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Governo de MT entrega 218 novas viaturas e garante mais eficiência às Forças de Segurança


O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), fez a entrega de 218 viaturas novas para a Polícia Militar e a Polícia Judiciária Civil na tarde desta sexta-feira (01.03), em Cuiabá. A ação garante continuidade ao trabalho de modernização da frota das forças de segurança. 

“Essas viaturas vão equipar nossas forças de segurança. Desde que lançamos o programa Mais MT, conseguimos criar condições adequadas para fazer os investimentos na segurança pública. Além de viaturas, armamentos, equipamentos de tecnologia, rádio digital, investimos em construções de quartéis, de delegacias, batalhão e de presídios, ou seja, é uma série de investimentos para que nós possamos ter a segurança pública com condições adequadas de funcionamento e com isso prestar um serviço melhor para a sociedade”, destacou o governador Mauro Mendes. 

A nova frota vai gerar uma economia aos cofres públicos de R$ 4,1 milhões ao ano. Atualmente, o gasto mensal com a locação de veículos para as forças de segurança é de R$ 799 mil. Com o novo contrato de locação, que terá validade de 60 meses, o gasto mensal será de R$ 454 mil, gerando uma economia de R$ 345 mil ao mês. 

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O secretário da Sesp, Alexandre Bustamante, pontuou que essa entrega vem reforçar o trabalho realizado pela atual gestão, que fez um investimento histórico na área da segurança pública. “Fizemos mais uma entrega de 218 viaturas, que são novas e estão equipadas com sistema novo, é importante frisar que todas as cidades vão receber, o que vai oferecer mais qualidade no trabalho pela polícia à população”, avaliou. 

Para o coronel José Nildo de Oliveira, do 1º Comando Regional de Cuiabá, a entrega é importante porque reforça o trabalho de modernização da frota e apoia o trabalho dos policiais nas ruas, na repressão aos crimes. 

“O Governo vem investindo de forma incisiva na melhoria da nossa estrutura de trabalho, para que os policiais tenham boas condições de desempenhar a atividade fim, o que inclui armamentos, comunicação, fardas e viaturas, tudo isso vem otimizar o trabalho e melhorar o atendimento ao cidadão”, disse o coronel.

O delegado Marcos Veloso destacou que as novas viaturas reforçam o trabalho de investigação da polícia civil, garantindo melhor efetividade às atividades desempenhadas principalmente nos municípios. “Vivemos um momento realmente novo, com melhorias em diversas áreas e isso impacta diretamente na atividade finalística, que é a investigação de ilícitos penais e a elucidação dos crimes”, disse. 

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Durante evento na Praça das Bandeiras, Centro Político Administrativo de Cuiabá, foram entregues 115 veículos para a Polícia Civil e 103 para a Polícia Militar. Entre as autoridades presentes estavam o ex-governador Júlio Campos, o deputado estadual Xuxu Dal Molin, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Alessandro Borges, o ex-comandante da PM, Cel PM Jonildo José de Assis, além de secretários de Estado e servidores da Sesp.

Fonte: PM MT

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Polícia Civil leva debate sobre bullying, ciberbullying e radicalização misógina às escolas de Cuiabá

A violência contra a mulher não começa com um feminicídio. Ela nasce silenciosa, muitas vezes nos corredores das escolas, nas salas de bate-papo de jogos online, nos comentários anônimos das redes sociais e nos discursos de ódio que se infiltram como verdadeiros “coaches” da masculinidade tóxica.

Para enfrentar essa realidade, a Polícia Judiciária Civil, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária e dos projetos sociais intensificou palestras nas unidades de ensino, lança um olhar atento e preventivo sobre o fenômeno da intimidação sistemática (bullying), do ciberbullying e da radicalização online em perfis da manosfera e machosfera.

A ação, que integra a campanha de prevenção à violência virtual nas escolas da capital, leva às salas de aula um diálogo franco e desarmado com alunos do ensino fundamental e médio. O objetivo não é apenas punir, mas impedir a formação de novos agressores, desconstruindo a ideia de que “brincadeira de mau gosto” é algo natural ou inofensivo.

“Não é brincadeira”: Investigador alerta para os crimes por trás da tela

Palestrante frequente nas ações da Polícia Civil em Cuiabá, o investigador Ademar Torres de Almeida, tem se dedicado a levar às escolas uma mensagem clara: o bullying e o ciberbullying são violações graves, com consequências jurídicas e emocionais reais. Em suas apresentações, ele utiliza recursos audiovisuais e exposição dialogada para mostrar como apelidos, xingamentos repetitivos, exclusão social e humilhações digitais não se trata de “mera diversão”.

