ESPORTES
Fortaleza para no Vélez e leva decisão da vaga para Buenos Aires
O Fortaleza ficou no 0 a 0 com o Vélez Sarsfield nesta terça-feira (12.08), na Arena Castelão, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores. Com o empate, a classificação às quartas será definida na próxima semana, na capital argentina.
O duelo começou estudado, mas com o Leão do Pici mais propositivo. A equipe de Vojvoda ocupou o campo ofensivo, trocou passes com boa circulação e construiu as primeiras chegadas perigosas. Do outro lado, o Vélez respondeu com transições rápidas e bolas paradas, ganhando corpo nos minutos finais da etapa inicial, que terminou sem redes balançadas.
Após o intervalo, o Fortaleza voltou acelerado e empurrou os argentinos para o próprio campo, especialmente nos primeiros minutos do segundo tempo. A pressão rendeu oportunidades, mas esbarrou na organização defensiva do Vélez e na boa atuação do sistema de marcação visitante, que fechou os espaços pelo meio e conteve as infiltrações pelos lados.
A reta final reservou tensão. Aos 42 minutos da etapa complementar, Matheus Rossetto foi expulso após falta em Machuca, deixando o Tricolor com um jogador a menos no trecho decisivo. Ainda assim, o placar permaneceu inalterado até o apito final, mantendo tudo aberto para o confronto de volta.
Sem a vantagem construída em casa, o Fortaleza terá de buscar o resultado longe de seus domínios para avançar. O Vélez, por sua vez, leva para Buenos Aires a possibilidade de decidir diante da torcida no Estádio José Amalfitani, onde costuma ser forte.
A partida de volta está marcada para a próxima terça-feira, dia 19, às 21h30 (de Brasília), no José Amalfitani, em Buenos Aires. Em caso de novo empate no tempo regulamentar, a vaga será definida nos pênaltis.
Como fica a agenda até a decisão
- Fortaleza: antes da viagem à Argentina, enfrenta o Fluminense neste sábado, às 18h30 (de Brasília), no Maracanã, pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro.
- Vélez Sarsfield: também no sábado, recebe o Independiente, às 20h30, no Estádio José Amalfitani, pela quinta rodada do Campeonato Argentino.
FICHA TÉCNICA
Fortaleza 0x0 Vélez
CONMEBOL Libertadores
Oitavas de Final – Ida
Local: Arena Castelão em Fortaleza (CE)
Arbitragem: Derlis Lopez (PAR)
Cartões Amarelos: Kuscevic, Brítez e Rossetto (Fortaleza); Baeza e Aliendro (Vélez)
Cartões Vermelhos: Rossetto (Fortaleza)
Fortaleza: Helton Leite; Mancuso, Kuscevic (Brítez), Ávila e Diogo Barbosa; Lucas Sasha, Martínez (Rossetto) e Lucca Prior (Kervin Andrade); Breno Lopes, Marinho (Herrera) e Deyverson (Adam Bareiro). Técnico: Renato Paiva.
Vélez: Marchiori; Gordon, Magallán, Mamma (Quirós) e Elías Gómez; Baeza, Aliendro, Galván (Tobías Andrada) e Pellegrini (Machuca); Carrizo e Braian Romero (Pizzini). Técnico: Guilermo Shelotto
Fonte: Esportes
ESPORTES
Alisson iguala marca histórica de Gylmar e Taffarel ao iniciar sua terceira Copa como titular
Ser titular da Seleção Brasileira em três Copas do Mundo da FIFA é para poucos. Entre os goleiros, apenas dois conseguiram a façanha: Gylmar, em 1958, 1962 e 1966, e Taffarel, nas edições de 1990, 1994 e 1998.
A partir do sábado (13), contra Marrocos, as duas lendas terão a companhia de um novo integrante no clube: Alisson Becker.
Titular absoluto da Seleção na última década, o goleiro do Liverpool chega a seu terceiro mundial, após participações em 2018 e 2022. Nas duas Copas do Mundo da FIFA anteriores, ele disputou nove jogos — ficou no banco apenas uma vez, contra Camarões, no Catar, quando Tite fez um rodízio em sua escalação.
O feito de Alisson é histórico e vem acompanhado de dois desafios: o primeiro é superar uma temporada em que sofreu quatro lesões. O segundo é igualar outro feito de Gylmar e Taffarel: os dois conquistaram o título da Copa do Mundo da FIFA.
Gylmar dos Santos Neves, ídolo do Santos e do Corinthians, foi campeão mundial em 1958 e 1962, jogando todos os jogos das duas campanhas. Em 1966, ele esteve nas duas primeiras partidas, mas foi substituído por Manga na derrota para Portugal, que eliminou a seleção ainda na fase de grupos.
Taffarel, por sua vez, consagrou-se com o tetracampeonato em 1994, disputando todos os minutos das sete partidas. Ele virou herói nacional na final contra a Itália, ao defender a cobrança de Daniele Massaro na disputa por pênaltis, vencida por 3 a 2.
O ídolo como treinador
Alisson chega ao momento especial na carreira caminhando lado a lado de Taffarel, uma das lendas que ele iguala em sua terceira Copa do Mundo da FIFA. O ídolo do tetra hoje é o treinador de goleiros da seleção e trabalha diariamente com o camisa 1.
Taffarel é, também, a maior referência de Alisson. No projeto “Cartas que Unem”, da FIFA, o atual goleiro da Seleçãorecebeu uma mensagem de seu irmão, Muriel Becker, que lembra as aventuras dos irmãos na infância.
Na carta, Muriel cita o ídolo em memórias sobre as Copas de 1994 e 1998 e presenteia Alisson com uma camisa de goleiro, como a que Taffarel usou nos Estados Unidos.
Temporada difícil
A presença de Taffarel é importante para Alisson no dia a dia, pela confiança que há entre ambos. Eles já trabalharam juntos no Liverpool, entre 2021 e 2025, além de quase uma década de parceria na seleção.
Além de questões técnicas nos treinamentos, Taffarel deu a Alisson a segurança de que ele teria seu espaço na seleção quando estivesse fisicamente bem. Esse apoio foi importante sobretudo na temporada 2025-26, quando o goleiro teve três lesões, a mais grave delas na coxa direita.
O problema físico tirou Alisson dos gramados por dois meses, entre março e maio deste ano. Ele só voltou a campo pelo Liverpool na última rodada da Premier League. Mas, na seleção, o clima nunca foi de corrida contra o tempo: a comissão técnica sempre esperou pelo seu titular.
“Temos uma boa relação. Antes de ser o treinador de goleiro dele no Liverpool há alguns anos, temos uma amizade muito boa. Sabemos da qualidade e do potencial dele, tanto dentro como fora de campo. É um líder com otimismo e vontade de vencer muito grande”, disse Taffarel à FIFA.
Subindo no ranking
Em sua terceira Copa do Mundo como titular da seleção brasileira, Alisson também deve ganhar posições na lista de goleiros brasileiros com mais jogos disputados no torneio.
Ele chega ao evento com 9 jogos disputados (são cinco em 2018, e quatro em 2022) e ocupa a quinta posição no ranking histórico. À sua frente, o gaúcho tem Taffarel (18 jogos), Gylmar (14) e Leão (14) e Júlio César (12).
Caso dispute as três partidas na fase de grupos, Alisson empatará com o ex-goleiro do Flamengo e da Internazionale. Caso a Seleção fique entre as quatro primeiras colocadas, serão oito jogos disputados — assim, o camisa 1 poderia chegar a 17 partidas, transformando-se no vice-líder da estatística.
Fonte: Esportes
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