CUIABÁ

Audiência Pública discute sobre pessoas desaparecidas em Cuiabá

A Câmara Municipal de Cuiabá realiza nesta quarta-feira (19), às 14h, a audiência pública ”Pessoas Desaparecidas”, que visa discutir sobre crianças e adultos desaparecidos em Cuiabá. A audiência foi proposta pelo vereador Eleus Amorim (Cidadania).
A iniciativa é também uma forma de cobrar mais celeridade no processo de buscas junto às autoridades competentes, desde o ato da comunicação do desaparecimento, e consequentemente, amenizar o sofrimento das famílias.
Diariamente pessoas desaparecem, o sofrimento das mães e famílias que vivem a angústia de não saber o que houve com seus entes queridos, fica uma angústia na família durante esse processo de tentar saber onde está, quem levou e o que está fazendo, quando esgotado todos os meios de atendimento.
Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública publicado em 2022 apontam 1.692 pessoas desaparecidas em Mato Grosso em 2020, o que representa 48,0 a cada 100 mil habitantes.
Em 2021, foram registrados. 1.914 desaparecimentos, o que representa 53,7 a cada 100 mil habitantes, e aumento de 11,8% entre 2020 e 2021. De acordo com último levantamento da Polícia Civil, no estado há 586 pessoas desaparecidas.
&nbsp
Serviço
Assunto:&nbsp Audiência Pública discute sobre pessoas desaparecidas em Cuiabá
Data e hora: (19.04), às 14h
Local: Câmara Municipal de Cuiabá (Plenário Paulo de Campos Borges)
Da Assessoria

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Plenário aprova por 16 votos sessão solene proposta pelo vereador Renivaldo Nascimento
Propaganda

CUIABÁ

Entre datas de inclusão, ensino bilíngue abre caminhos para crianças surdas em Cuiabá

Celebrados nessa quinta (23) e sexta-feira (24), o Dia Nacional da Educação de Surdos e o Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais (Libras), respectivamente, reforçam a importância de práticas educacionais inclusivas. Em Cuiabá, a rede municipal tem avançado na consolidação da educação bilíngue, modelo que reconhece a Libras como primeira língua (L1) e o português escrito como segunda (L2).

Amparada pela Lei nº 14.191/2021, a proposta considera a surdez como uma diferença linguística e cultural. Na prática, isso significa garantir que o estudante surdo tenha acesso pleno ao conteúdo escolar, respeitando suas especificidades e promovendo equidade no processo de aprendizagem.

A mestre em educação e coordenadora técnica de educação especial, Neuraides Ribeiro Silva, explica que a educação bilíngue de surdos na rede municipal segue diretrizes legais e pedagógicas específicas. Segundo ela, o modelo vem sendo estruturado de forma gradual em Cuiabá.

“A rede municipal de Cuiabá vem estruturando a educação bilíngue para alunos surdos de forma gradual e integrada ao modelo de educação inclusiva, combinando ensino regular com serviços especializados. A organização segue princípios legais nacionais e práticas pedagógicas específicas para esse público”, disse.

Já a professora da rede municipal e estadual, especialista em educação especial, Alessandra Andrade Silva, destaca que a educação bilíngue vai além da tradução de conteúdos e envolve uma estrutura pedagógica pensada para o desenvolvimento integral dos alunos.

Leia Também:  Prefeito Emanuel Pinheiro e primeira-dama lamentam falecimento de desembargador Luiz Carlos da Costa

“A educação bilíngue de surdos constitui uma modalidade que garante o direito à formação integral, respeitando a singularidade linguística. A Libras é a primeira língua e base da aprendizagem, enquanto o português escrito é trabalhado como segunda língua”, informou.

Na rede municipal de Cuiabá, o atendimento ocorre de forma integrada. Estudantes da educação infantil até o 2º ano contam com professores bilíngues. Já do 3º ao 5º ano, o acompanhamento é feito por intérpretes de Libras, além de instrutores no contraturno. O currículo é o mesmo para todos, com adaptações linguísticas que asseguram o entendimento dos conteúdos.

Nesse contexto, o trabalho colaborativo entre professores regentes, profissionais bilíngues, intérpretes e famílias é essencial para o sucesso da proposta. A professora bilíngue e intérprete de Libras, Emanuelle Freire Galvão Ponce, explica que o papel do intérprete vai além da tradução, sendo fundamental na mediação do aprendizado em sala de aula.

“O principal papel do intérprete de Libras é a mediação comunicativa. Ele atua na relação entre professor, aluno surdo e colegas, garantindo que o conteúdo seja compreendido. Esse acompanhamento acontece em todas as disciplinas, durante todo o período em sala”, explicou.

Leia Também:  Sine da Gente: van leva atendimento aos moradores do bairro Altos da Glória

Ela também ressalta que, com a presença do professor bilíngue, é possível ampliar as estratégias pedagógicas e adaptar materiais de forma mais eficaz, favorecendo o aprendizado dos estudantes surdos.

Outro ponto importante é o início precoce desse acompanhamento. Segundo especialistas, quanto mais cedo a criança surda tem acesso à Libras, melhores são seus resultados no processo de alfabetização e desenvolvimento escolar.

“Quando a criança surda tem acesso à língua de sinais desde cedo e é alfabetizada nesse contexto, o desenvolvimento é muito mais positivo. Ela consegue acompanhar a turma e avançar com mais autonomia”, afirma Emanuelle.

O município de Cuiabá, por meio da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), enfrenta o desafio de garantir uma escola inclusiva para professores, estudantes e toda a comunidade escolar.

Diante desse cenário, as datas de 23 e 24 de abril reforçam não apenas a importância da Libras, mas o compromisso com uma educação que valorize a diversidade e promova inclusão de forma efetiva, garantindo que todos os estudantes tenham as mesmas oportunidades de aprender e se desenvolver.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA