TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Setembro Amarelo: Distribuição de mudas de ipê marca ação de conscientização no TJ

Na terça-feira (05 de setembro), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso realizou a entrega de 150 mudas de ipê amarelo, como símbolo do compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso com o mês de combate e prevenção ao suicídio, marcado pela Campanha Setembro Amarelo. A ação é uma iniciativa da Coordenadoria de Gestão de Pessoas, por meio do Departamento de Saúde, em parceria com o Projeto Verde Novo, do Juizado Volante Ambiental de Cuiabá (Juvam), que também aderiu à campanha de conscientização sobre o suicídio. As mudas foram distribuídas para o público interno, na sede do TJMT.
 
Com a iniciativa, os servidores do Judiciário tiveram a oportunidade de refletir e participar efetivamente de uma das maiores campanhas mundiais de conscientização e prevenção ao suicídio. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 800 mil mortes por suicídio ocorrem anualmente no mundo, o que equivale a uma morte a cada 40 segundos. No Brasil, os registros se aproximam de 14 mil casos por ano, ou seja, em média 38 pessoas cometem suicídio por dia.
 
O cuidado com a saúde emocional e o bem-estar do público interno do Judiciário é um dos pilares da gestão da presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Clarice Claudino da Silva, que durante todo o ano, estimula a realização de campanhas internas e atividades relacionadas ao acolhimento de magistrados(as) e servidores(as).
 
A sensibilidade do Poder Judiciário em promover ações de engajamento entre os servidores, inspirando reflexões sociais como o combate ao suicídio, foi reconhecida pela engenheira florestal do Projeto Verde Novo, Rosiani Carnaíba, como fundamentais para uma nova sociedade.
 
“O trabalho de conscientização sobre temas de grande comoção social, como o suicídio, faz parte do escopo de atuação do Verde Novo, e que alcança dimensões ainda maiores quando o Tribunal de Justiça decide chamar o projeto para dentro da campanha, com a distribuição de mudas de ipê. Trazer o ipê amarelo como símbolo dessa causa que comove a tantas pessoas, apenas demonstra o olhar cuidadoso e humanizado que a desembargadora Clarice Claudino tem e que faz questão de estender a cada um dos servidores, fazendo com que todos se sintam parte de um grande todo”.
 
O perfil humanizado do Judiciário mato-grossense foi apontado pela técnica judiciária da Secretaria da Vice-Presidência do Tribunal de Justiça, Maridelma Leite Gonçalves como reflexo da gestão acolhedora promovida pela desembargadora Clarice Claudino.
 
“A campanha é uma ação extremamente válida, primeiro porque temos a oportunidade de através do Verde Novo, sermos presenteados com a entrega de mudas, como a do ipê, e em segundo, que o Setembro Amarelo traz a reflexão sobre muitas situações que estão acontecendo. Temos jovens e adultos diariamente influenciados para o suicídio, e com o simbolismo do ipê e a sensibilidade trazida pela beleza da natureza, conseguimos tocar e elevar o espírito das pessoas, evitando o cometimento de atos extremos, como o de tirar a própria vida. O tribunal está de parabéns por inspirar pessoas”.
 
“Sendo a natureza uma criação de Deus, cabe a nós preservar e agir com o máximo de empenho para retribuir aquilo que recebemos de forma gratuita. E hoje aqui, estamos falando sobre a importância de cuidarmos do nosso colega de trabalho e de estarmos atentos. Nos dias de hoje, vermos tantos jovens cometendo suicídio, nos deixa extremamente mexidos. A conscientização das pessoas sobre o valor da vida é muito importante para evitarmos tantas perdas precoces”, falou o servidor Domingos Cirilo da Silva, lotado no setor de Transporte do Tribunal de Justiça.
 
Dia D – Vestidos com uma peça de roupa amarela, os servidores também participam na terça e quarta-feira (05 e 06 de setembro), da campanha interna que visualmente reafirma a preocupação e a união de todos sobre o tema.
 
Palestras – A programação para o mês também envolve a realização de palestras para o público interno. No dia 12 de setembro (terça-feira), às 16h, a presidente Clarice Claudino fará a abertura de um encontro, com a presença dos servidores, no Auditório Desembargador Gervásio Leite, com transmissão ao vivo para as comarcas do interior. Na sequência, os servidores poderão assistir à peça teatral “Viver a Vida com Alegria”. Após a apresentação, o médico da Família, com pós-graduação em psiquiatria, Werley Peres e a psicóloga Ireniza Canavarros de Arruda irão realizar uma roda de conversa sobre o tema.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Engenheira florestal do Projeto Verde Novo, Rosiani Carnaíba. Segunda imagem: Técnica judiciária da Secretaria da Vice-Presidência do Tribunal de Justiça, Maridelma Leite Gonçalves. Terceira imagem: Servidor Domingos Cirilo da Silva, lotado no Setor de Transporte do Tribunal de Justiça.
 
Naiara Martins / Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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42º Gemam reforça atualização da magistratura diante de desafios sociais complexos

Homem com cabelos grisalhos e barba, fala direcionando o olhar para baixo e para a esquerda. Ele usa paletó azul e camisa social cinza. Um microfone da A evolução constante da sociedade e o surgimento de novos desafios exigem do Poder Judiciário uma resposta igualmente dinâmica e qualificada. Com esse enfoque, o desembargador Márcio Vidal, diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), abriu o 42º Encontro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) ao destacar que a busca por conhecimento é contínua e essencial para enfrentar problemas sociais que acompanham o avanço do tempo.

