POLÍTICA MT
Projeto prevê que despachantes poderão exercer a atividades juntos a órgãos públicos
Foto: JLSIQUEIRA / ALMT
Se aprovado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), os profissionais despachantes documentalistas poderão atuar junto aos órgãos e entidades da administração público estadual. A garantia está no Projeto de Lei 22/2022, de autoria do deputado Dilmar Dal Bosco (União Brasil). A proposta já foi aprovada em 1ª votação.
De acordo com a proposta, os despachantes terão autonomia para diligenciar e acompanhar, até o final da tramitação do processo, os procedimentos administrativos de interesse de seus comitentes, não praticando, sob pena de nulidade, atos privativos de outras profissões liberais definidas em lei.
O presidente do Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas de Mato Grosso, Valdemir Alcântara, disse que o exercício da profissão de despachante documentalista foi regulamentado em 2021, através da lei federal nº 14.282. Mas em 2002, através da lei nº 10.602, foram criados o Conselho Federal e os Conselhos Regionais. Eles são órgãos normativos e de fiscalização da profissão.
Questionado como surgiu a ideia para a criação de um cadastro junto aos órgãos públicos, Alcântara afirmou que parte do texto do projeto em tramitação na Assembleia Legislativa precisa ser modificada. “Essa proposta veio antes de alteração por lei federal. Por isso vou propor ao deputado Dilmar para fazer adequações para que o cadastro seja feito nos Conselhos Regionais e não mais no Detran”, disse o presidente do Conselho Regional.
Na proposta original, o deputado propõe que o cadastro dos despachantes documentalistas, a ser mantido pelo Departamento Estadual de Trânsito – Detran/MT, com base em informações atualizadas fornecidas pelo Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas, com o objetivo de identificá-los e dar segurança à prestação dos serviços.
“A lei federal trouxe segurança jurídica, obrigando todo o profissional que atua como despachante documentalista a fazer a inscrição nos conselhos regionais para que possam atuar como despachantes documentalistas e, com isso, abrir a possibilidade de o conselho fazer convênios com os órgãos do estado de Mato Grosso” explicou Alcântara.
O autor da matéria, deputado Dilmar Dal Bosco afirmou que a proposta em tramitação na Assembleia tem o objetivo de adequar o exercício da profissão em Mato Grosso com a lei federal nº 14.282 aprovada em 2021. “Mas agora, o cadastro desses profissionais será feito junto aos Conselhos, alinhando às regras previstas na lei federal nº 10.602/2002. A proposta prevê, além da organização das atividades, combater atos irregulares ou incompatíveis com o exercício da atividade profissional por parte do despachante documentarista”, disse.
A profissão, de acordo com Valdemir Alcântara, não está restrita a apenas à profissão de despachante de documentos do Detran/MT, mas é composta por 11 áreas de atuação. Entre eles, por exemplo, estão o marítimo, o imobiliário, o previdenciário, de armas e meio ambiente.
Hoje, em Mato Grosso, segundo Alcântara, há uma estimativa de pouco mais de 300 profissionais aptos a exercerem a função de despachantes documentalistas. Segundo ele, o segmento que mais emprega é segmento de trânsito. “No Detran são credenciados cerca de 220 profissionais. Na área marítima tem de 50 a 100 profissionais. Como despachante previdenciário não há dimensões de quantas pessoas trabalham”, disse Alcântara.
De acordo com Alcântara, a regulamentação abriu a possibilidade para os conselhos fazerem convênios com os órgãos públicos. “Isso vai facilitar o trânsito do despachante nos órgãos públicos e, com isso, agilizar os processos que os clientes têm com o Estado” afirmou Alcântara.
Na atualidade, tem direito a atuar junto aos órgãos públicos, segundo Valdemir Alcântara, os profissionais que exerciam a profissão antes da lei federal 14.282. “Eles têm direito adquiridos, são profissionais reconhecidos. Mas têm que procurar o Conselho para fazer a regularização e a sua inscrição. Já aqueles que ainda não estão inscritos precisam procurar o Conselho para regularizá-las, a partir disso, estarão aptos a exercer a profissão” disse o presidente do Conselho Regional.
Alcântara alerta as pessoas que pretendem atuar como despachante, e que ainda não estão atuando ou não exerciam a profissão até o dia 28 de dezembro 2021, “não têm direito adquiridos, por isso precisam fazer o curso de tecnólogo com duração de dois e meio. Esse curso é obrigatório para poder atuar como despachante documentalista. Ele vai formar como despachante documentalista”, disse.
Ele lembrou um “leque amplo” de profissionais que atuam no estado, nas mais diversas áreas. Segundo Alcântara, eles devem fazer a inscrição no conselho e, com isso, regularizar e obter um cartão de identificação profissional para poder atuar junto aos órgãos públicos.
