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Advogada destaca aprimoramento profissional após se participar do curso “Pauta Concentrada”

As aulas das novas turmas do treinamento “Pauta Concentrada” começam na próxima semana (dias 18, 19, 25 e 26 de maio). O curso é on-line, gratuito e voltado para advogados e advogadas inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) que atuam nos Juizados Especiais.
 
A advogada Letícia Alves Andrade, 32 anos, participou da primeira turma do treinamento, realizada em abril deste ano e destaca aprimoramento profissional com o treinamento. “O curso disponibilizado é rápido, exemplificativo, proveitoso, didático, onde os participantes tiram dúvidas e em poucas horas conseguem aprimorar sua visão humanitária para ter êxito em seus processos”, avalia.
 
Letícia tem sete anos de formação e atua nas comarcas de Cuiabá, Várzea Grande e Lucas do Rio Verde. “Aconselho 100% aos colegas participarem das novas turmas, por motivos óbvios. Primeiramente devemos destacar o prazer de aprender, posterior devemos deixar claro que muitos operadores do Direito não sabem o que é e nem o que significa uma pauta concentrada, então, antes que seu processo esteja na lista de pautas concentradas, é importantíssimo saber do que se trata”, frisa.
 
A advogada afirma que a pauta concentrada é uma realidade nova e que os profissionais precisam se adequar. “Esta é uma ideia que veio para mostrar facilidade, agilidade e que os processos podem seguir céleres, se cada um estiver disposto a fazer a sua parte”, define. “A pauta concentrada veio para abrir a cabeça dos operadores do Direito, demonstra que devemos aperfeiçoar os litígios, para que todos que busca uma solução possam ser ouvidos, e seus problemas solucionados, e que de fato, seja alcançado o êxito, lembrando que se essa ideia nova, se colocada efetivamente em prática, terá menos degastes, mais compreensão e disposição para o processo como um todo”, finaliza.
 
A capacitação é uma realização do Poder Judiciário, através do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) em parceria com a OAB-MT, Escola Superior da Advocacia (ESA), e Comissão de Juizados Especiais (Cojesp).
 
Alguns horários ainda têm vagas disponíveis. Para participar, o(a) advogado(a) deve procurar a ESA, na sede da Seccional, no Centro Político-Administrativo, para fazer a inscrição, enviar E-mail ([email protected]) ou ligar nos telefones (65) 3613-0956 e (65) 3613-0957.
 
Temas – O treinamento é realizado pela plataforma da Escola dos Servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Em duas horas-aula o instrutor da capacitação, o mediador do Nupemec, Ubiracy Nogueira Félix abordará os temas: Principais características da Mediação de Conflitos; Mediador: seu papel, seu perfil e suas habilidades; Relevantes Contribuições do Advogado para a Mediação; A Ética na/da Mediação; Processo e Técnicas de Mediação; e Mediação: um Novo Mercado para a Advocacia.
 
A Escola dos Servidores emitirá um atestado de participação mediante solicitação do participante através do e-mail: [email protected], após a finalização do treinamento.
 
Pauta Concentrada – É uma inovação desenvolvida pela coordenadora do Cejusc dos Juizados Especiais de Cuiabá/MT e juíza do Juizado Especial do Jardim Glória (Várzea Grande), Viviane Brito Rebello. A Pauta Concentrada consiste em agendar a audiência de conciliação dos processos distribuídos em determinado mês para a última semana do mês seguinte, concentrando a pauta e dando um tempo adequado para que os representantes das empresas estudem o caso e levem uma proposta para a mesa de negociação. Outra alteração realizada foi a obrigatoriedade da reclamada apresentar uma proposta de acordo, além disso, o tempo de audiência foi ampliado para 20 minutos.
 
Implantado inicialmente nos dois juizados especiais de Várzea Grande e sete de Cuiabá e depois expandida para os Juizados de Rondonópolis, Sinop e Cáceres, o projeto conta com a parceria do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje), do Nupemec, do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais. Por enquanto, o projeto alcança casos que tenham as empresas Vivo/Telefônica e Energisa como parte do processo. A ideia é que mais empresas integrem a Pauta Concentrada.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. ParaTodosVerem – Descrição da imagem: Imagem 1 – Arte ilustrativa com fundo azul, com a frase Projeto Pauta Concentrada. Imagem 2 – Fotografia colorida da advogada. Ela esta olhando para a câmera. Tem cabelos longos pretos. Usa colar e brincos discretos e usa uma camiseta branca e um blazer preto.
 
Alcione dos Anjos
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

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Curso “Pena Justa no Ciclo Penal” fortalece atuação humanizada no sistema penitenciário de MT

Magistrados(as), servidores(as) e gestores(as) judiciais concluíram nos dias 29 e 30 de abril o primeiro módulo da capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal”, promovida pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), em parceria com a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso.

