TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Novos juízes e juízas conhecem prática da rotina de unidade judiciária


Como é a rotina de trabalho de uma unidade judiciária, de que forma se acessa os sistemas do Poder Judiciário de Mato Grosso, de que maneira é feita a alimentação de Planilhas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e de que modo se dá a integração entre o gabinete do(a) magistrado, magistrada e a secretaria judicial. Estas são algumas das atividades que os 25 magistrados e magistradas estão tendo a oportunidade de vivenciar durante o segundo Módulo do Curso de Formação dos Novos Juízes de Mato Grosso (Cofi).
 
A dinâmica faz parte da atividade prática supervisionada proposta pela Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT). Os 25 novos magistrados e magistradas foram divididos em cinco grupos, que tem juízes e juízas do corpo docente da Esmagis como Orientadores. Quatro destes grupos estão participando da atividade no Fórum da Capital e um no Fórum de Várzea Grande.
 
O juiz diretor do Foro de Cuiabá, juiz Lídio Modesto da Silva Filho, recepcionou os novos colegas, que ficarão até terça-feira (08) conhecendo o gerenciamento das unidades judiciárias nas quais os magistrados orientadores atuam. O diretor do fórum da maior comarca do Estado ainda apresentou aos juízes e juízas substitutos(as), o gerenciamento da unidade administrativa (estrutura e dinâmica do fórum; dos sistemas da diretoria e fiscalização dos cartórios extrajudiciais; do Cejusc e Justiça Comunitária; da Vara da Saúde).
 
“O curso de capacitação oferecido pela Esmagis é um dos melhores do Brasil, cada juiz orientador fará a teorização e a parte prática do dia a dia de um magistrado e magistrada. Este preparo fará com que os juízes e juízas substitutos(as) ao serem encaminhados para suas respectivas comarcas cheguem totalmente preparados e quem ganha com isso é a sociedade”, comenta Lídio Modesto. “Uma das bandeiras da gestão da desembargadora Maria Helena Póvoas é o fortalecimento da Primeira Instância, o slogan adotado ‘Eficiência com equidade’ nos diz que todo cidadão mato-grossense precisa ter o serviço judicial satisfatório. A priorização da Primeira Instância fez com que o concurso público que estava em tramitação no Poder Judiciário fosse acelerado e por sorte tivemos o chamado de 25 novos magistrados e magistradas conseguindo assim preencher as vagas que estavam acumuladas no interior”, completa.
 
 
Pela dinâmica proposta pela Esmagis-MT, os magistrados e magistradas recém-empossados(as) puderam acompanhar ainda audiências de instrução e julgamento virtuais, realizadas por videoconferência e simularam decisões de casos concretos. Um dos grupos ficou sob a supervisão do juiz 6ª Vara Cível de Cuiabá, Jones Gattass Dias, que tem quase 26 anos de experiência.
 
“A Escola tem uma preocupação, de que os novos magistrados e magistradas vivenciem a rotina as secretarias judiciais e gabinetes, que eles possam compreender questões práticas das audiências de instrução julgamento, vivencias bastante válidas para quem daqui a pouco estará presidindo estas audiências”, afirma o juiz orientador.
 
Jones Gattass Dias lembra que assumiu a primeira Comarca, a de São Félix do Araguaia, em 1996, com um treinamento de cinco dias. “Foi uma preparação muito acanhada. E naquele ano tivemos eleições municipais, como a chegada das urnas eletrônicas em Cuiabá. Eu coordenei as eleições na Comarca que abrangia nove municípios, e com urnas de lona. Foi um trabalho muito difícil”, revela. “A minha turma de 20 juízes quase não teve preparação prática, de modo que fomos aprendendo o oficio já no exercício da profissão. Hoje é uma diferença muito grande”, compara.
 
O juiz substituto Rodrigo Campestrini, designado para o Juizado Especial da Fazenda Pública de Cuiabá, integra o Grupo A e é um dos magistrados supervisionados por Jones Gattass. Para ele essa formação inicial é essencial para o bom desempenha dos novos(as) juízes e juízas desde o primeiro dia de atuação. “Nosso papel é servir a sociedade, a população deste Estado que abriu as portas para mim e mais 24 colegas. A priorização do Primeiro Grau promovida pela presidente do Judiciário, seja com a nomeação de novos juízes e juízas, seja com a nossa qualificação, vai garantir a nossa agilidade. Desde o nosso primeiro dia já estaremos conhecendo os sistemas que temos que trabalhar, ambientados com o TJMT e uma boa bagagem prática para encurtar caminhos”, define.
 
O Curso de Formação é realizado na Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e alcança os 25 juízes e juízas substitutos recém-aprovados. As atividades seguem até maio com aulas teóricas e práticas. Para conhecer a íntegra do Curso Oficial de Formação Integral acesse o link AQUI.
 
