VÁRZEA GRANDE MT

Mutirão de limpeza e melhorias chega a mais de 30 localidades nesta quarta-feira (20)

Serviços incluem roçagem, capinação, pintura de meio-fio, sinalização viária e iluminação pública em todas as regiões da cidade

A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana (SMSPMU), intensifica nesta quarta-feira (20), as ações do programa “VG em Ação”, levando uma série de intervenções de limpeza, manutenção e melhorias estruturais a diferentes regiões do município.

As equipes executam serviços de roçagem, capinação, retirada de bolsões de lixo, poda de árvores, pintura de meio-fio, manutenção e instalação de sinalização viária, ajustes em semáforos, implantação de quebra-molas, substituição de lâmpadas e instalação de braços de luz.

O trabalho é realizado por servidores da Secretaria e conta com o reforço da empresa terceirizada, responsável por parte das intervenções em pontos estratégicos da cidade.

Serviços de limpeza e zeladoria

(roçagem, capinação, retirada de bolsões de lixo e pintura de meio-fio)

• Bairro 7 de Maio

• Bairro 23 de Setembro

• Bairro 24 de Dezembro

• Bairro Capão Grande

• Bairro Chapéu do Sol / Grande Petrópolis / Parque das Américas

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• Bairro Hélio Ponce de Arruda

• Bairro Jardim América “Zero Km”

• Bairro Jardim Esmeralda / Bairro Mapim / Bairro Imperial / Bairro Terra Nova

• Bairro Jardim Guanabara

• Bairro Novo Mundo

• Praça do Bairro Vila Sadia e Parque do Lago

• Rotatórias Ulisses Pompeu de Campos e Rotatória do Zero Km

• 25º Batalhão da Polícia Militar do Cristo Rei e Parque do Lago

Sinalização, semáforos, quebra-molas e apoio ao transporte

(instalação, manutenção e retirada de bolsões de lixo com apoio do setor de transporte)

• Avenida João Bulhões / Passagem da Conceição (roçagem)

• Avenida Murilo Domingos e Bairro Parque do Lago

• Bairro Dom Orlando Chaves / Manga / Hélio Ponce de Arruda

• Bairro Hélio Ponce de Arruda

• Bairro Jardim América “Zero Km” / Bairro Jardim Guanabara

• Bairro Jardim América “Zero Km” / Bairro 23 de Setembro

• Bairro Jardim Guanabara / Bairro Jardim América “Zero Km”

• Bairro Jardim Costa Verde II (2ª etapa)

• Bairro Parque das Américas

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• Praça do Bairro Vila Sadia / Rotatória Alameda com Carrapicho

Atendimento com iluminação

• Bairro Imperial

• Bairro Jardim Esmeralda

• Bairro Mapim

• Bairro Terra Nova

De acordo com a SMSPMU, a ação integra o planejamento diário do Município, que prioriza a conservação da limpeza urbana, a preservação de espaços públicos e a melhoria da infraestrutura.

O objetivo é garantir mais segurança, bem-estar e qualidade de vida para a população várzea-grandense.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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VÁRZEA GRANDE MT

Prefeita decreta calamidade financeira em Várzea Grande e no DAE após bloqueio de R$ 19 milhões e avanço da dívida bilionária de precatórios

Município, que arrecada cerca de R$ 2 bilhões por ano, acumula aproximadamente R$ 1 bilhão em precatórios e passou a desembolsar cerca de R$ 6 milhões por mês para quitar a dívida judicial. Além disso, sofreu o bloqueio de recursos do ICMS e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A medida determina cortes de gastos e prioridade à manutenção dos serviços essenciais.

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, decretou situação de calamidade financeira e fiscal em toda a administração municipal e também no Departamento de Água e Esgoto (DAE). Os dois decretos foram publicados em edição extra do Diário Oficial dos Municípios nesta quinta-feira (16) e estabelecem uma série de medidas de contenção de despesas para evitar o agravamento da crise fiscal.

A decisão foi motivada pelo bloqueio judicial de R$ 19 milhões nas contas do município, atingindo recursos do ICMS e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), além do elevado comprometimento das finanças com o pagamento de precatórios. Embora tenha arrecadação anual em torno de R$ 2 bilhões, Várzea Grande acumula uma dívida de aproximadamente R$ 1 bilhão em precatórios, situação que tem comprometido a gestão financeira. Atualmente, o município desembolsa cerca de R$ 6 milhões por mês para cumprir o cronograma de pagamentos judiciais, valor muito superior aos cerca de R$ 500 mil mensais pagos pela gestão anterior.