A formação integra a estratégia institucional voltada ao aperfeiçoamento da atuação judicial no sistema penal, com foco em práticas mais eficientes, humanizadas e alinhadas aos direitos fundamentais. Durante os dois dias de atividades presenciais, foram debatidos temas como medidas diversas da prisão, execução penal, políticas de cidadania, inspeções judiciais e atenção a populações com vulnerabilidade acrescida no ciclo penal.

O diretor da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal destacou que a Esmagis e o Poder Judiciário cumprem papel essencial na formação continuada da magistratura e no aprimoramento institucional.

“A execução penal exige uma jurisdição mais consciente e comprometida com a realidade humana do sistema prisional. A formação é o caminho para que possamos refletir sobre nossas responsabilidades e buscar alternativas que efetivamente contribuam para a recuperação das pessoas. Não basta levar ao cárcere, é preciso discutir formas verdadeiras de recuperar e reeducar. Isso exige conhecimento, consciência e responsabilidade de todos nós”, comentou

Supervisor do GMF-MT, o desembargador Orlando de Almeida Perri ressaltou que a capacitação também busca ampliar a sensibilidade dos magistrados(as) diante da realidade prisional. “É muito importante promover cursos como este para conscientizar sobre a importância do sistema prisional. Precisamos enfrentar problemas graves e depende muito das atitudes e condutas dos magistrados para que possamos promover as melhorias necessárias”.

A formadora do curso, Laryssa Angélica Copack Muniz, juíza da Vara de Execuções Penais da Comarca de Curitiba e coordenadora Adjunta do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Tribunal de Justiça do Paraná, conduziu os debates com foco na humanização da atuação judicial, no papel constitucional do sistema penal e na necessidade de construir respostas mais eficazes para a violência e a reincidência. Durante a capacitação, a magistrada abordou temas ligados à execução penal, medidas alternativas à prisão, reinserção social e o compromisso institucional de garantir direitos fundamentais também às pessoas privadas de liberdade.

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“O curso propõe uma reflexão sobre como juízes e juízas podem aperfeiçoar sua atuação criminal e na execução penal, contribuindo para reverter o estado inconstitucional reconhecido nas prisões brasileiras. Não existe sociedade sem reintegração. As pessoas privadas de liberdade retornarão ao convívio social, e cabe ao Estado criar condições para que voltem melhores do que entraram. Quando falamos em trabalho, estudo e dignidade no sistema prisional, falamos em segurança pública de verdade. Ressocializar também é proteger a sociedade”, destacou.

Participação ativa

Juiz da 3ª Vara Criminal de Sinop, Walter Tomaz da Costa avaliou que o curso trouxe reflexões importantes para o enfrentamento da superlotação carcerária.

“Mato Grosso vive uma realidade de superpopulação carcerária. O Programa Pena Justa enfatiza a ressocialização e tende a melhorar esse cenário, desde que haja sensibilização de todos os poderes envolvidos. E esta capacitação chega em um momento necessário, especialmente para comarcas que convivem diretamente com a superlotação carcerária. A formação permite que os magistrados compartilhem experiências e reflitam sobre caminhos possíveis. Em Sinop, por exemplo, a superlotação é uma realidade urgente, e precisamos de medidas que envolvam não apenas o Judiciário, mas também o Executivo”, contou

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Já a magistrada Edna Ederli Coutinho, integrante do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá e juíza cooperadora de Execução Penal, destacou a importância de enxergar o sistema penitenciário sob a perspectiva humana.

“Esses cursos são fundamentais porque trazem ao magistrado a reflexão de que a pessoa presa continua sendo um ser humano. A rotina do trabalho judicial muitas vezes nos aproxima da burocracia e nos distancia da dimensão humana do sistema prisional. Cursos como este ajudam a resgatar esse olhar. Precisamos ainda lembrar que toda pessoa privada de liberdade um dia retornará ao convívio social. Se o sistema não oferecer trabalho, estudo e condições de dignidade, a reincidência continuará afetando toda a sociedade”, ressaltou Edna Coutinho.

Formação alinhada às metas institucionais

A capacitação “Pena Justa no Ciclo Penal” integra diretrizes estratégicas relacionadas ao Prêmio CNJ de Qualidade 2026/2027 e busca fortalecer a atuação de magistrados(as), assessores(as) e gestores(as) judiciais no ciclo penal, especialmente nas áreas de fiscalização das unidades prisionais, aplicação de medidas alternativas e garantia de direitos fundamentais.

O próximo módulo será ofertado no período de 11 a 15 de maio, na modalidade EAD, com foco na prevenção à tortura e na saúde mental, também sob a responsabilidade da magistrada Laryssa Muniz.

O terceiro e último módulo será promovido no dia 18 de maio de 2026 e tratará do tema “Audiência de Custódia”, tendo como formadores o juiz Marcos Faleiros da Silva e o servidor Marcos Eduardo Moreira Siqueri.

Autor: Ana Assumpção

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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