MATO GROSSO
Corpo de Bombeiros entrega 700 kg de alimentos para o Abrigo Bom Jesus de Cuiabá
A comissão da Banda do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMT) doou 700 quilos de alimentos para a Fundação Abrigo Bom Jesus de Cuiabá. A solenidade de entrega, com a presença do comandante-geral, coronel Alessandro Borges, foi realizada na manhã desta quarta-feira (15.06), à direção da unidade que desempenha atividade de amparo aos idosos.
“Essa entrega de alimentos é muito importante, estamos aqui com a nossa banda tocando para os idosos, realizando este momento de alegria, descontração, levando amor ao próximo que precisam desta atenção. É uma enorme satisfação contribuir com essa casa, os membros da nossa corporação estão de parabéns pelo resultado deste importante trabalho”, declarou o coronel Alessandro Borges.
Os alimentos foram arrecadados durante a realização do concerto musical de aniversário de 24 anos da Banda Militar do Bombeiros.
Ao todo, foram arrecadadas 1,2 toneladas, entre 746 kg de arroz, 78 kg de feijão, 178 kg de açúcar, 69 kg de macarrão, 52 kg de farinha de trigo, além de farinha de mandioca, fubá de milho, óleo de soja, leite, milho de canjica e grão de bico. O total arrecadado, meia tonelada ficou à disposição da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), parceira na realização do concerto, que vai escolher outras instituições que serão beneficiadas.

O diretor da unidade, José Gonçalves Duarte, destacou que essa ação social de doação de alimentos chega em excelente hora. Ele agradeceu o trabalho social realizado pelos militares da corporação por escolher levar benefício para instituição.
“Essa doação realizada pelos bombeiros, uma instituição querida e respeitada pela nossa sociedade, é um exemplo de amor e preocupação com a vida, com todos os nossos acolhidos que moram aqui neste abrigo. Essa mesa cheia de alimentos é uma benção, chega em excelente hora, já que nosso consumo para alimentos é grande. Agradeço imensamente ao comandante-geral dos bombeiros, o coronel Alessandro, um forte parceiro, já prestou muitos trabalhos, inclusive já foi conselheiro nesta instituição, temos muita gratidão”, disse o diretor.

A Fundação Abrigo Bom Jesus presta trabalho de amparo ao idoso desde 1940. A instituição sem fins lucrativos, atende 89 idosos entre homens e mulheres, de 65 a 111 anos. A unidade é mantida de portas abertas graças a doações realizadas pela sociedade, além de instituições públicas e privadas.
Essa ação social é promovida pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, Governo de Mato Grosso, em parceria com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
MATO GROSSO
Bombeiros combatem dois incêndios florestais em Mato Grosso e Estado registra 93 focos de calor
Ocorrências são atendidas em Luciara e Poconé; força-tarefa reúne bombeiros, Defesa Civil, operações aéreas e Polícia Militar durante período proibitivo do uso do fogo
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atua nesta quinta-feira (10) no combate a dois incêndios florestais registrados nos municípios de Luciara e Poconé. As equipes trabalham para conter o avanço das chamas, realizar a extinção dos focos e monitorar as áreas atingidas, com o objetivo de proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.
As operações contam com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar, conforme a necessidade de cada ocorrência. A atuação integrada amplia a capacidade de resposta das forças de segurança diante dos incêndios florestais registrados no Estado.
93 focos de calor
Além das ocorrências em andamento, Mato Grosso registrou 93 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme levantamento realizado às 17h pelo Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com dados do satélite de referência Aqua Tarde.
Do total, 74 focos foram identificados no bioma Amazônia e outros 19 no Cerrado. Também foram registrados 10 focos em Terras Indígenas: cinco na Terra Indígena Nambikwara, em Comodoro; dois na Terra Indígena Arara do Rio Branco, em Colniza; um na Terra Indígena Aripuanã, em Aripuanã; um na Terra Indígena Vale do Guaporé, em Comodoro; e um na Terra Indígena Zoró, em Rondolândia.
O Corpo de Bombeiros ressalta, porém, que a identificação de um foco de calor não significa necessariamente a existência de um incêndio florestal. O registro indica uma área com temperatura elevada detectada por satélite, que pode ou não estar relacionada à ocorrência de fogo.
Já o incêndio florestal é caracterizado, em geral, pela concentração de diversos focos de calor em uma mesma região. No caso das Terras Indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, já que o Estado não possui autorização para atuar diretamente nessas áreas.
Fiscalização contra o uso irregular do fogo
O CBMMT também mantém ações de monitoramento do uso irregular do fogo por meio da Operação Infravermelho. A fiscalização é coordenada a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
Com auxílio de imagens de satélite e outras tecnologias, as equipes buscam identificar antecipadamente áreas com risco de incêndio ou locais onde o fogo tenha sido iniciado de forma ilegal. A estratégia permite atuação preventiva e também auxilia na responsabilização de possíveis infratores.
Desde o início do período proibitivo do uso do fogo, os bombeiros já atuaram no combate e extinção de incêndios em diversos municípios mato-grossenses, entre eles Água Boa, Aripuanã, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Lambari D’Oeste, Luciara, Matupá, Nova Nazaré, Nova Maringá, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia e União do Sul.
Proibição do uso do fogo
O CBMMT reforça que está proibido o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, a proibição ocorre durante todo o ano.
A utilização irregular do fogo pode configurar crime ambiental e resultar em penalidades previstas em lei. Além dos danos ao meio ambiente, as queimadas representam riscos à segurança pública e à saúde da população.
Casos de uso irregular do fogo podem ser denunciados pelos números 193, do Corpo de Bombeiros Militar, ou 190, da Polícia Militar.
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