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Nosso Judiciário: “Só conhecia pela televisão”, conta estudante ao visitar Tribunal de Justiça

Uma turma de cerca de 30 alunos do curso de Direito da Universidade de Cuiabá (Unic) participou do projeto Nosso Judiciário e conheceu a sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, nesta segunda-feira (5). Os estudantes acompanharam parte da sessão da 1ª Câmara de Direito Público e Coletivo, presidida pelo desembargador Marcio Vidal e assistiram a apresentações como a do juiz diretor do Fórum de Várzea Grande, Luis Otávio Pereira Marques.
 
Entre os alunos, Ênio Mariano da Costa, garante que a visita foi muito proveitosa e que o aprendizado foi muito além do que esperava. “É minha primeira visita e uma oportunidade de conhecer o Tribunal, que a gente vê só pela televisão ou pelo que é passado pelos mestres dentro da faculdade. O Tribunal está de parabéns com essa iniciativa. Muita gente não pode vir porque está em horário de trabalho, mas para quem conseguiu estar aqui, foi de muito aprendizado”.
 
Sua colega de turma, Lauren Cristian de Araújo Coutinho, também não conhecia o TJMT. Ela, como tantos outros estudantes, teve sua formação impactada durante o período de restrições devido à pandemia da Covid-19 e comemora a retomada das aulas presenciais e do projeto Nosso Judiciário.
 
“Estou muito feliz por estar aqui. Estamos no 10º semestre e este momento prático é muito proveitoso para conhecermos como é a sede do Palácio da Justiça. É um privilégio poder estar aqui hoje, ficamos muito agradecidos pelo projeto que oportuniza tantos estudantes virem até o Tribunal”, contou.
 
O magistrado falou aos alunos sobre sua trajetória como estudante de Direito e que ao chegar à magistratura e conhecer a atuação do Judiciário sob tal ótica, percebeu que gostaria de evoluir ainda mais na carreira e que seu objetivo é chegar ao cargo de desembargador do TJMT.
 
“Quando acadêmico não tive essa oportunidade de conhecer a estrutura do TJ e isso é muito importante para o aluno, pois mostra como o Tribunal trabalha. Hoje, estou na Terceira Vara Cível da Comarca de Várzea Grande e sou o diretor do Fórum, tenho como objetivo chegar a ser desembargador”, destacou.
 
Ele ainda lembrou que muitos alunos vivem jornada dupla, pois trabalham e estudam ao mesmo tempo, mas acredita ser possível enfrentar os desafios e realizar seus sonhos. “Os concursos estão se afunilando cada vez mais e a iniciativa privada também tem sido cada vez mais exigente. Advogado deve estar antenado com as tecnologias também”, pontuou.
 
A composição das Câmaras e Turmas de Julgamentos do TJMT foi apresentada pela assessora da Coordenadoria Judiciária, Amanda Duarte. Ela explicou a função do TJMT e dos 30 desembargadores, incluindo a alta administração: Presidência, Vice-Presidência e Corregedoria-Geral da Justiça.
Heleno Bosco, professor que acompanhou a turma agradeceu a presidente do Judiciário, desembargador Maria Helena Póvoas, pela realização do projeto e avaliou que a experiência terá grande relevância para os graduandos, que já devem estar formados no próximo ano.
 
“O impacto para os alunos é extremamente positivo porque eles passam a ter contato com o cotidiano do Judiciário”, afirmou o educador, que ainda complementou que o projeto contribui para o amadurecimento da noção de democracia e ainda para o exercício da cidadania.
 
“Com esse projeto, o Poder Judiciário mostra que está de portas abertas aos profissionais do Direito, aos cidadãos e fortalecendo as instituições do Direito, estamos fortalecendo a consciência democrática nesse verdadeiro processo civilizatório. Os alunos se sentem parte e amparados pelo Poder Judiciário”, finalizou.
 
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Descrição da imagem: Foto1: Imagem colorida na qual o juiz aparece de costas falando ao público que está à sua frente. Os estudantes estão em pé na sala do Espaço Memória. Foto 2: Imagem colorida onde a estudante de Direito Lauren Cristian de Araújo Coutinho aparece posando ao lado do magistrado. Ambos seguram um exemplar do livro Glossário Judiciário. 
 
 
Andhressa Barboza
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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TJMT e TVCA promovem fórum “Destinos Roubados: a epidemia do feminicídio”

A imagem mostra cinco mulheres e um homem sentados em cadeiras brancas num palco. Todos vestem roupas formais e têm pele clara. O homem é o juiz Marcos Terêncio, que veste terno escuro e usa óculos de grau. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em parceria com a TV Centro América (TVCA), realizou nesta sexta-feira (29), em Cuiabá, o fórum “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”. O evento ocorreu no auditório da emissora e reuniu representantes do sistema de Justiça, forças de segurança, instituições públicas e especialistas para discutir ações de enfrentamento à violência contra a mulher em Mato Grosso.

O encontro integrou o encerramento do projeto jornalístico especial “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”, série documental composta por cinco reportagens sobre violência doméstica, feminicídio e os impactos sociais provocados por esse tipo de crime. O trabalho foi dirigido pela jornalista Ariane Locatelli.

Representando o TJMT no fórum, participaram dos debates os magistrados da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, juiz titular Marcos Agostinho Terêncio e a juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa.

Rede de enfrentamento e prevenção

Durante o encontro, foram discutidos os principais desafios da rede de enfrentamento à violência doméstica, o acolhimento às vítimas, medidas de prevenção, atendimento aos órfãos do feminicídio e a integração entre as instituições.

