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Reconhecimento: Poder Judiciário de Mato Grosso recebe 1°Prêmio Dimas do Ministério Público

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) foi reconhecido pela sua atuação no ‘Projeto Reconstruindo Sonhos’ do Ministério Público Estadual (MPMT) que entregou o 1° Prêmio Dimas aos parceiros que contribuíram com ações de ressocialização de pessoas privadas de liberdade nas unidades profissionais do Estado. A condecoração foi recebida pelo juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, representando a presidente do judiciário, durante solenidade, (1 de dezembro), no auditório da sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá. 
 
“Iniciativas como essas têm gerado resultados fantásticos, e nós, do Poder Judiciário ficamos felizes com essa atitude do Ministério Público que passou o órgão acusador para fiscal da lei, colocando a mão na massa fazendo sempre a mais, todos unidos para entregar resultados a sociedade. Estamos colocando a mão na massa e trabalhando para diminuir a reincidência no mundo do crime, por isso, iniciativas como essa devem ser valorizadas e espalhadas para que cada um possa contribuir para construção de uma sociedade melhor”, declarou o magistrado.  
 
A premiação também foi entregue a 29 instituições parceiras e unidades prisionais agraciadas com placas. Outros 130 voluntários e apoiadores receberam “pins” de homenagem.
 
O ‘Reconstruindo Sonhos’ foi idealizado pela promotora de Justiça do MPMT, Josane Fátima de Carvalho Guariente, com objetivo de fortalecer a reinserção social através de parcerias. Segundo ela, o projeto possui duas fases, uma com foco na ampliação da compreensão do sentido da vida e a qualificação profissional, realizado em parceria com TJMT.
 
“O nosso projeto combina muito com a atual filosofia da presidente do judiciário, Clarice Claudino, que trabalha com semeadura da paz na sociedade. “O projeto tem tido muito êxito e a entrega desta premiação é uma forma de agradecimento e incentivo a todos que fazem essa importante ação acontecer, o Poder Judiciário é um forte parceiro”, declarou a promotora.  
 
Na solenidade, foram apresentados os resultados alcançados do ‘Reconstruindo Sonhos’, desde setembro de 2021. Em dois anos de atuação, o projeto foi realizado em 15 municípios do Estado, 19 unidades prisionais, beneficiando 249 pessoas privadas de liberdade. 
 
Ainda de acordo com os dados, a realização deste projeto social, contou com a força de trabalho de 48 voluntários multiplicadores e com apoio de 94 parceiros, unidos para fortalecer a reinserção social de reeducandos e reduzir a reincidência criminal. O conhecimento, através da oferta de qualificação na realização de 21 cursos profissionalizantes, é a ferramenta usada para devolver o cidadão ressocializado.  
 
O evento também foi prestigiado pelo supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF-MT), desembargador Orlando de Almeida Perri, e pelo juiz Geraldo Fidelis, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá. 
 
“Estamos trabalhando de mãos dadas na reconstrução dos sonhos dos nossos reeducandos, propiciando a oportunidade de uma verdadeira ressocialização pelo trabalho e pelo estudo. Nesta ação, ganha a nossa sociedade que vai ter um ambiente mais tranquilo e com menos violência, nossos filhos vão poder viver melhor, com liberdade e segurança”, declarou o desembargador Perri. 
 
A solenidade do 1° Prêmio Dimas, contou com a presença de representantes Secretaria Adjunta de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Mato Grosso (OAB-MT), representante da organização sem fins lucrativos Nova Acrópole, do Conselho da Comunidade da Execução Penal de Cuiabá, demais convidados e servidores o MPMT.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: A imagem mostra duas mulheres, promotoras de justiça e o juiz que recebeu o prêmio. Ele é um homem careca, de barba curta, usa óculos de grau, está vestido com terno cinza, camisa branca e gravata azul. Está em pé segurando o prêmio nas mãos sorrindo. Elas estão ao lado dele, sorrindo. Uma mulher tem cabelos pretos longos, pele branca, usa uma calça vermelha com camisa branca. A outra é loira, pele branca, usa uma blusa e calça comprida na cor rosa clara e um terno intenso. 
 
Carlos Celestino/ Fotos: Assessoria MPMT
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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