AGRONEGÓCIO

FRANGO/CEPEA: Início de mês eleva demanda, mas preço reage pouco

Cepea, 08/07/2022 – O início de julho e o consequente aquecimento na demanda – de modo geral, por conta do recebimento dos salários por parte da população –  fizeram com que os preços do frango inteiro reagissem na maioria das praças acompanhadas pelo Cepea nesta semana. Ainda assim, os aumentos nos preços foram comedidos. Isso porque parte dos vendedores está receosa de que elevações muito intensas possam retrair a procura pela carne. Já no front externo, a demanda internacional pela carne brasileira está aquecida. Assim, o volume embarcado em junho apresentou bom desempenho e a receita gerada com as vendas externas foi recorde no mês. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

Fonte: CEPEA

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AGRONEGÓCIO

Seminário debate como exigências ambientais definem acesso ao crédito

O agronegócio brasileiro enfrenta uma mudança de paradigma que vai além das oscilações da Bolsa ou do clima. Nesta terça-feira (30.06), a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados promove, no Plenário 2, um seminário que coloca sob lupa a conexão entre o sistema financeiro, crimes ambientais e a produção rural. O debate sinaliza que, para quem produz, o acesso ao capital está deixando de ser uma análise puramente técnica de crédito para se tornar uma questão de governança global.

O foco dos parlamentares e de grupos de pressão está sobre cadeias produtivas sensíveis, como carne bovina, soja, óleo de palma, celulose, papel, borracha e madeira. A mensagem central do seminário é que o financiamento do campo — seja ele via bancos tradicionais ou fundos de investimento — está sendo monitorado de perto. Hoje, ativistas e movimentos sociais não olham apenas para o que acontece dentro da fazenda; eles estão “seguindo o dinheiro” para entender como o capital que financia a safra incide sobre a proteção de territórios de comunidades tradicionais e o cumprimento de normas socioambientais.

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Para o setor produtivo, essa movimentação traz três eixos práticos que o produtor deve acompanhar:

  • Segurança jurídica e fundiária: Existe uma pressão crescente para que investimentos não cheguem a áreas com pendências fundiárias ou sobreposições a terras indígenas, tornando a regularização da sua propriedade um ativo ainda mais essencial para conseguir crédito.

  • A “Lente” dos Investidores: Gestoras globais, pressionadas por seus cotistas, estão adotando critérios rígidos de ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa). Na prática, isso significa que a preocupação com violações de direitos humanos em áreas de expansão agrícola se tornou um risco reputacional que bancos e fundos buscam evitar a todo custo.

  • Responsabilidade de ponta a ponta: O sistema financeiro está sendo cobrado para rastrear a origem do produto até o consumidor final. Isso significa que a conformidade ambiental e o respeito aos direitos humanos não são mais “pautas de exportação”, mas requisitos básicos para que o capital financeiro continue fluindo para o setor no mercado interno.

O debate evidencia que o financiamento da próxima safra dependerá cada vez mais da capacidade do produtor em demonstrar sua conformidade. Se antes bastava ter a garantia técnica e financeira, agora o mercado exige uma “foto” clara da origem da produção. Para o produtor, o alerta que sai de Brasília é claro: a rastreabilidade total das operações, que antes parecia um tema distante, tornou-se a chave para garantir que a fonte vital de recursos para a escala do agronegócio continue aberta e disponível na próxima temporada.

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Fonte: Pensar Agro

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