A imagem mostra a juíza Ana Graziela falando ao microfone durante entrevista para a TV Justiça. Ela é uma mulher de pele clara, cabelos lisos e loiros e olhos escuros. Veste roupa preta. A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa destacou que o fórum reuniu toda a rede de enfrentamento para refletir e, ao final, elaborar uma carta de compromissos com o objetivo de modificar a realidade da violência contra a mulher no estado.

Para ela, o fortalecimento das redes é fundamental para ampliar a proteção às vítimas. “Sozinho ninguém consegue resolver o problema da violência doméstica. Hoje, dos 142 municípios de Mato Grosso, 123 já possuem redes de enfrentamento instaladas. Esse é um espaço para fortalecer vínculos, promover maior engajamento e qualificar o atendimento prestado às mulheres”, ressaltou.

A magistrada também enfatizou a importância de ações preventivas e do trabalho voltado aos autores de violência doméstica. “Não adianta tratar apenas das mulheres. É preciso trabalhar também com o autor da violência. O homem que participa dos grupos reflexivos dificilmente volta a delinquir”, explicou.

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Ana Graziela destacou ainda iniciativas desenvolvidas pelo Poder Judiciário e parceiros, como o projeto “A Escola Ensina, a Mulher Agradece”, palestras sobre a Lei Maria da Penha nas escolas e capacitações realizadas com professores da rede pública. “Precisamos trabalhar desde cedo com as crianças e adolescentes para construir relações pautadas no respeito e impedir que novos casos de violência cheguem ao sistema”, concluiu.

Responsabilização e conscientização

A imagem mostra o juiz Marcos Terêncio durante sua participação no debate sobre violência doméstica. Ele é um homem de pele clara, cabelos grisalhos nas temporas, olhos escuros e usa óculos de grau. Está segurando o microfone com a mão direita. Veste terno e gravata pretos e camisa branca. O juiz Marcos Terêncio destacou que o enfrentamento à violência doméstica passa pela responsabilização dos agressores, mas também por ações de conscientização e transformação de comportamento.

O debate conduzido por ele no fórum abordou “a responsabilidade penal dos agressores, tanto pela punição propriamente dita, quanto pelos sistemas de autorresponsabilização”. Ele citou os Grupos Reflexivos para homens, desenvolvidos pelo Judiciário.

“A intenção é diminuir a reincidência, demonstrando, de um lado, que a punição é certa e célere e, de outro, fazer com que esses homens reflitam sobre a violência, o machismo enraizado e os impactos causados às vítimas e às próprias famílias”, afirmou.

O magistrado também ressaltou a importância da abordagem adotada durante a série exibida pela emissora. “As narrativas são dramáticas, mas não sensacionalistas. O protagonismo é da mulher. O agressor não deve ser o protagonista da história, mas precisa reconhecer o seu papel e compreender o que a violência causa para todos ao seu redor”, completou.

Parceria institucional

A imagem mostra o diretor de Conteúdo da TVCA, Marcello Rosa. Ele é um homem de pele clara, cabelos loiros curtos, olhos azuis e barba por fazer branca. O diretor veste camisa social azul clara. Atras dele aparece o palco do auditório da emissora. Para o diretor de Conteúdo da TVCA, Marcello Rosa, o enfrentamento à violência contra a mulher exige mobilização permanente da sociedade e atuação conjunta das instituições.

De acordo com ele, a parceria com o TJMT fortalece o debate e amplia a capacidade de mobilização social. “A Justiça é fundamental nesse processo. A melhor parceria possível é ter o TJ encabeçando a organização desse evento e trazendo outros players para essa discussão. É assim que vamos transformando a sociedade, mudando pensamentos e garantindo mais segurança para as mulheres, principalmente por meio da educação”, destacou.

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Do luto à luta

Alenir Gomes da Silva, mãe de uma vítima de feminicídio, participou da série documental. Aline tinha 20 anos e um filho de quatro anos quando foi morta pelo marido, em 2020.

“Ela tentava sair da relação, mas não conseguia. Muitas coisas ela não contava porque tinha medo dele. Eu tentei registrar boletim de ocorrência, mas naquela época diziam que quem precisava denunciar era a vítima”, relembrou.

Ao defender a importância de dar visibilidade aos casos de violência doméstica, Alenir explicou que decidiu participar da série para conscientizar outras mulheres e famílias. “Enquanto eu continuar falando, divulgando, alguém vai cair na real e perceber os sinais. É importante que ninguém esqueça.”

Ela também ressaltou a necessidade de investir em educação e prevenção desde a infância. “Tem que começar cedo, na escola, conscientizando meninos e meninas sobre respeito e sobre como a violência começa”, disse.

A imagem mostra o auditório da TVCA lotado com a plateia do fórum Destinos Roubados. A maioria da audiência é composta por mulheres. Carta de Compromisso Institucional

Ao final do fórum, as instituições participantes construíram uma Carta de Compromisso Institucional com propostas voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de prevenção e combate ao feminicídio no estado, que somente neste ano já registrou 18 feminicídios, deixando órfãs 22 crianças e adolescentes, além de 79 tentativas de feminicídio.

Série disponível no Globoplay

Os episódios da série “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio” estão disponíveis no aplicativo Globoplay, com as edições exibidas entre os dias 25 e 29 de maio no telejornal Bom Dia MT.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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