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ALMT realiza sessão especial em homenagem a profissionais do Direito

Foto: Helder Faria

Advogados, promotores, desembargadores, juízes, entre outros operadores do direito em Mato Grosso, receberam honrarias da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) em sessão especial realizada na noite desta terça-feira (6). As homenagens foram concedidas pelo deputado estadual Faissal (Cidadania) em comemoração ao Dia da Justiça (8 de dezembro). 

“Estamos na Semana da Justiça. No dia 8 de dezembro é celebrado o Dia da Justiça em todo o território brasileiro e eu não poderia deixar passar em branco essa data. Por isso, fazemos essa homenagem a pessoas que se destacam na sociedade mato-grossense na área do Direito, que merecem todo o reconhecimento desta Casa de Leis”, ressaltou o parlamentar. Faissal lembrou ainda que foi aluno de alguns dos agraciados com honrarias quando cursou direito na década de 1990. 

Duzentas e quarenta e nove (249) pessoas foram escolhidas para serem homenageadas. Foram entregues 15 comendas, 16 títulos de cidadão mato-grossense e 218 moções de aplausos. Entre os agraciados está o desembargador Rui Ramos Ribeiro, que recebeu a Comenda Marechal Rondon. “É uma honraria muito grande. Sou paulista e tenho Mato Grosso como meu estado natal. Completo este ano 37 anos de magistratura e posso dizer que hoje os 141 municípios são bem atendidos. Enfrentamos dificuldades que são naturais, mas podemos dizer que a evolução é extremamente positiva. Somos prestadores de serviço”, refletiu Rui Ramos. 

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A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Gisela Alves Cardoso foi homenageada com o Título de Cidadã Mato-grossense. “Hoje estão colegas que junto com a advocacia fazer parte do sistema de justiça, sempre na defesa da nossa Constituição Federal. Gostaria de ressaltar a advocacia como pacificados social, a importância da advocacia na defesa do Estado Democrático de Direito e agradecer o deputado Faissal por esse reconhecimento”, afirmou a advogada. 

Entre as homenagens também foi entregue a Medalha de Honra ao Mérito Esportivo “João Batista Jaudy” ao servidor do Tribunal de Justiça, Carlos Campelo. Ele é maratonista e será o segundo mato-grossense a receber a Six Medal, medalha exclusiva para os corredores que completam as seis provas do maior circuito de maratonas do mundo, além de ser escritor e colunista esportivo. “É uma grande honraria, João Batista Jaudy foi meu professor na universidade e um grande incentivador do esporte e eu faço esse trabalho de divulgar, a partir da minha experiência, a qualidade de vida por meio do esporte”, destacou Campelo. 

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Fonte: ALMT

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No Dia do Trabalhador, Gisela Simona destaca o cuidado como eixo da desigualdade de gênero

Na diretoria-executiva do União Mulher, em Mato Grosso, Gisela Simona traz para o centro do debate neste 1º de maio, alguns desafios enfrentados por milhares de brasileiras diariamente: a disparidade salarial e a dupla jornada. Assim, muito embora haja avanços na contratação feminina, a consolidação da equidade ainda enfrenta desafios significativos.

Coautora da Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), Gisela defende que é necessário reconhecer o trabalho não remunerado, exercido majoritariamente por mulheres. E que qualquer discussão séria sobre valorização do trabalho precisa passar por esta ação secularmente invisibilizada, mas que ancora milhões de lares no país.

E a partir dessa lente, o Dia do Trabalhador deixa de ser apenas uma data simbólica e passa a expor uma contradição: pois enquanto o país avança na ampliação da presença feminina no mercado formal, continuam intactas as estruturas que a penalizam.

Com 33 meses de atuação na Câmara Federal, somados à experiência como advogada, servidora pública e dirigente partidária em Mato Grosso, Gisela aponta que a desigualdade de gênero segue operando de forma silenciosa, mas constante, seja na diferença salarial, na dificuldade de ascensão profissional ou na sobrecarga cotidiana.

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“Não podemos naturalizar que mulheres trabalhem mais e recebam menos. Tampouco aceitar que a responsabilidade pelo cuidado continue sendo tratada como uma obrigação individual e não como uma pauta pública”.

Dados recentes reforçam esse cenário ao revelar que as mulheres continuam concentradas em áreas historicamente menos valorizadas e, mesmo quando ocupam as mesmas funções que os homens, enfrentam remuneração inferior e menor reconhecimento. A chamada dupla jornada – trabalho formal somado às tarefas domésticas – permanece, igualmente, como uma das expressões mais evidentes dessa desigualdade.

E nesse contexto, o debate se amplia mais ao inserir a maternidade, ainda hoje observada como um fator de desequilíbrio no percurso profissional feminino. Pois a necessidade de conciliar trabalho e cuidado impacta claramente na renda, na progressão de carreira e nas oportunidades, desvelando limites concretos das políticas existentes.

Desta forma, para Gisela, embora haja avanços e medidas voltadas à igualdade salarial, a ausência de fiscalização efetiva e transparência ainda impedem mudanças estruturais. “O Brasil já reconhece parte do problema, mas ainda executa pouco. E sem ações concretas, direitos seguem sendo promessa”, afirma.

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A parlamentar, que ganhou projeção nacional ao relatar o Pacote Antifeminicídio, também reforça a conexão entre autonomia econômica e segurança. Para ela, não há como dissociar a independência financeira da proteção das mulheres. “A autonomia econômica é um dos caminhos mais concretos para romper ciclos de violência. Mas isso exige que o Estado atue de forma integrada, garantindo não só acesso ao trabalho, mas condições reais de permanência e segurança”, pontua.

Desta forma, a leitura que emerge desse 1º de maio é direta: para milhões de brasileiras trabalhar não é apenas produzir renda, é sustentar vidas, equilibrar ausências do Estado e, muitas vezes, garantir a própria sobrevivência.

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