TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Sistema de Apresentação Remota por Reconhecimento Facial é implementado com sucesso em Sinop

A Comarca de Sinop celebrou nesta quarta-feira (2) a entrega oficial do Sistema de Apresentação Remota por Reconhecimento Facial (Saref). Em uma cerimônia simples no auditório do Fórum da Comarca, o corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva, declarou o Saref instalado na 3ª Vara Criminal Especializada em Execução Penal, jurisdicionada pelo magistrado Walter Tomaz da Costa. A solenidade contou com a presença de magistrados, servidores locais e da CGJ.
 
“O Saref proporciona maior comodidade aos reeducandos, evitando que eles percam tempo e recursos com deslocamentos desnecessários. Além disso, o sistema garante que o cumprimento das medidas seja feito de forma eficiente e segura”, afirmou o desembargador. Ele ainda ressaltou que a ampliação da ferramenta faz parte do compromisso da Corregedoria em modernizar e facilitar o acesso à Justiça em todo o estado.
 
“É uma ferramenta que reflete o compromisso do Judiciário com a modernização e com a dignidade dos apenados. Além disso, contribui para desafogar o sistema e melhorar a gestão de tempo dos servidores”, ressaltou.
 
Com a implementação do Saref, a Comarca de Sinop se junta a Rondonópolis, Poconé, Sorriso, Tangará da Serra e Pontes e Lacerda, que já utilizam o sistema com sucesso. O juiz auxiliar da Corregedoria, Emerson Cajango, que também esteve presente na cerimônia, enfatizou a importância da expansão contínua dessa ferramenta em Mato Grosso. “O Saref é parte fundamental do Programa Justiça 4.0, que tem como objetivo integrar tecnologia e inovação na prestação jurisdicional. O sucesso em todas as comarcas que instalaram o sistema nos mostra que estamos no caminho certo”, avaliou.
 
A juíza auxiliar da CGJ, Christiane da Costa Marques Neves, também prestigiou a solenidade.
 
Em Sinop, o sistema poderá ser usado por 4.194 reeducandos(as) e investigados(as) que cumprem medida cautelar de apresentação à Vara de Execução Penal. Desse total, 285 são mulheres e 3.909 homens.
 
Desde segunda-feira (30), a unidade está cadastrando os apenados que têm interesse em usar a inovação, registrando uma média de 30 cadastros por dia. Entre os beneficiados está o reeducando João da Silva*, de 31 anos. Ele foi condenado a uma pena de oito anos de reclusão, após quatro anos progrediu para o regime aberto e precisaria comparecer uma vez por mês ao fórum até 2028. Com o Saref, poderá fazer esse comparecimento em juízo de qualquer local em Sinop, bastando utilizar um smartphone com acesso à internet. “Minha maior dificuldade é o deslocamento. Estou trabalhando na Secretaria de Serviços Urbanos e precisava me afastar para vir ao fórum cumprir essa medida”, relatou. “Achei o sistema bem simples e fácil”, elogiou.
 
O juiz da 3ª Vara Criminal, Walter Tomaz da Costa, reforçou o impacto positivo do sistema no trabalho da equipe judicial. “O Saref veio para facilitar não só a vida dos reeducandos, que muitas vezes enfrentam dificuldades para comparecer em juízo, mas também para otimizar o trabalho dos servidores. Agora, as apresentações são registradas automaticamente, liberando a equipe para outras demandas”, destacou o magistrado.
 
O juiz diretor do Fórum, Cleber Zeferino de Paula, observou que o sistema traz mudanças na rotina do fórum. “Percebemos o quanto essa solução simplifica o processo para os apenados. Muitos, que antes tinham que faltar ao trabalho ou enfrentar dificuldades de transporte, agora podem fazer suas apresentações de onde estiverem”, afirmou. “Essa inovação representa um grande avanço para nossa comarca. Estamos felizes em ver que o Judiciário tem investido em tecnologias que trazem mais eficiência e humanidade ao cumprimento de pena”, declarou.
 
O Saref permite que as apresentações dos reeducandos sejam monitoradas, utilizando reconhecimento facial e geolocalização por meio de celulares. A adesão é voluntária.
 
*Nome fictício para preservar a identidade do personagem
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem: Foto 1 – corregedor declara Saref instalado em Sinop. Foto 2 – Apenado realiza a apresentação usando o sistema Saref. Foto 3 – corregedor e magistrados posam para foto com dois apenados que aderiram ao Saref.
 
Alcione dos Anjos
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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42º Gemam reforça atualização da magistratura diante de desafios sociais complexos

Homem com cabelos grisalhos e barba, fala direcionando o olhar para baixo e para a esquerda. Ele usa paletó azul e camisa social cinza. Um microfone da A evolução constante da sociedade e o surgimento de novos desafios exigem do Poder Judiciário uma resposta igualmente dinâmica e qualificada. Com esse enfoque, o desembargador Márcio Vidal, diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), abriu o 42º Encontro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) ao destacar que a busca por conhecimento é contínua e essencial para enfrentar problemas sociais que acompanham o avanço do tempo.

A afirmação de Vidal sintetiza o espírito do encontro realizado na última sexta-feira (19 de junho), no Tribunal do Júri de Rondonópolis, que reuniu magistrados(as) em uma programação técnica voltada à discussão de temas atuais e sensíveis à prestação jurisdicional.

