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ALMT realiza sessão solene em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres


Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou nesta segunda-feira (7) sessão especial em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. Mais de 200 personalidades femininas foram indicadas para receber Moção de Aplauso por contribuírem com o desenvolvimento, mas também com a defesa dos direitos e representatividade feminina em Mato Grosso. A deputada Janaina Riva (MDB) presidiu a sessão requerida em parceria com o presidente da Casa Eduardo Botelho (União). “As homenageadas de hoje são mulheres valorosas que temos enquanto referências e representantes de todas as mulheres matogrossensses”, afirmou.

Igualdade de oportunidades, garantia de direitos conquistados, mercado de trabalho, violência e participação na política foram alguns dos temas abordados pela parlamentar durante a abertura do evento. “As mulheres ainda enfrentam desigualdades nas mais diversas áreas e é preciso seguir estimulando e valorizando aquelas que batalham todos os dias para ampliar esses acessos. Elas devem ser referências para motivar jovens e meninas a ocuparem os espaços, defenderem seus direitos e ampliarem a sua voz”, destacou.

“Sou a única mulher na composição do Parlamento e poder presidir esse evento em homenagem às mulheres é uma honra, mas essa representatividade também precisa melhorar”, defendeu. A parlamentar destacou os trabalhos já realizados dentro do parlamento por meio de comissões e câmaras temáticas que discutem questões voltadas para as mulheres. “Agora estamos discutindo a criação da “Procuradoria da Mulher”, que tem como finalidade discutir, acompanhar e fiscalizar programas e políticas públicas relativas a interesses e direitos das mulheres”, adiantou.

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

A delegada Jozirlethe Magalhães Criveletto, titular da Delegacia de Defesa da Mulher de Cuiabá, é uma das homenageadas e destacou a importância do reconhecimento das conquistas para avançar nas melhorias. “Eu costumo dizer que não a delegacia é toda equipe, que não é grande número de pessoas, mas é grande no comprometimento de oferecer um atendimento diferenciado para todas as mulheres que chegam até nós”, destacou. A delegada afirmou ainda que o principal desafio de agora é diminuir o tempo para concluir as investigações e tornar mais célere a finalização do processo. “Quem denuncia crimes de violência doméstica e familiar precisa de resposta rápida e nós estamos trabalhando para diminuir cada vez mais o tempo de espera”, afirmou.

O trabalho diferenciado da advogada Bárbara Lenza Lana também foi reconhecido com a honraria. Ela é uma das precursoras no estado em oferecer uma assistência jurídica especializada na defesa de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. Aos poucos, estamos conseguindo dar visibilidade à importância de ter um olhar diferenciado para essas situações dentro dos espaços de poder, não só no judiciário. A advocacia para mulheres atua em vários contextos de fortalecimento e empoderamento, junto inclusive a outros movimentos”, afirmou.

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Por seu engajamento em ampliar a voz das mulheres dentro das comunidades indígenas e na sociedade, a índia bakairi Eliane Xunakalo foi mais uma das personalidades homenageadas. Bacharel em Direito e pós-graduada em Administração, Eliana trabalha como assessora da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt), onde mantém um espaço para discutir e propor projetos e ações de amparo e fortalecimento das indígenas.

Diversas integrantes da Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais de Cuiabá, BPW (Business Professional Women) também foram agraciadas com Moção de Aplauso pela atuação profissional atrelada ao engajamento social. “São 20 anos de história da BPW Cuiabá, que conta com a união de mulheres de negócios e profissionais que estão unidas para se ajudarem a crescer e ocupar espaços, mas também congregam forças para empoderar outras mulheres em diversas esferas, mas principalmente aquelas em situação de vulnerabilidade”, explica a presidente da BPW Cuiabá, Rubia Ranzani. 

Fonte: ALMT

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No Dia do Trabalhador, Gisela Simona destaca o cuidado como eixo da desigualdade de gênero

Na diretoria-executiva do União Mulher, em Mato Grosso, Gisela Simona traz para o centro do debate neste 1º de maio, alguns desafios enfrentados por milhares de brasileiras diariamente: a disparidade salarial e a dupla jornada. Assim, muito embora haja avanços na contratação feminina, a consolidação da equidade ainda enfrenta desafios significativos.

Coautora da Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), Gisela defende que é necessário reconhecer o trabalho não remunerado, exercido majoritariamente por mulheres. E que qualquer discussão séria sobre valorização do trabalho precisa passar por esta ação secularmente invisibilizada, mas que ancora milhões de lares no país.

E a partir dessa lente, o Dia do Trabalhador deixa de ser apenas uma data simbólica e passa a expor uma contradição: pois enquanto o país avança na ampliação da presença feminina no mercado formal, continuam intactas as estruturas que a penalizam.

Com 33 meses de atuação na Câmara Federal, somados à experiência como advogada, servidora pública e dirigente partidária em Mato Grosso, Gisela aponta que a desigualdade de gênero segue operando de forma silenciosa, mas constante, seja na diferença salarial, na dificuldade de ascensão profissional ou na sobrecarga cotidiana.

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“Não podemos naturalizar que mulheres trabalhem mais e recebam menos. Tampouco aceitar que a responsabilidade pelo cuidado continue sendo tratada como uma obrigação individual e não como uma pauta pública”.

Dados recentes reforçam esse cenário ao revelar que as mulheres continuam concentradas em áreas historicamente menos valorizadas e, mesmo quando ocupam as mesmas funções que os homens, enfrentam remuneração inferior e menor reconhecimento. A chamada dupla jornada – trabalho formal somado às tarefas domésticas – permanece, igualmente, como uma das expressões mais evidentes dessa desigualdade.

E nesse contexto, o debate se amplia mais ao inserir a maternidade, ainda hoje observada como um fator de desequilíbrio no percurso profissional feminino. Pois a necessidade de conciliar trabalho e cuidado impacta claramente na renda, na progressão de carreira e nas oportunidades, desvelando limites concretos das políticas existentes.

Desta forma, para Gisela, embora haja avanços e medidas voltadas à igualdade salarial, a ausência de fiscalização efetiva e transparência ainda impedem mudanças estruturais. “O Brasil já reconhece parte do problema, mas ainda executa pouco. E sem ações concretas, direitos seguem sendo promessa”, afirma.

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A parlamentar, que ganhou projeção nacional ao relatar o Pacote Antifeminicídio, também reforça a conexão entre autonomia econômica e segurança. Para ela, não há como dissociar a independência financeira da proteção das mulheres. “A autonomia econômica é um dos caminhos mais concretos para romper ciclos de violência. Mas isso exige que o Estado atue de forma integrada, garantindo não só acesso ao trabalho, mas condições reais de permanência e segurança”, pontua.

Desta forma, a leitura que emerge desse 1º de maio é direta: para milhões de brasileiras trabalhar não é apenas produzir renda, é sustentar vidas, equilibrar ausências do Estado e, muitas vezes, garantir a própria sobrevivência.

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