do artigo 45-A da Constituição Estadual.

A aprovação do Projeto de Resolução 331/2023, que autorizou a intervenção estadual na saúde de Cuiabá, nos termos do Decreto 164/2023, é um dos exemplos em que a atuação dos procuradores foi imprescindível.

“O processo veio para a Assembleia apreciar e nós atuamos de perto nessa questão. Como não havia nenhum precedente do tipo, a Procuradoria foi bem presente no sentido de orientar a Casa sobre quais procedimentos deveriam ser adotados. Sou muito grato pela oportunidade de estar aqui assessorando os deputados estaduais”, frisou o procurador Gabriel Costa, natural de Campos dos Goytacazes (RJ).

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A deputada Janaina Riva ressaltou ainda a importância da atuação do advogado e professor Fredie Souza Didier Júnior, que tem a Bahia como seu estado natal. Entre seus trabalhos mais relevantes, está a elaboração do anteprojeto de lei que deu origem à Lei Complementar 752/2022, que criou o Código de Processo de Controle Externo do Estado de Mato Grosso, iniciativa pioneira no Brasil.

“O código processual de controle externo foi aprovado pela Assembleia Legislativa e vai subsidiar todo o trabalho do Tribunal de Contas daqui pra frente. Essa é uma ação inédita e que deixa registrado o nome dele na história, portanto a homenagem com o título de cidadão mato-grossense é muito justa”, disse.

Fredie Didier agradeceu a homenagem e manifestou carinho e gratidão ao Estado de Mato Grosso. “Eu me sinto muito emocionado e honrado em receber essa homenagem aqui hoje. A lei complementar 752/2022 disciplina como os processos Tribunal de Contas do Estado devem se desenvolver. Nenhum outro estado do país tem isso, então foi um desafio muito grande. Eu elaborei um anteprojeto, o Tribunal de Contas fez os ajustes internos que entendia adequados e encaminhou à Assembleia Legislativa, que aprovou a proposta. Hoje Mato Grosso é o primeiro e, até agora, o único estado do país a possuir uma lei semelhante”, salientou.

Fonte: ALMT – MT

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Viúvo de Amália Barros considera ‘infeliz’ fala de dirigente do PL e defende retratação pública

A repercussão da declaração do presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, durante a convenção estadual do partido, continua produzindo desdobramentos. Em entrevista ao portal O Bom da Notícia, o empresário Thiago Boava, viúvo da ex-deputada federal Amália Barros e pré-candidato à Câmara dos Deputados pelo Partido Liberal, classificou como “infeliz” a fala do dirigente ao associar a morte da parlamentar à disputa eleitoral e afirmou que uma retratação pública seria o gesto mais adequado diante do episódio.

Na quarta-feira, durante entrevista coletiva concedida após a convenção da legenda, Ananias declarou que “Deus deu uma mão e levou uns lá para cima” ao comentar o espaço político aberto após a morte de Amália Barros, falecida em maio de 2024, aos 39 anos. A vaga na Câmara Federal passou a ser ocupada pelo primeiro suplente da legenda, Nelson Barbudo.

Embora procure interpretar a declaração como fruto de uma escolha inadequada de palavras, Boava admite que o resultado foi profundamente negativo. “Prefiro acreditar que faltou domínio das palavras, e não sensibilidade. Mas a repercussão mostra que a frase foi muito infeliz”.

O empresário afirmou ainda concordar com a reflexão apresentada no artigo “Quando uma palavra pública fere muito além da política”, publicado pela jornalista Marisa Batalha, segundo o qual determinadas declarações extrapolam a disputa eleitoral porque atingem valores humanos e simbólicos muito mais amplos.

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Boava entende que as desculpas não precisam ser feitas à ele, ainda que admita seu desconforto. Porém, em uma eventual retratação deveria reconhecer o significado da trajetória construída por Amália e o esforço de tantas mulheres que enfrentam barreiras históricas para ocupar espaços de representação política.

“Não sinto necessidade de um pedido de desculpas para mim, nem acredito que seja isso que minha sogra espere. Mas penso que uma retratação seria importante pela memória da Amália e por todas as mulheres que travam diariamente essa batalha”.

Ele acrescentou que a rápida ascensão política da ex-deputada simbolizou uma conquista rara dentro de um ambiente ainda marcado por desigualdades. “A trajetória da Amália foi belíssima. Em tão pouco tempo ela conquistou um espaço que poucas lideranças conseguem construir ao longo de uma vida pública”.

Ao comentar os efeitos políticos da declaração, Boava também observou que um gesto de reconhecimento do erro contribuiria para a própria imagem do dirigente partidário. “Seria importante para ele também. As pessoas estão formando uma impressão sobre esse episódio, e reconhecer um equívoco demonstra grandeza.”

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A declaração de Ananias repercutiu entre lideranças políticas, jornalistas e movimentos ligados à participação feminina na política. Alguns veículos de comunicação noticiaram o constrangimento provocado pela fala e destacaram o entendimento de Boava de que uma retratação pública seria o caminho mais adequado para encerrar o episódio.

Ao associar uma morte precoce à dinâmica eleitoral e à vontade divina, a declaração abriu um debate que ultrapassou os limites partidários e reacendeu discussões sobre responsabilidade institucional, cuidado com a linguagem e respeito à memória de mulheres que conseguiram romper barreiras históricas na política brasileira.

Amália Barros morreu em maio de 2024, aos 39 anos, no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, onde permaneceu internada em estado grave após complicações decorrentes de uma cirurgia para a retirada de um nódulo no pâncreas.

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