Na abertura do encontro, o desembargador ressaltou que o Judiciário precisa acompanhar as transformações sociais, que evoluem junto com o avanço tecnológico, mas também trazem novos problemas.

Ao comentar a temática da palestra inicial, intitulada “Juventude em risco: O desafio das drogas no portão da escola e a proteção da vida por meio da internação compulsória para todos”, Vidal chamou atenção para a complexidade da questão das drogas entre jovens, classificando-a como um tema bastante sensível para toda a sociedade. Segundo o desembargador, o papel do Judiciário é justamente se manter atento e buscar constantemente novos modelos de atuação.

Homem de cabelos escuros e curtos, vestindo paletó azul e camisa branca, concede entrevista olhando para o lado esquerdo. Um microfone preto aparece em primeiro plano e o fundo está desfocado.Representando a Corregedoria-Geral da Justiça, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira reforçou o apoio institucional ao evento e destacou o impacto da atualização contínua na qualidade das decisões. “É muito importante que o juiz se qualifique vendo coisas novas”, afirmou, ao comentar a relevância da palestra com o psiquiatra convidado, Diego de Souza Vacari.

Ferreira acrescentou que o contato com dados atuais permite compreender melhor a realidade social, citando como exemplo a evolução do potencial das drogas ao longo das décadas. “São fatos que a gente vê no dia a dia e que mostram que precisamos estar sempre reaprendendo”, completou.

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Construção coletiva fortalece a magistratura

Mulher de cabelos longos e escuros fala ao microfone. Ela veste blazer off-white e brincos de argola. Ao fundo, um painel verde exibe a imagem da estátua da Justiça com a balança.A proposta do Gemam como espaço de construção coletiva foi enfatizada pela coordenadora do grupo, juíza Alethea Assunção Santos. Segundo ela, o diferencial está na produção acadêmica conduzida pelos próprios magistrados(as). “A construção é feita pelos próprios juízes e, a partir das discussões, são elaborados enunciados orientativos para a prestação jurisdicional. Isso é muito importante porque enriquece o nosso trabalho, enriquece a prestação jurisdicional e serve como capacitação profissional e também pessoal para os magistrados de Mato Grosso”, explicou.

Ela destacou ainda que os temas debatidos refletem diretamente os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “São dificuldades que encontramos no dia a dia da prestação jurisdicional e, a partir desses debates, conseguimos levar mais segurança para as decisões”, pontuou, ressaltando que o resultado é um serviço mais qualificado à população.

Mulher de cabelos escuros e batom vermelho sorri ao conceder entrevista. Ela veste blusa verde-escura sem mangas. Um microfone da A realização do encontro em Rondonópolis foi celebrada pela juíza diretora do Foro, Aline Bissoni, que destacou a importância institucional do evento. “É uma honra receber o Gemam, um grupo que realmente traz temas muito relevantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou. Para ela, a abordagem interdisciplinar amplia a visão dos magistrados sobre questões complexas.

Atuando na área criminal, a magistrada destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. “Ouvir o psiquiatra falar de forma técnica sobre os malefícios das drogas e como elas se tornaram mais nocivas faz toda a diferença para que possamos julgar melhor”, disse.

Homem de óculos fala ao microfone, gesticulando com a mão esquerda. Ele veste terno escuro, camisa clara e gravata amarela listrada. Ao fundo, uma parede verde e um banner com a deusa da justiça.No campo interdisciplinar, o psiquiatra Diego Vacari, responsável pela palestra de abertura, enfatizou a importância do diálogo entre diferentes áreas. Ele destacou como positiva a aproximação da magistratura com o tema. “A magistratura está cada vez mais interessada nessa situação, e isso é fundamental para desmitificar e aproximar saúde mental e justiça”, afirmou.

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Vacari alertou ainda para o aumento do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, fenômeno que, segundo ele, ocorre em escala global. “Os jovens estão usando drogas cada vez mais cedo, muitas vezes dentro da escola ou nas proximidades”, disse. Para o especialista, o enfrentamento do problema depende de atuação conjunta. “Se não houver união entre saúde, justiça, segurança pública e educação, não vamos conseguir diminuir esses índices”.

Mulher de cabelos longos e ondulados fala ao microfone, com a mão direita fechada. Veste camisa estampada verde e branca e saia escura. Ao fundo, parede verde e pontas de mastros de bandeiras.Outro destaque foi o painel sobre litigância abusiva, no qual a juíza Cristiane Padim da Silva apresentou proposta para aprimorar o monitoramento de demandas predatórias. “A ideia é registrar a Recomendação 159 do CNJ nas decisões em que houver abuso do direito de ação, para que possamos traçar estratégias mais eficientes”, explicou. Segundo ela, a medida busca garantir que o sistema de justiça seja mais acessível a quem realmente precisa. A magistrada também ressaltou a importância do encontro como espaço de troca. “A gente sai daqui cheio de ideias, de motivação, com mais preparo para a atuação diária”, afirmou.

Além das discussões sobre saúde mental, drogas e litigância abusiva, o 42º Gemam contou ainda com painéis voltados a outros temas relevantes para a atuação jurisdicional. Foram abordados o controle judicial do orçamento público e a aplicação de emendas parlamentares frente à discricionariedade e abuso de poder, o tratamento ambulatorial e as medidas de segurança aplicáveis a réus com doença mental, bem como o conceito e as implicações da chamada “purga da mancha probatória”.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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