Leia matérias correlatas nos links abaixo:
 
 
 
 
 
 
Alcione dos Anjos
 

Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

 
 

Leia Também:  Comitê do Judiciário realiza primeira reunião para tratar sobre pessoas em situação de rua
Propaganda

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Projeto de Barra do Garças que previne violência doméstica é selecionado para o Prêmio Innovare 2026

Arte de divulgação da 23ª edição do Prêmio Innovare, premiação que reconhece práticas inovadoras no sistema de Justiça brasileiroO projeto Homens que Cuidam, desenvolvido pela Segunda Vara Criminal da Comarca de Barra do Garças em parceria com a Prefeitura Municipal, foi selecionado para concorrer à 23ª edição do Prêmio Innovare. A iniciativa se destaca por colocar os homens no centro das ações de prevenção à violência doméstica, por meio de atividades educativas que estimulam a reflexão sobre masculinidade, saúde emocional, autocuidado e relações familiares.

Lançado no final de 2025 e executado desde março deste ano, o projeto reúne o Poder Judiciário, a Prefeitura de Barra do Garças, forças de segurança, escolas, lideranças religiosas e outros atores sociais para desenvolver ações educativas voltadas ao público masculino. As atividades incluem palestras, encontros educativos e a integração com o Grupo Reflexivo para Homens (GRH), ampliando as estratégias de prevenção. A proposta é atuar antes que a violência aconteça, levando ações de conscientização a diferentes espaços da comunidade e incentivando mudanças de comportamento desde a infância até a vida adulta.

Idealizador da iniciativa, o juiz Marcelo Sousa Melo Bento de Resende, que atua na Segunda Vara Criminal da Comarca, com competência em Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, explica que o projeto nasceu da constatação de que o machismo produz consequências não apenas para as mulheres, mas também para os próprios homens.

Juiz Marcelo Sousa Melo Bento de Resende apresenta o projeto Homens que Cuidam durante palestra em Barra do Garças.“O machismo não afeta só as mulheres. Homens têm expectativa de vida menor, bebem mais, cometem mais homicídios e são maioria na população carcerária. E, para cuidar da família, esse homem precisa, antes, cuidar de si próprio. Ele precisa perceber o risco que esse comportamento traz para a própria vida”, contextualiza.

Leia Também:  Discussão sobre equidade entre homens e mulheres na magistratura provoca reflexões em webinário

Segundo o magistrado, campanhas tradicionais costumam estimular a mudança de comportamento em benefício da mulher ou da família. Na avaliação dele, esse modelo nem sempre é suficiente para provocar transformações efetivas. Por isso, o projeto busca mostrar aos homens os benefícios pessoais de abandonar padrões machistas, como a melhoria da saúde física e emocional, dos relacionamentos familiares e da qualidade de vida.

As atividades abordam temas como masculinidade, construção social dos papéis de gênero, influência da chamada “machosfera”, radicalização em ambientes digitais, manejo da raiva, reconhecimento e regulação das emoções, saúde do homem, autocuidado, parentalidade e os impactos do consumo abusivo de álcool.

A iniciativa estreou com uma palestra em uma escola da rede municipal de ensino. Em seguida, foi realizada uma reunião de alinhamento com representantes das instituições parceiras para definir as estratégias de atuação conjunta. A partir dessa articulação, o projeto passou a ser implementado em diferentes espaços da comunidade. Uma das ações ocorreu no destacamento do Cindacta, reunindo militares da Aeronáutica em uma palestra sobre masculinidade e prevenção da violência doméstica. Outra foi realizada na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Campus Araguaia, onde cerca de 100 estudantes, entre homens e mulheres, participaram de um debate sobre igualdade de gênero, relações saudáveis e prevenção da violência. O projeto também deu início a um ciclo de três palestras voltadas aos servidores do sexo masculino da Prefeitura de Barra do Garças.

Leia Também:  Oficiais de justiça da Comarca de Cuiabá participam de curso de direção defensiva

Outra frente do projeto é a integração com GRHs, conduzidos pela Segunda Vara Criminal. Além dos participantes encaminhados judicialmente, os encontros passaram a admitir a participação voluntária de homens interessados em refletir sobre seus comportamentos e prevenir situações de violência.

“O fato de homens procurarem espontaneamente o Grupo Reflexivo mostra que estamos conseguindo ampliar o alcance da prevenção. Nossa intenção é chegar antes da violência, oferecendo um espaço de reflexão e mudança de comportamento”, avalia o juiz.

Prêmio Innovare – Criado em 2004, o prêmio reconhece e dissemina práticas que contribuem para o aprimoramento do sistema de Justiça brasileiro, independentemente de alterações legislativas. Ao longo de sua trajetória, a premiação já analisou mais de 10 mil práticas desenvolvidas em todos os estados do país, consolidando-se como uma das principais vitrines de iniciativas inovadoras da Justiça brasileira.

Autor: Alcione dos Anjos

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA