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Várzea Grande cria o primeiro CIRA municipal do Brasil para combater a sonegação e ampliar investimentos em saúde e educação

Na manhã desta terça-feira (03.03), a Prefeitura de Várzea Grande assinou o termo de cooperação técnica que institui o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA) no âmbito municipal — iniciativa inédita no país. O município é o primeiro do Brasil a implantar o modelo em nível local, com foco no combate à sonegação fiscal e aos crimes contra a administração pública.

A solenidade contou com a presença da prefeita Flávia Moretti, da promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello, que coordenará o CIRA em Várzea Grande, da promotora Ana Luiza Barbosa da Cunha, do procurador-geral do Município Mauricio Magalhães Faria Beto, da controladora-geral Elizangela Batista de Oliveira, do secretário municipal de Gestão Fazendária Marcos José da Silva e do secretário adjunto de Segurança Pública Wylton Massao Ohara, representando a Secretaria de Estado de Segurança Pública, além de outros representantes do Legislativo e de órgãos do sistema de Justiça.

Durante o evento, a prefeita Flávia Moretti destacou a importância da união entre as instituições para romper paradigmas na gestão pública e garantir mais justiça fiscal no município. Segundo ela, a recuperação de ativos é fundamental para melhorar a qualidade dos serviços oferecidos à população.

“Não é desgaste político, é poder entregar uma saúde melhor, investir em educação, construir creches, garantir medicamentos nos postos. A gente não melhora a realidade do cidadão sem recurso. E esses recursos precisam ser recuperados dentro da lei, com responsabilidade e parceria entre as instituições”, afirmou a prefeita, ressaltando que o município não consegue avançar sozinho. “Precisamos do Ministério Público, do Judiciário, da Polícia Civil, do Governo do Estado e de todos os órgãos que compõem essa força-tarefa.”

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Coordenadora do CIRA em Várzea Grande, a promotora Taiana Castrillon Dionello explicou que o comitê representa um novo olhar para a realidade municipal. “O CIRA municipal significa olhar para as peculiaridades da cidade. Não se trata apenas de cobrar dívidas, mas de reverter esses valores em benefícios diretos para o cidadão. Estamos falando de mais justiça fiscal, de recursos que podem garantir creches que não foram construídas e medicamentos que faltam nas unidades de saúde”, pontuou.

Ela destacou ainda que os Comitês estaduais já apresentam resultados expressivos e que a expectativa é repetir o sucesso agora na esfera municipal. “É o primeiro do Brasil nesse formato. Estamos entusiasmados e confiantes de que será um sucesso.”

O procurador-geral do Município, Mauricio Magalhães Faria Beto, reforçou que o CIRA nasce como um esforço conjunto entre o Ministério Público, a Polícia Civil, a Secretaria de Segurança Pública e os órgãos municipais, como Procuradoria, Controladoria e Gestão Fazendária. O objetivo é identificar e responsabilizar devedores contumazes e sonegadores que atuam de forma ilícita, prejudicando a arrecadação municipal.

“Trata-se de garantir respeito às regras e competitividade justa no ambiente empresarial. Não é correto que aquele que sonega utilize isso como diferencial competitivo em detrimento de quem paga seus impostos em dia. O CIRA busca recuperar ativos e fortalecer a confiança dos empresários e da população”, afirmou.

O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos é um mecanismo de atuação integrada entre instituições de controle, investigação e fiscalização para combater crimes tributários e contra a administração pública, além de promover a recuperação de valores desviados ou sonegados. Com a implantação em Várzea Grande, o município passa a contar com uma estrutura permanente de cooperação técnica voltada à justiça fiscal e à proteção dos cofres públicos.