“Precisamos desmontar essa ideia de que colocar apelido ofensivo, isolar o colega ou espalhar um boato é brincadeira. Isso é violência. E quando essa violência ganha as redes ou os chats dos jogos online, ela se multiplica. A Lei nº 14.811/2024 tipificou o cyberbullying como ‘intimidação sistemática virtual’, e os adolescentes precisam saber que responderão por atos infracionais por essas condutas”, alerta o investigador.

Segundo Ademar Torres, um dos pontos mais críticos observados nos diálogos com os jovens é a adesão velada a discursos de ódio contra meninas e mulheres, propagados em comunidades como a manosfera – um ecossistema digital misógino – e seu núcleo mais radical, a machosfera. Termos como Incel, Redpill, Blackpill e MGTOW (Homens Seguindo seu Próprio Caminho) têm sido identificados por pesquisas como mecanismos de radicalização que transformam frustrações em rancor e, em casos extremos, em violência.

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“Quando um aluno começa a reproduzir frases de ódio contra as colegas, a defender que ‘mulher merece sofrer’ ou a consumir conteúdos de influenciadores que pregam a dominação masculina, isso é um sinal de alerta. Estamos falando de um processo de radicalização que começa online e pode terminar em violência real. A escola é o lugar ideal para interromper esse ciclo”, explicou o investigador.

Psicóloga reforça: parceria com a Polícia Civil transforma a escola

A atuação da Polícia Civil nas escolas não acontece de forma isolada. No Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Cuiabá, a psicóloga Renata, da equipe psicossocial da unidade, tem acompanhado de perto os resultados das palestras e rodas de conversa promovidas pelos investigadores. Para ela, a presença da Polícia Civil no ambiente escolar é fundamental para desmistificar o tema e dar segurança jurídica e emocional a alunos e educadores.

“A expressão ‘bullying’ é usada para qualificar comportamentos agressivos no ambiente escolar, praticados de forma intencional e repetitiva, deixando a vítima impossibilitada de se defender. Mas, na prática, muitas crianças e adolescentes não sabem identificar quando estão sendo vítimas ou, pior, quando estão sendo agressores. O trabalho da Polícia Civil, com uma linguagem acessível e exemplos concretos, ajuda a desnaturalizar essa violência. Eles explicam desde o bullying físico até o cyberbullying, incluindo a falsificação de fotos, a disseminação de boatos e a violação de intimidade”, detalha a psicóloga.

Renata destaca que um dos maiores ganhos dessa parceria é a prevenção baseada no diálogo e no acolhimento, e não apenas na repressão. “Quando o investigador entra na sala e fala sobre como os jogos online podem se tornar espaços tóxicos, ou como um comentário misógino em uma rede social não é ‘só uma opinião’, os alunos se sentem provocados a refletir. A escola sozinha não dá conta desse fenômeno digital. Precisamos do Estado, da segurança pública, atuando de forma coordenada. A Polícia Civil tem sido essencial nesse sentido”, afirmou.

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O que diz a lei e o papel da escola

O coordenador da Polícia Comunitária, delegado Mario Dermeval, ressalta que as ações da Polícia Civil nas escolas de Cuiabá estão amparadas em um robusto arcabouço legal. A Lei Estadual nº 9.724/2012 determina a inclusão de medidas de conscientização e combate ao bullying nos projetos pedagógicos de Mato Grosso. Já a Lei Federal nº 13.185/2015 instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, e a Lei nº 13.663/2018 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para obrigar as escolas a promoverem ações de prevenção à violência e cultura de paz.

De acordo com o material utilizado nas palestras, as formas mais comuns de bullying vão além do físico e incluem o bullying psicológico (amedrontar, perseguir), moral (difamar, caluniar), verbal (insultos, apelidos humilhantes), sexual (assediar), social (isolar, excluir), material (furtar ou destruir pertences) e o virtual ou cyberbullying (humilhações online, invasão de perfis, envio de mensagens ofensivas).

Prevenção como projeto de Estado

Segundo o gerente de Polícia Comunitária, investigador Nilton César Cardoso, as ações da Polícia Civil na capital têm por referência os projetos sociais de prevenção e o Programa Escola Segura que visa a prevenção eficaz aliada a educação transformadora, integrada no território escolar. Ao final das palestras, fica a mensagem central: os algoritmos das redes sociais e os chats dos jogos online não podem ditar o que é certo ou errado. A responsabilidade é coletiva. Como bem sintetizou o Investigador.

Serviço

Escolas públicas e privadas de Cuiabá que desejarem agendar palestras sobre bullying, ciberbullying, prevenção à violência virtual e enfrentamento à radicalização misógina podem entrar em contato com a Polícia Civil. As ações são gratuitas e voltadas a alunos do ensino fundamental e médio.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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