AGRONEGÓCIO
FAESP: perceptivas para Agrishow 2022, inaugurada nesta 2ª feira, são excelentes para o setor

As perceptivas para a edição de 2022 da Agrishow – 27ª Feira Internacional de Tecnologia em Ação, que foi inaugurada nesta segunda-feira (25 de abril) em Ribeirão Preto, são excelentes, na avaliação do vice-presidente do Sistema Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (FAESP/SENAR-SP), Tirso de Salles Meirelles. “A volta do evento presencial foi muito esperada e o evento será um sucesso de público. Ressaltamos que o setor agropecuário paulista é altamente produtivo e isso se reflete nesta feira pujante, que terá mais de 800 expositores”, disse Meirelles, também presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-SP, que esteve presente na cerimônia de abertura.
Desde este primeiro dia, a FAESP/SENAR-SP está recebendo caravanas de Sindicatos Rurais na Agrishow, com produtores de várias partes do estado, além de contar com uma programação com várias atividades, como oficinas e palestras. Na quinta-feira, dia 28, será lançado pela FAESP/SENAR-SP na Agrishow a pedra fundamental do Centro de Excelência em Cana-de-Açúcar, também localizado em Ribeirão Preto, região que é um importante cluster do setor no País. O Centro será desenvolvido em parceria com o SENAR e a funcionará nas instalações do SENAR-SP, propiciando inovação e desenvolvimento de novas tecnologias para o segmento sucroalcooleiro.
A abertura da Agrishow, que termina na sexta-feira, dia 29, contou com participação de autoridades, municipais, estaduais e federais, além do presidente da República Jair Bolsonaro. O presidente ressaltou, em seu discurso, que o Brasil é um país de suma importância no mercado mundial da agropecuária.
Caravanas
Caravanas de Sindicatos Rurais como Cafelândia, Mirante do Paranapanema, São José do Rio Pardo, Caconde, Taquaritinga e Paranapanema foram recebidos nesta segunda-feira por representantes do Sistema FAESP/SENAR-SP. Também uma comitiva do Tocantins, presidida por Paulo Carneiro, e presidentes de sindicatos do Estado, foram recebidos por Tirso Meirelles.
Representantes do Grupo FAMATO Jovem de Barra do Bugres-MT, que estão participando do Projeto Futuro Líderes do Agro, promovido pelo SENAR, também estiveram no evento de abertura. Eles se reuniram com o superintendente do SENAR-SP, Mario Biral, o gerente técnico, Jair Kaczinski, e Adriana Menezes, diretora da FAESP.
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Mais informações:
Agrishow 2022– 27ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação
Data: 25 a 29 de abril
Local: Rodovia Antônio Duarte Nogueira, Km 321- Ribeirão Preto (SP)
Horário: das 8 às 18 horas.
Outras informações acesse o Portal FAESP/SENAR-SP
AGRONEGÓCIO
Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos
O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.
A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.
O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.
Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.
INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.
“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”
“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”
“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”
Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.
No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.
Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.
Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.
Fonte: Pensar Agro
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