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Operação Átria prendeu 322 investigados por violência doméstica e crimes contra a vida em MT

A Polícia Civil de Mato Grosso instaurou, em um período de um mês, 668 inquéritos para apurar crimes de violência contra a mulher durante as ações da Operação Átria – uma mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em todo o País.

A operação prendeu em flagrante 322 pessoas por delitos no âmbito da violência doméstica e sexual e contra a vida em diversas cidades mato-grossenses.

As ações resultaram no atendimento a 1.536 vítimas, sendo que 63 delas foram resgatadas pelas equipes policiais de situações de maus-tratos e cárcere privado. Uma vítima foi acolhida pelas equipes de atendimento e encaminhada ao seu país natal, a Colômbia, e outra para o estado do Acre.

Além disso, outras 33 vítimas solicitaram às delegacias da Polícia Civil a retirada de pertences e foram encaminhadas para acolhimento em casas de amparo ou para residências de familiares.

Os números foram apresentados em coletiva à imprensa pelas delegadas Mariell Antonini, da Delegacia da Mulher de Várzea Grande; Jannira Laranjeira, coordenadora do Plantão da Mulher de Cuiabá, e Jozirlethe Magalhães Criveletto, da Delegacia da Mulher de Cuiabá.

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A Operação Átria foi executada pelas Polícias Civis nas 27 unidades da federação, de 27 de fevereiro a 28 de março. Nesse período, foram cumpridos, em Mato Grosso, 192 mandados judiciais de prisões temporárias e preventivas, além de busca e apreensão contra investigados por crimes de violência doméstica, sexual e contra a vida.

Foram concluídos 879 inquéritos policiais para apurar inúmeros registros de crimes contra mulheres, adolescentes e crianças e outros 2.066 estão em andamento nas Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher e também nas unidades municipais.

Além das ações repressivas, as equipes policiais apuraram 315 denúncias e realizaram atendimentos às vítimas.

Foram realizadas 124 ações pedagógicas da operação, em 86 municípios do estado, com palestras, rodas de conversa, orientações e panfletagens que abrangeram público de escolas, empresas, aldeia indígena e comunidade quilombola.

De acordo com a Lei Maria da Penha, a violência doméstica e familiar é caracterizada como toda forma de violência praticada no âmbito familiar ou em razão de qualquer relação íntima de afeto e parentesco, em que o agressor conviva ou tenha convivido com a vítima.

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Operação Átria
Átria é o nome da principal estrela da constelação denominada “Triângulo Austral” do hemisfério estelar sul. Tem uma coloração alaranjada e consta na bandeira do Brasil, em alusão à posição de destaque da estrela, a operação objetiva reposicionar a mulher, retirando da condição de vítima e a pondo em evidência.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil, Crefito-9 e Vigilância Sanitária flagram falso terapeuta ocupacional que atende crianças em Cuiabá

A Polícia Civil, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 9ª Região (Crefito-9) e a Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá realizaram, na manhã dessa quinta-feira (18.06), uma ação conjunta de fiscalização, que constatou o exercício ilegal da profissão de um terapeuta ocupacional em uma clínica localizada no bairro Altos do Coxipó, em Cuiabá.

A fiscalização foi desencadeada após o Crefito-9 receber uma denúncia informando que um homem, de 54 anos, estaria se apresentando como terapeuta ocupacional e realizando atendimentos, principalmente de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sem possuir formação ou habilitação legal para o exercício da profissão.

A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor foi acionada e, durante as diligências, a equipe da Decon e fiscais do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional verificaram que o suspeito não possui registro profissional nem formação compatível com a atividade exercida. Segundo os levantamentos iniciais, ele realizava atendimentos em uma clínica improvisada instalada em imóvel residencial, divulgando e oferecendo serviços típicos da terapia ocupacional.

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Além das irregularidades relacionadas ao exercício profissional, a Vigilância Sanitária Municipal constatou que o estabelecimento funcionava sem Alvará Sanitário e sem outras autorizações obrigatórias para o exercício da atividade, tendo sido lavrado termo de notificação para regularização. Os fiscais também identificaram indícios de que o local não possuía estrutura adequada para o atendimento especializado de pacientes, especialmente crianças.

No decorrer da fiscalização, foram encontrados documentos relacionados aos atendimentos realizados. Entre eles, uma nota fiscal emitida pela prestação de serviços de terapia ocupacional no valor de R$ 15.360.

Outro aspecto que chamou a atenção das equipes foi a suspeita de que parte dos atendimentos pudesse estar relacionada a pacientes beneficiados por decisões judiciais que determinam ao Poder Público o custeio de tratamentos especializados. A hipótese será apurada pela Polícia Civil no decorrer das investigações.

O delegado titular da Decon, Rogério Ferreira, destacou que a atuação integrada dos órgãos de fiscalização é fundamental para proteger consumidores e pacientes, especialmente crianças em situação de vulnerabilidade.

“Estamos tratando de uma atividade que exige formação específica, capacitação técnica e registro profissional. Quando alguém se apresenta falsamente como profissional da saúde, além de colocar em risco a segurança dos pacientes, compromete a confiança da população nos serviços especializados”, ressaltou.

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A Polícia Civil instaurou procedimento policial para apurar a prática de exercício ilegal da profissão, bem como eventual crime contra a fé pública, uso de documento falso ou outras infrações que venham a ser identificadas durante as investigações.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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