ESPORTES
São Paulo ganha do Ceará nos pênaltis e vai à semifinal da Sul-Americana
O São Paulo eliminou o Ceará nos pênaltis, na noite desta quarta-feira (10.08), e avançou à semifinal da Copa Sul-Americana.
No tempo normal, o Ceará até venceu por 2 a 1, sem maiores dificuldades. Na primeira leva de penalidades, empate em 3 a 3.
Já nas cobranças alternadas, Fernando Sobral chutou para fora e Patrick garantiu a classificação tricolor por 4 a 3.
Agora, o time de Rogério Ceni encara o Atlético-GO, que eliminou o Nacional-URU.
Embalado pela torcida, que compareceu em peso à Arena Castelão, o Ceará mostrou desde o início que pressionaria bastante o rival.
Os pênaltis
As penalidades começaram com esperança para o São Paulo, visto que Guilherme Castilho perdeu a primeira cobrança, defendida por Felipe Alves. Calleri colocou o Tricolor na frente, mas a vantagem foi perdida depois que Victor Luis marcou para o Ceará e Igor Vinícius acertou a trave.
Depois disso, Luciano e Diego Costa marcaram para o time paulista, e Matheus Peixoto e Erick igualaram.
Na última cobrança, Vina errou e Igor Gomes poderia dar a classificação para o São Paulo, mas também desperdiçou.
Na série de penalidades alternadas, Fernando Sobral mandou para fora e Patrick marcou o gol da classificação do São Paulo.
FICHA TÉCNICA: CEARÁ 2 (3) x (4) 1 SÃO PAULO
Competição: Copa Sul-Americana, volta das quartas de final
Data e hora: 10 de agosto de 2022 (quarta-feira), às 19h15 (de Brasília) Local: Arena Castelão, em Fortaleza (CE)
Árbitro: Fernando Rapallini (ARG)
Assistentes: Juan Belatti e Gabriel Chade (ambos da ARG)
VAR: Nicolas Gallo (COL)
Cartões amarelos: Igor Vinícius, Miranda, Galoppo e Calleri (São Paulo); Richardson, Victor Luís e Vina (Ceará)
Gol: Mendoza, aos 44 minutos do primeiro tempo e Guilherme Castilho, aos 18 minutos do segundo tempo (Ceará); Igor Vinícius, aos 10 minutos do segundo tempo (São Paulo).
CEARÁ: João Ricardo; Michel Macedo (Buiú), Messias, Luiz Otávio e Victor Luís; Richardson (Erick) e Guilherme Castilho; Lima (Fernando Sobral), Vina e Mendoza (Iury Castilho); Zé Roberto (Matheus Peixoto). Técnico: Marquinhos Santos
SÃO PAULO: Felipe Alves; Diego Costa, Miranda e Léo; Igor Vinicius, Pablo Maia (Gabriel Neves), Igor Gomes, Galoppo (Rodrigo Nestor) e Reinaldo (Welington, depois Patrick); Nikão (Luciano) e Calleri. Técnico: Rogério Ceni.
Fonte: Agência Esporte
ESPORTES
Alisson iguala marca histórica de Gylmar e Taffarel ao iniciar sua terceira Copa como titular
Ser titular da Seleção Brasileira em três Copas do Mundo da FIFA é para poucos. Entre os goleiros, apenas dois conseguiram a façanha: Gylmar, em 1958, 1962 e 1966, e Taffarel, nas edições de 1990, 1994 e 1998.
A partir do sábado (13), contra Marrocos, as duas lendas terão a companhia de um novo integrante no clube: Alisson Becker.
Titular absoluto da Seleção na última década, o goleiro do Liverpool chega a seu terceiro mundial, após participações em 2018 e 2022. Nas duas Copas do Mundo da FIFA anteriores, ele disputou nove jogos — ficou no banco apenas uma vez, contra Camarões, no Catar, quando Tite fez um rodízio em sua escalação.
O feito de Alisson é histórico e vem acompanhado de dois desafios: o primeiro é superar uma temporada em que sofreu quatro lesões. O segundo é igualar outro feito de Gylmar e Taffarel: os dois conquistaram o título da Copa do Mundo da FIFA.
Gylmar dos Santos Neves, ídolo do Santos e do Corinthians, foi campeão mundial em 1958 e 1962, jogando todos os jogos das duas campanhas. Em 1966, ele esteve nas duas primeiras partidas, mas foi substituído por Manga na derrota para Portugal, que eliminou a seleção ainda na fase de grupos.
Taffarel, por sua vez, consagrou-se com o tetracampeonato em 1994, disputando todos os minutos das sete partidas. Ele virou herói nacional na final contra a Itália, ao defender a cobrança de Daniele Massaro na disputa por pênaltis, vencida por 3 a 2.
O ídolo como treinador
Alisson chega ao momento especial na carreira caminhando lado a lado de Taffarel, uma das lendas que ele iguala em sua terceira Copa do Mundo da FIFA. O ídolo do tetra hoje é o treinador de goleiros da seleção e trabalha diariamente com o camisa 1.
Taffarel é, também, a maior referência de Alisson. No projeto “Cartas que Unem”, da FIFA, o atual goleiro da Seleçãorecebeu uma mensagem de seu irmão, Muriel Becker, que lembra as aventuras dos irmãos na infância.
Na carta, Muriel cita o ídolo em memórias sobre as Copas de 1994 e 1998 e presenteia Alisson com uma camisa de goleiro, como a que Taffarel usou nos Estados Unidos.
Temporada difícil
A presença de Taffarel é importante para Alisson no dia a dia, pela confiança que há entre ambos. Eles já trabalharam juntos no Liverpool, entre 2021 e 2025, além de quase uma década de parceria na seleção.
Além de questões técnicas nos treinamentos, Taffarel deu a Alisson a segurança de que ele teria seu espaço na seleção quando estivesse fisicamente bem. Esse apoio foi importante sobretudo na temporada 2025-26, quando o goleiro teve três lesões, a mais grave delas na coxa direita.
O problema físico tirou Alisson dos gramados por dois meses, entre março e maio deste ano. Ele só voltou a campo pelo Liverpool na última rodada da Premier League. Mas, na seleção, o clima nunca foi de corrida contra o tempo: a comissão técnica sempre esperou pelo seu titular.
“Temos uma boa relação. Antes de ser o treinador de goleiro dele no Liverpool há alguns anos, temos uma amizade muito boa. Sabemos da qualidade e do potencial dele, tanto dentro como fora de campo. É um líder com otimismo e vontade de vencer muito grande”, disse Taffarel à FIFA.
Subindo no ranking
Em sua terceira Copa do Mundo como titular da seleção brasileira, Alisson também deve ganhar posições na lista de goleiros brasileiros com mais jogos disputados no torneio.
Ele chega ao evento com 9 jogos disputados (são cinco em 2018, e quatro em 2022) e ocupa a quinta posição no ranking histórico. À sua frente, o gaúcho tem Taffarel (18 jogos), Gylmar (14) e Leão (14) e Júlio César (12).
Caso dispute as três partidas na fase de grupos, Alisson empatará com o ex-goleiro do Flamengo e da Internazionale. Caso a Seleção fique entre as quatro primeiras colocadas, serão oito jogos disputados — assim, o camisa 1 poderia chegar a 17 partidas, transformando-se no vice-líder da estatística.
Fonte: Esportes
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