“O despachante é um profissional que atua facilitando a vida das pessoas. Hoje, a vida moderna é muito dinâmica. Elas dificilmente têm tempo para correr atrás da burocracia e, com isso, montar os processos. O despachante tem a função de desburocratizar a vida do cidadão. O despachante é um facilitador à arrecadação para o Estado” disse.
Alcântara disse ainda, que o segmento é responsável por um “volume grande” da arrecadação por meio de tributos e taxas recolhidos aos cofres do Tesouro do Estado. “O Conselho não tem esses números, mas devido à diversidade de atuação, estimo que são milhões de reais arrecadados, chegando a quase um bilhão de reais todos os anos, que o despachante movimenta com impostos e taxas”, explicou.
Fonte: ALMT
POLÍTICA MT
Deputado parabeniza ação da Polícia Civil e defende fortalecimento da rede de proteção infantil
O deputado Chico Guarnieri (PSDB) destacou a atuação da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC-MT) durante as operações Marco Zero e Cesin, deflagradas na manhã desta segunda-feira (18), em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Brasil.
As ações tiveram como foco o enfrentamento aos crimes de violência sexual infantil, incluindo estupro de vulnerável, produção, armazenamento e compartilhamento de pornografia infantil. Ao todo, foram cumpridos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e medidas cautelares em Cuiabá, Várzea Grande, além de alvos localizados nos estados de Pernambuco e Mato Grosso do Sul.
Para o parlamentar, as operações representam uma resposta firme do Estado no combate aos crimes contra crianças e adolescentes e reforçam a importância de fortalecer a rede de proteção às vítimas.
“Quero parabenizar a Polícia Civil de Mato Grosso, pelo trabalho sério e pela coragem em conduzir operações dessa magnitude. Crimes contra crianças e adolescentes precisam ser combatidos com rigor absoluto, e a sociedade espera exatamente isso: ação firme, investigação e punição dos responsáveis”, afirmou Chico Guarnieri.
A Operação Marco Zero, conduzida pela Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), cumpriu 18 mandados de prisão preventiva contra investigados por estupro de vulnerável e foi considerada a maior da Região Metropolitana de Cuiabá em número de prisões preventivas relacionadas a crimes de abuso sexual infantojuvenil.
Já a Operação Cesin, coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), teve como foco investigados por produção, armazenamento e compartilhamento de pornografia infantil em ambiente digital. Durante as investigações, a Polícia Civil identificou o uso de redes de compartilhamento para disseminação dos arquivos ilícitos.
O deputado ressaltou ainda que a proteção da infância precisa ser tratada como prioridade permanente, defendendo ações integradas entre segurança pública, educação, assistência social e poder público.
“Não podemos permitir que nossas crianças sejam vítimas de violência, exploração ou abuso. Precisamos fortalecer os mecanismos de denúncia, acolhimento e proteção, além de garantir que esses criminosos sejam responsabilizados”, pontuou.
Leis e projetos
Chico Guarnieri também lembrou que o combate à violência contra crianças e adolescentes tem sido pauta constante de seu mandato na ALMT.
Entre as iniciativas, está a Lei nº 13.195/2026, que alterou a legislação estadual sobre a obrigatoriedade da veiculação de campanhas educativas e propagandas de conscientização contra a violência doméstica, violência à mulher, abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, além do combate à prática de extorsão.
A norma determina a divulgação dos números dos canais de denúncia 180, 181, 190 e 197 em eventos esportivos, culturais, cinemas, teatros e demais espaços públicos e privados de grande circulação.
“Uma das formas mais importantes de combater esse tipo de crime é incentivar a denúncia. Muitas vítimas permanecem em silêncio por medo ou falta de informação. Por isso, defendemos mecanismos que ampliem a conscientização da população e facilitem o acesso aos canais de proteção”, destacou o parlamentar.
O deputado também é autor do Projeto de Lei nº 1268/2025, que institui o Sistema de Garantia de Direitos de Crianças e Adolescentes Vítimas e Testemunhas de Violência no Estado de Mato Grosso.
A proposta prevê políticas integradas de proteção, combate à revitimização, atendimento humanizado e ações articuladas entre saúde, assistência social, segurança pública e Justiça, garantindo acolhimento adequado às vítimas.
“O nosso objetivo é garantir que crianças e adolescentes tenham proteção integral, atendimento humanizado e que o Estado esteja preparado para agir rapidamente diante de qualquer denúncia de violência”, concluiu Chico Guarnieri.
Maio Laranja
O Maio Laranja é uma campanha nacional de conscientização e combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil. A mobilização faz referência ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio.
A data foi instituída em memória de Araceli Crespo, menina de apenas 8 anos que foi sequestrada, violentada e assassinada em 18 de maio de 1973, em Vitória (ES). O caso se tornou símbolo da luta pela proteção da infância e pelo enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes.
Fonte: ALMT – MT
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