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A expectativa é que a iniciativa fortaleça a arrecadação, amplie a capacidade de investimento da Prefeitura e contribua diretamente para melhorias nas áreas de saúde, educação e infraestrutura, consolidando Várzea Grande como referência nacional na recuperação de ativos em nível municipal.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Cinema imersivo leva história de Várzea Grande a alunos da rede municipal

Os alunos da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Honorato Pedroso de Barros participaram, nesta quinta-feira (13), de uma sessão especial de cinema imersivo que teve como tema central o desenvolvimento e a história de Várzea Grande. A iniciativa faz parte do projeto “Planetário e Cinema Imersivo na Escola”, que utiliza projeções em 360 graus, som tridimensional e efeitos sensoriais para colocar o espectador no centro dos acontecimentos.

De acordo com a coordenadora de Programas e Projetos da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel), Leyze Grecco, o projeto será desenvolvido no município até o dia 25 de setembro e contemplará quatro escolas da rede pública, beneficiando cerca de 2 mil estudantes.

“Essa atividade diferenciada proporciona a muitos estudantes o acesso à cultura e à tecnologia, uma vez que muitos ainda não tiveram a experiência de assistir a um filme de cinema, muito menos com essa tecnologia. Esse projeto vai transformar o olhar que as crianças têm sobre o universo em que vivem, desenvolvendo o sentimento de pertencimento, além de estimular a autonomia, o interesse científico e o reconhecimento de seu papel como cidadãos”, destacou.

Segundo o organizador da iniciativa, Umberto Magalhães, o formato itinerante busca aproximar a ciência e a tecnologia da rotina dos estudantes de maneira interativa.

“O projeto foi criado para integrar essa experiência ao contexto pedagógico e ampliar o acesso dos estudantes à ciência, à cultura e à tecnologia. Quando o aluno deixa de apenas ouvir uma explicação e passa a vivenciar o conteúdo em 360 graus, o aprendizado se torna mais significativo”, explicou.

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Ele ressalta ainda que a proposta contribui para descentralizar o acesso a equipamentos culturais e científicos na região.

“Nem todos os estudantes têm a oportunidade de visitar um planetário, um museu ou um centro de divulgação científica. Com o projeto, é o planetário que vai até a escola e oferece gratuitamente uma experiência educativa de alto impacto”, completou.

A aluna do 3º ano, Ariely Stefanie Santos, participou da sessão de cinema imersivo e destacou como uma das partes mais interessantes do documentário o momento em que foram retratadas as igrejas de Várzea Grande.

“Não conhecia a história das igrejas e fiquei surpresa ao ver como elas eram no passado”, contou.

Já o aluno Lorenzo Pereira, também do 3º ano, disse que gostou especialmente do período que marcou o início da fundação de Várzea Grande e a relação com a Guerra do Paraguai.

Após a sessão, os alunos participaram de uma roda de conversa para compartilhar as experiências proporcionadas pelo cinema imersivo e comentar os fatos que mais chamaram a atenção durante a apresentação do documentário.

O cinema

A estrutura do cinema é composta por um domo inflável com projeção imersiva e equipamentos de som surround, transformando o espaço escolar em uma sala de cinema digital.

O projeto é realizado pelo Infinitte Planetário e Imersão, por meio do Sistema Nacional de Cultura e da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), via Edital “Chão de Arte”, com apoio da Prefeitura de Várzea Grande e do Ministério da Cultura.

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Criado em Várzea Grande em 2013, o Infinitte Planetário iniciou suas atividades públicas em 2014. Desde então, o projeto já alcançou mais de 150 mil pessoas em Mato Grosso, passando por escolas, centros comunitários e eventos culturais.

Agenda de apresentações

18 de agosto (terça-feira) – EMEB Aristides Pompeo de Campos
Endereço: Rua E, Quadra 22, s/n – Bairro Cidade de Deus.

18 de setembro (sexta-feira) – EMEB Júlio Corrêa
Endereço: Rua Afrânio Amaral, s/n – Bairro Residencial São Mateus.

25 de setembro (sexta-feira) – EMEB Professor Alino Ferreira de Magalhães
Endereço: Avenida Verdão, 1067 – Bairro Jardim Maringá.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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