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Terceira Câmara de Direito Público e Coletivo é instalada e conta com dois novos desembargadores

Foi instalada, nesta quarta-feira (28 de fevereiro) a Terceira Câmara Cível de Direito Público e Coletivo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), presidida pela desembargadora Maria Aparecida Ribeiro e composta ainda pelos desembargadores Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo e Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro. As sessões ocorrerão semanalmente, às quartas-feiras, a partir das 8h30, no Plenário 1.
 
“Que possamos realmente atender às expectativas dos jurisdicionados, principalmente por se tratar de uma Câmara que recebe um número muito alto de processos mensalmente. A Primeira Câmara, de onde sou originária, e a Segunda Câmara têm um acervo muito alto. E para que melhorasse a prestação jurisdicional, foi criada a Câmara Temporária. Durante o período em que ela foi instalada, já julgou 51.420 processos, entre colegiados e julgamentos monocráticos. Com isso dá para saber a importância da instalação dessa Terceira Câmara de Direito Público e Coletivo”, declarou a presidente da Câmara ao abrir os trabalhos.
 
Segundo a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, a ampliação do número de câmaras recursais, no âmbito do Direito Público e Coletivo, dará mais agilidade ao andamento dos processos de segundo grau. Ela destacou ainda a relevância dessa área do Direito para a sociedade. “O Direito Público é contagiante porque a gente trabalha em prol do cidadão. É a sociedade que é a nossa maior autora, então, temos que olhar com os olhos de quem realmente sente o problema”, afirmou.
A desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo classificou como indescritível a alegria em trabalhar ao lado da desembargadora Maria Aparecida Ribeiro. “É uma honra! Estou muito feliz. Conheço muito bem o seu trabalho e sei que a senhora tem muito ainda que nos ensinar e ajudar. Estou em momento de júbilo na minha vida”.
 
O desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro agradeceu pela oportunidade de trabalhar com a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro e ressaltou o compromisso em prestar serviços de excelência à população que busca solucionar suas demandas na Justiça estadual. “Espero que possamos fazer um trabalho de êxito e primor para o cidadão. Esse sim é a quem temos que render todas as homenagens. Que o cidadão, com a nova Câmara, se sinta mais acolhido, perceba mais celeridade, mais eficiência na prestação jurisdicional vinda das Câmaras de Direito Público”, disse.
 
Vandymara Zanolo e Luiz Octávio Ribeiro tomaram posse como desembargadores do TJMT no último dia 21 de fevereiro, após ascenderem, respectivamente, pelos critérios de antiguidade e merecimento. A desembargadora Maria Aparecida Ribeiro comemorou o ingresso dos magistrados na Câmara presidida por ela. “Eu fiquei feliz deles terem escolhido essa Câmara, principalmente porque já os conheço, sei da capacidade de trabalho e da capacidade intelectual deles, sei da responsabilidade, da vocação. Então eu fiquei muito feliz com a composição dessa Câmara”.
 
O promotor de Justiça Wesley Sanchez Lacerda representou o Ministério Público Estadual na sessão de instalação da Terceira Câmara de Direito Público e Coletivo. Ele pontuou o crescimento do TJMT nos últimos anos. “Vejo com muita satisfação esse acréscimo funcional na ascensão dos novos desembargadores, principalmente com a instalação dessa Terceira Câmara de Direito Público. Espero que o Ministério Público caminhe nessa progressão geométrica que o Tribunal de Justiça tem caminhado”.
 
5ª Câmara de Direito Privado – A turma julgadora foi inaugurada na manhã de terça-feira (27 de fevereiro), por meio de sessão on-line (https://www.youtube.com/watch?v=EYxHZHt3Ozc), presidida pelo desembargador Márcio Vidal e composta ainda pelos desembargadores Jozé Zuquim Nogueira e Sebastião de Arruda Almeida. O momento foi considerado de júbilo por Vidal. “Isto aqui é histórico! É momento de instalação desta Câmara, de uma vontade de trabalhar e, principalmente, de estudar. O Código Civil está em curso a sua alteração, vai trazer algumas regras novas, estruturantes, que vão demandar que nós, juntamente com nossa equipe de assessores, tenhamos que nos debruçar no estudo, na vontade de estudar e de atualizar porque tudo está em transformação”, declarou.
 
A 5ª Câmara de Direito Privado ocorrerá semanalmente, às terças-feiras, a partir das 8h30, no Plenário 3 do Tribunal de Justiça.
 
Ampliação do TJMT – Com a ampliação de 30 para 39 vagas de desembargadores, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso ampliou o número de Câmaras Recursais, visando atender com maior agilidade as demandas judiciais no segundo grau. As instalações da 3ª Câmara de Direito Público e Coletivo, da 4ª Câmara Criminal e da 5ª Câmara de Direito Privado foram oficializadas na quarta-feira (21 de fevereiro), com a publicação no Diário de Justiça Eletrônico (DJE). A primeira sessão de julgamento da 4ª Câmara Criminal ainda não foi agendada.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Da esquerda para a direita: Desembargadoras Vandymara Zanolo e Maria Aparecida Ribeiro e o desembargador Luiz Octávio Ribeiro posam para a foto, no Plenário 1 do TJMT. Eles estão em pé e vestidos com suas togas, uma vestimenta preta utilizada por membros do Judiciário. Segunda imagem: Foto em plano aberto que mostra o Plenário 1 do TJMT, com a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro sentada na cadeira do centro, direcionada a quem preside a Câmara. Ao lado dela estão o promotor de justiça Wesley Sanchez e a diretora da Câmara. Nas laterais, estão os desembargadores Vandymara Zanolo e Luiz Octávio Ribeiro.
 
Celly Silva/ Fotos: Elcio Evangelista
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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