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Redes de Enfrentamento à Violência Doméstica devem avançar para mais 30 municípios

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Uma mulher de longos cabelos grisalhos e toga preta lê um documento em um púlpito de madeira. Ela fala ao microfone. Ao fundo, uma mulher de blazer branco observa.Mais 30 municípios de Mato Grosso receberão neste ano a instalação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar. A ação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) já está presente em 100 cidades do estado, trabalhando na prevenção e combate aos casos de agressão contra mulheres.
As Redes são implementadas por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT). De acordo com a desembargadora Maria Erotides Kneip, coordenadora do Cemulher-MT, a atuação do grupo permite que o Judiciário vá além das decisões judiciais.
“A violência contra a mulher não se combate apenas com sentenças e medidas protetivas, que são instrumentos importantíssimos. Combate-se também com prevenção, educação e articulação institucional. Tenho constatado a força do funcionamento das Redes nesse sentido”, afirma Erotides.
Além do TJMT, as Redes reúnem outros órgãos públicos municipais e estaduais, forças de segurança, conselhos, entidades da sociedade civil e lideranças comunitárias. O trabalho é feito de forma conjunta e estratégica, garantindo respostas rápidas, eficazes e humanizadas às situações de violência.
Para a desembargadora, as Redes têm possibilitado que o Poder Judiciário de Mato Grosso desenvolva projetos que ajudam a romper a lógica da naturalização da agressão. Ela afirma ainda que para enfrentar os desafios é indispensável que o aprimoramento seja constante.
Nesse contexto, para 2026 a atuação do grupo ganhou o reforço da “Carta de Mato Grosso – Desembargadora Maria Erotides Kneip”, construída e aprovada por membros das Redes. O documento padroniza fluxos de atendimento e aprimora as atividades de proteção às mulheres.
Entre as medidas estabelecidas pela Carta está a priorização do trabalho dentro das escolas públicas de Mato Grosso. Estão previstas a realização de capacitação de professores e implantação de programas com a participação direta de crianças e adolescentes.
Além disso, fazem parte do documento medidas como incentivar a criação de programas de proteção para crianças órfãs de feminicídio e apoiar a criação e funcionamento de programas voltados à reflexão e sensibilização de autores de violência doméstica e familiar.
“Projetos voltados à conscientização de crianças e adolescentes demonstram que falar hoje, significa salvar vidas amanhã. O Judiciário precisa ser firme, sensível, vigilante e ir além da repressão. É necessário atuar sobre as causas, pois Justiça também é prevenção”, completa a magistrada.

Autor: Bruno Vicente

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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