Antes da publicação dos decretos, na quarta-feira (15), a prefeita reuniu secretários municipais e vereadores para apresentar o cenário financeiro da administração e explicar as medidas adotadas.

Segundo Flávia Moretti, a gestão conseguiu recursos por meio de emendas parlamentares para áreas como Saúde, Assistência Social e Infraestrutura, mas a falta de aprovação de um projeto de remanejamento orçamentário pela Câmara Municipal impediu a utilização desses valores.

“Desde 2025 busquei emendas para custear principalmente a Saúde, a Assistência Social e a Infraestrutura. Quando precisei de um remanejamento orçamentário, o dinheiro ficou parado na Câmara Municipal por ‘brio’ do presidente daquela Casa. Por isso, tive que utilizar recursos próprios para pagar despesas que poderiam ser custeadas com as emendas”, afirmou.

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A prefeita informou ainda que o bloqueio judicial ocorreu após o não pagamento de três parcelas de precatórios, de aproximadamente R$ 6,5 milhões cada, referentes a débitos acumulados nos exercícios de 2023 e 2024.

Ela também afirmou que o município enfrenta outros passivos herdados de gestões anteriores, como uma dívida de R$ 19,4 milhões em créditos tributários e outra de R$ 36 milhões, que impedem a emissão de certidões fiscais. Segundo a gestora, sem a aprovação de um projeto pela Câmara Municipal autorizando o parcelamento desses débitos, Várzea Grande continuará impossibilitada de acessar recursos provenientes de emendas parlamentares.

Durante a reunião, Flávia Moretti pediu o empenho dos secretários na redução de despesas e afirmou que a prioridade será manter os serviços essenciais.

“Agora é hora de apertar os cintos. Precisamos reduzir despesas, cortar tudo o que não for essencial e concentrar esforços para garantir os serviços básicos à população.”

Os decretos determinam a suspensão da criação de novas despesas, da realização de eventos e festividades, da aquisição de bens permanentes sem caráter urgente e da celebração de novos contratos, salvo em situações indispensáveis. Todas as secretarias terão cinco dias úteis para apresentar um plano de redução de gastos administrativos.

Saúde, Educação, Assistência Social, folha de pagamento, limpeza urbana e abastecimento de água passam a ter prioridade absoluta na destinação dos recursos públicos.

DAE em situação crítica

Em outro decreto, a prefeita também declarou estado de calamidade financeira no Departamento de Água e Esgoto (DAE/VG), apontando que a autarquia enfrenta um grave desequilíbrio econômico que ameaça a continuidade do abastecimento de água no município.

O documento cita decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), que apontou irregularidades nas contas da autarquia, déficit orçamentário de R$ 28,7 milhões, dívida de R$ 172,2 milhões com a concessionária de energia elétrica, créditos não inscritos em dívida ativa que somam R$ 158,8 milhões e um passivo em precatórios superior a R$ 314 milhões.

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O DAE terá prazo de 60 dias para apresentar um Plano de Recuperação Econômico-Financeira contendo diagnóstico da situação, metas para aumento da arrecadação, cronograma de investimentos e medidas para restabelecer a sustentabilidade da autarquia.

Procuradoria explica alcance do decreto

O procurador-geral do Município, Maurício Magalhães, explicou que o decreto tem caráter administrativo e busca criar condições para reorganizar as contas públicas sem interromper a prestação dos serviços essenciais.

“O decreto estabelece um regime extraordinário de gestão fiscal para enfrentar uma situação financeira extremamente delicada. O objetivo é preservar os serviços essenciais, reorganizar as finanças do município e implementar medidas de recuperação fiscal, sempre dentro da legislação e dos princípios da responsabilidade fiscal.”

Segundo ele, a decretação da calamidade financeira não produz, automaticamente, os efeitos previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

“O reconhecimento administrativo permite a adoção imediata de medidas de contenção e reorganização das despesas. Já os efeitos específicos previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal dependem do reconhecimento pelos órgãos competentes, conforme estabelece o próprio decreto.”

A situação de calamidade financeira terá validade inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada caso os indicadores fiscais e financeiros não apresentem melhora no período.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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