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Servidores do Tribunal são treinados em práticas de emergência e primeiros socorros

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Foto horizontal, em plano aberto, que mostra uma sala de aula, onde três alunos simulam uma reanimação cardiopulmonar com uso de desfibrilador e os demais alunos e os instrutores, um bombeiro e uma bombeira, estão em volta, observando. Um grupo de servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) encerrou o Curso de Capacitação em Primeiros Socorros e Atendimento Pré-Hospitalar, nesta quinta-feira (15), assimilando conhecimento prático sobre reconhecimento de emergência, desengasgo, reanimação cardiopulmonar, imobilização de fraturas externas e internas, contenção de hemorragias e transporte de paciente.

O curso foi oferecido pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), em parceria com a Coordenadoria Militar do TJMT, com o objetivo de promover proteção à vida e segurança dentro da instituição, mas os benefícios extrapolam os limites institucionais.

Foto horizontal da tenente-coronel bombeiro militar Aline Novacki posando sorrindo e segurando um boneco utilizado nas aulas práticas de primeiros socorros. Ela é uma mulher de pele clara, olhos e cabelos castanhos, cabelo preso, fardada. Atrás dela, há duas macas amarelas encostadas na parede.“Pra você se deparar com uma emergência não tem hora, não tem lugar. E saber agir faz total diferença na sobrevivência daquela pessoa. Então, não é somente o Tribunal que se beneficia. Se acontecer [uma emergência] aqui, numa rua, numa festa, em casa, eles vão estar preparados para a vida, não só para o trabalho”, comenta a chefe da Divisão de Prevenção e Combate a Incêndios do TJMT, tenente-coronel bombeiro militar Aline Regina Novacki Nunes, que também é formada em Emergência Médica.

A Gestora Administrativa 2 da Vice-diretoria, Marilene da Silva Nascimento, já sentiu na pele a dor de perder um ente querido em meio à falta de alguém que pudesse socorrê-lo. Durante a capacitação, ela compartilhou com os colegas que seu esposo faleceu de infarto e que, naquela situação, uma ambulância não pôde ir até o local e ninguém em volta sabia ajudar. “Muitas pessoas perecem por essa falta de primeiros socorros. Então, esse curso é bom porque é tudo muito na prática. Você já vai aprendendo, a professora simula um ambiente real e, com isso, é mais fácil pra você assimilar”, afirma.

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Foto horizontal da Gabrielle Soares posando sorrindo, com a mão apoiada no corrimão. Ela é uma jovem alta de pele parda, cabelos e olhos castanhos escuros, cabelos estão presos em coque. Ela usa calça jeans, camisa de manga comprida azul clara e crachá. A assessora da Justiça Comunitária, Gabrielle Soares de Lima, afirma que fez o curso devido às atividades que desenvolve em seu trabalho, que inclui viagens para comarcas do interior, lugares remotos onde são realizados mutirões de atendimento à população, nos quais nem sempre há uma equipe de primeiros socorros presente.

“É muito importante que a gente saiba o que fazer e o que não fazer, em caso de alguma excepcionalidade. É uma iniciativa muito legal do Poder Judiciário. Está sendo uma experiência muito boa, um curso bem rico porque, além do aprendizado para o ambiente de trabalho, serve também para o nosso dia a dia, desde a manobra de desengasgamento, até a manobra de ressuscitação, como auxiliar uma pessoa em caso de acidente ou de desmaio”, avalia.

Foto vertical do João Carlos Machado durante um treinamento de reanimação cardiopulmonar, feita em um boneco, na sala de aula da Escola da Magistratura. Ele é um homem negro, de cabelo preto, barba grisalha, usando calça jeans, camiseta polo azul com listras brancas e vermelhas e crachá funcional. Esta é a segunda vez que João Carlos Machado, auxiliar judiciário na Escola dos Servidores, participa da Capacitação em Primeiros Socorros e Atendimento Pré-Hospitalar oferecida pelo Tribunal. Como ele nunca vivenciou a necessidade de utilizar os conhecimentos, mas atua no atendimento a um grande número de pessoas que passam diariamente pela Escola, decidiu relembrar as técnicas.

“É um curso de muita importância para todas as pessoas fazerem. Eu já fiz esse curso, aqui mesmo na Escola, mas já tem muito tempo e estou fazendo uma reciclagem para, pelo menos, prestar os primeiros socorros. A gente faz o curso esperando não precisar, mas, se precisar, temos que estar aptos para atender”, comenta.

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Foto horizontal que mostra uma aula prática sobre uso de desfibrilador. A instrutora, tenente-coronel bombeiro militar Aline Regina Novacki Nunes, está agachada ao chão, ao lado de um aluno, que está deitado ao solo. Ela mostra o desfibrilador para os alunos. Ao lado, há outro bombeiro instrutor.Com carga horária de 12 horas, a formação atende às exigências da Lei Estadual nº 12.149/2023, que trata da Segurança Contra Incêndio e Pânico, e da Norma Técnica do Corpo de Bombeiros nº 34/2020, que regulamenta a formação de brigada de incêndio em órgãos públicos.

Coordenado pela coronel PM Jane Sousa Melo, coordenadora Militar do TJMT, o curso integra a política de formação continuada do Judiciário mato-grossense, com foco na preparação de seus quadros para situações de emergência e na construção de ambientes institucionais mais seguros e preparados.

“Com 35 anos de Tribunal, eu admito que o Tribunal está evoluindo a cada dia que passa em aprendizado, em cursos, capacitação para os servidores, em todas as áreas. Alcançamos até esse curso, que é para salvar vidas, o que é muito bom! O Tribunal está se expandindo cada vez mais, em todos os sentidos”, elogia a servidora Marilene Nascimento.

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Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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