A afirmação de Vidal sintetiza o espírito do encontro realizado na última sexta-feira (19 de junho), no Tribunal do Júri de Rondonópolis, que reuniu magistrados(as) em uma programação técnica voltada à discussão de temas atuais e sensíveis à prestação jurisdicional.

Na abertura do encontro, o desembargador ressaltou que o Judiciário precisa acompanhar as transformações sociais, que evoluem junto com o avanço tecnológico, mas também trazem novos problemas.

Ao comentar a temática da palestra inicial, intitulada “Juventude em risco: O desafio das drogas no portão da escola e a proteção da vida por meio da internação compulsória para todos”, Vidal chamou atenção para a complexidade da questão das drogas entre jovens, classificando-a como um tema bastante sensível para toda a sociedade. Segundo o desembargador, o papel do Judiciário é justamente se manter atento e buscar constantemente novos modelos de atuação.

Homem de cabelos escuros e curtos, vestindo paletó azul e camisa branca, concede entrevista olhando para o lado esquerdo. Um microfone preto aparece em primeiro plano e o fundo está desfocado.Representando a Corregedoria-Geral da Justiça, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira reforçou o apoio institucional ao evento e destacou o impacto da atualização contínua na qualidade das decisões. “É muito importante que o juiz se qualifique vendo coisas novas”, afirmou, ao comentar a relevância da palestra com o psiquiatra convidado, Diego de Souza Vacari.

Ferreira acrescentou que o contato com dados atuais permite compreender melhor a realidade social, citando como exemplo a evolução do potencial das drogas ao longo das décadas. “São fatos que a gente vê no dia a dia e que mostram que precisamos estar sempre reaprendendo”, completou.

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Construção coletiva fortalece a magistratura

Mulher de cabelos longos e escuros fala ao microfone. Ela veste blazer off-white e brincos de argola. Ao fundo, um painel verde exibe a imagem da estátua da Justiça com a balança.A proposta do Gemam como espaço de construção coletiva foi enfatizada pela coordenadora do grupo, juíza Alethea Assunção Santos. Segundo ela, o diferencial está na produção acadêmica conduzida pelos próprios magistrados(as). “A construção é feita pelos próprios juízes e, a partir das discussões, são elaborados enunciados orientativos para a prestação jurisdicional. Isso é muito importante porque enriquece o nosso trabalho, enriquece a prestação jurisdicional e serve como capacitação profissional e também pessoal para os magistrados de Mato Grosso”, explicou.

Ela destacou ainda que os temas debatidos refletem diretamente os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “São dificuldades que encontramos no dia a dia da prestação jurisdicional e, a partir desses debates, conseguimos levar mais segurança para as decisões”, pontuou, ressaltando que o resultado é um serviço mais qualificado à população.

Mulher de cabelos escuros e batom vermelho sorri ao conceder entrevista. Ela veste blusa verde-escura sem mangas. Um microfone da A realização do encontro em Rondonópolis foi celebrada pela juíza diretora do Foro, Aline Bissoni, que destacou a importância institucional do evento. “É uma honra receber o Gemam, um grupo que realmente traz temas muito relevantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou. Para ela, a abordagem interdisciplinar amplia a visão dos magistrados sobre questões complexas.

Atuando na área criminal, a magistrada destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. “Ouvir o psiquiatra falar de forma técnica sobre os malefícios das drogas e como elas se tornaram mais nocivas faz toda a diferença para que possamos julgar melhor”, disse.

Homem de óculos fala ao microfone, gesticulando com a mão esquerda. Ele veste terno escuro, camisa clara e gravata amarela listrada. Ao fundo, uma parede verde e um banner com a deusa da justiça.No campo interdisciplinar, o psiquiatra Diego Vacari, responsável pela palestra de abertura, enfatizou a importância do diálogo entre diferentes áreas. Ele destacou como positiva a aproximação da magistratura com o tema. “A magistratura está cada vez mais interessada nessa situação, e isso é fundamental para desmitificar e aproximar saúde mental e justiça”, afirmou.

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Vacari alertou ainda para o aumento do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, fenômeno que, segundo ele, ocorre em escala global. “Os jovens estão usando drogas cada vez mais cedo, muitas vezes dentro da escola ou nas proximidades”, disse. Para o especialista, o enfrentamento do problema depende de atuação conjunta. “Se não houver união entre saúde, justiça, segurança pública e educação, não vamos conseguir diminuir esses índices”.

Mulher de cabelos longos e ondulados fala ao microfone, com a mão direita fechada. Veste camisa estampada verde e branca e saia escura. Ao fundo, parede verde e pontas de mastros de bandeiras.Outro destaque foi o painel sobre litigância abusiva, no qual a juíza Cristiane Padim da Silva apresentou proposta para aprimorar o monitoramento de demandas predatórias. “A ideia é registrar a Recomendação 159 do CNJ nas decisões em que houver abuso do direito de ação, para que possamos traçar estratégias mais eficientes”, explicou. Segundo ela, a medida busca garantir que o sistema de justiça seja mais acessível a quem realmente precisa. A magistrada também ressaltou a importância do encontro como espaço de troca. “A gente sai daqui cheio de ideias, de motivação, com mais preparo para a atuação diária”, afirmou.

Além das discussões sobre saúde mental, drogas e litigância abusiva, o 42º Gemam contou ainda com painéis voltados a outros temas relevantes para a atuação jurisdicional. Foram abordados o controle judicial do orçamento público e a aplicação de emendas parlamentares frente à discricionariedade e abuso de poder, o tratamento ambulatorial e as medidas de segurança aplicáveis a réus com doença mental, bem como o conceito e as implicações da chamada “purga da mancha probatória”.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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