TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Magistrados e servidores do Juízo das Garantias são capacitados no BNMP 3.0
O segundo encontro virtual do Ciclo “Diálogos no Judiciário” promovido pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), em parceria com as Escolas da Magistratura (Esmagis) e dos Servidores, foi realizado terça-feira (02 de dezembro). Cerca de 90 pessoas, entre magistrados e servidores, que vão integrar o Juízo das Garantias, foram capacitados sobre o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP 3.0).
Segundo o juiz auxiliar da CGJ-MT, João Filho de Almeida Portela, que conduziu o encontro virtual, o intuito foi mostrar o correto cadastramento e atualização de informações relativas às medidas penais e às prisões, conforme as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
“O BNMP hoje se tornou a plataforma mais importante para o Juiz de Garantia. Então esse bate papo é uma forma de alinharmos informações, estratégias e técnicas para que a gente extraia o máximo dessa ferramenta. Tornando-a um instrumento em favor da eficiência e da transparência das informações sobre o sistema prisional”, disse.
O magistrado reforçou que o Provimento TJMT/CGJ Nº34/2025 tornou obrigatório o lançamento e assinatura de todas as peças e eventos, que importarem em medidas penais, de prisão, soltura ou desinternação no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões. “Por isso a importância dele, inclusive o CNJ autorizou as unidades prisionais a não cumprirem mandado de prisão que viesse de outra plataforma que não o BNMP. Então é algo a se atentar”, destacou.
Outro ponto trazido pelo juiz auxiliar é que o correto preenchimento da plataforma se tornou essencial para o Prêmio de Qualidade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) 2025/2026. “Ele entrou com força na próxima edição, e, portanto a qualidade dos dados será importante para o desempenho do Tribunal de Justiça”, afirmou.
Portela ainda aconselhou que as equipes de gabinete e secretária atuem em conjunto para preencher o Banco Nacional. “A nossa estimativa é que cada uma das sete regionais fara em média entre 20 a 40 audiências de custódia por dia. Por isso a atuação em conjunto é necessária, inclusive sugerimos que alguém da secretária e do gabinete façam junto os cadastramentos”, pontuou.
Além do juiz auxiliar, a capacitação contou com apoio dos servidores Jhoni França Garcia e Flávia Queiroz. Eles mostraram o passo a passo de como utilizar o BNMP 3.0, de maneira bem didática e detalhada.
Jhoni destacou que um dos pontos mais sensível do sistema é identificar qual é a prisão ativa da pessoa. “Acontece muitos casos em que a pessoa é presa em flagrante e se verifica que ela possui um mandado de prisão de outra unidade prisional. Então é importante sempre analisar a situação prisional da pessoa no BNMP, não só o seu processo”, sugeriu o servidor.
Já Flávia Queiroz ressaltou aos participantes que alimentem o sistema com a maior quantidade possível de dados. “É importante para nós termos os dados corretos das pessoas, então não deixem de tirar a foto da pessoa durante a audiência de custódia e colocar no sistema, incluam mandado de prisão, alvará de soltura, guia de recolhimento, sempre como muita atenção para não termos preenchimento incorreto”.
BNMP – O Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões consolida dados sobre pessoas presas, procuradas e submetidas a medidas penais. Ele permite controlar o quantitativo da população prisional brasileira, com indicação precisa dos provisórios e dos condenados, além das pessoas submetidas a medidas cautelares, medidas protetivas de urgência, medidas diversas da prisão em execução, monitoramento eletrônico e medidas de segurança.
Juízo das Garantias – O Juízo das Garantias é o órgão responsável pelo controle da legalidade da investigação criminal e pela proteção dos direitos fundamentais do investigado durante a fase pré-processual. O magistrado atua desde a comunicação da prisão até o recebimento da denúncia, sendo substituído por outro juiz na fase de instrução e julgamento, assegurando a imparcialidade e a separação de funções no processo penal.
O instituto foi criado pela Lei nº 13.964/2019 (Pacote Anticrime), que incluiu os artigos 3º-A a 3º-F no Código de Processo Penal.
Programação:
Dia 10/12 – Implantação e aspectos práticos do Juiz de Garantias – Desembargador Orlando de Almeida Perri
Dia 17/12 – Implantação e aspectos práticos do Juiz de Garantias – Desembargador Juvenal Pereira
Autor: Larissa Klein
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
Email: [email protected]
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Tribunal de Justiça inicia inventário florestal de área do fórum de Várzea Grande
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) iniciou no dia 1º de junho o inventário florestal da área do Projeto CompensaJUD, localizada em Várzea Grande. A ação é realizada pelo Núcleo de Sustentabilidade, em parceria com o Programa Verde Novo, e marca uma nova etapa das iniciativas de compensação ambiental e descarbonização desenvolvidas pelo Poder Judiciário estadual.
Com aproximadamente 10 mil metros quadrados, a área recebeu em outubro de 2025 o plantio de 1,5 mil mudas de espécies nativas. O inventário permitirá acompanhar o crescimento das árvores, avaliar a sobrevivência das mudas, mensurar o incremento de biomassa e produzir dados para a compensação das emissões de gases de efeito estufa (GEE).
De acordo com a engenheira florestal Elaine Cristina Pincerato Alonso, assessora de Sustentabilidade do Núcleo de Sustentabilidade do TJMT, o trabalho possibilita uma avaliação técnica mais precisa dos resultados obtidos e o acompanhamento é fundamental para assegurar que o projeto produza resultados ambientais permanentes e mensuráveis.
“O inventário florestal nos permite sair de uma lógica apenas quantitativa, baseada no número de mudas plantadas, para uma avaliação técnica mais precisa sobre o desenvolvimento real da área. A partir da identificação individual das árvores, será possível acompanhar o crescimento de cada exemplar, avaliar a sobrevivência das mudas, estimar o incremento de biomassa e gerar dados consistentes para a compensação das emissões de gases de efeito estufa”, destacou.
Trabalho de campo
Durante os trabalhos de campo, as técnicas realizam a identificação individual das árvores com a instalação de etiquetas numeradas e da confirmação das espécies plantadas. O procedimento permitirá o monitoramento contínuo dos exemplares ao longo do tempo.
Além de subsidiar a avaliação dos resultados alcançados, o inventário fornecerá informações para o acompanhamento das metas previstas no Plano de Descarbonização do Tribunal de Justiça e para estudos de ampliação do projeto.
A iniciativa reforça o compromisso institucional com a sustentabilidade e gera benefícios que vão além da captura de carbono, contribuindo para a recuperação ambiental da área, o aumento da cobertura vegetal e a melhoria do microclima urbano.
A previsão é de que o inventário seja concluído nos próximos 30 dias, permitindo a consolidação dos dados que orientarão as próximas etapas de monitoramento, desenvolvimento e expansão do Projeto CompensaJUD.
Autor: Marcia Marafon
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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