TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Programa Nosso Judiciário: estudantes do curso de Direito conhecem o Poder Judiciário

O Tribunal de Justiça recepcionou os acadêmicos do curso de Direito do Centro Universitário de Cuiabá (Unic Pantanal), em mais uma e Os alunos assistiram a uma sessão de julgamento, visitaram o Espaço Memória e participaram de um bate-papo com a juíza da 2° vara especializada em violência doméstica do fórum de Cuiabá, Tatiane Colombo.
 
Kerlin Dias Santos está finalizando o curso este ano e conta que tinha expectativas altas para o tour pelo Palácio da Justiça. “Acredito que todos os alunos estão tendo a oportunidade de conhecer mais sobre o judiciário e se encantarem com seu funcionamento”, diz.
 
A primeira parada da turma de alunos foi na sessão de Direito Público e Coletivo presidida pelo desembargador Márcio Vidal. A sessão durou aproximadamente uma hora e contou com pequenas pausas do desembargador para esclarecer aos alunos alguns pontos do que estava sendo julgado pelo Tribunal. A professora da turma visitante, Tarcila Graciani de Souza, que acompanhava a visita, elogiou a postura do presidente da sessão. “Senti um cuidado e uma valorização da presença deles”.
 
Ao fim da sessão de julgamento, o desembargador aconselhou os estudantes “Estudem sempre”. Estava presente a desembargadora Helena Bezerra Ramos, ela também aproveitou a oportunidade para desejar sucesso aos alunos e complementar a orientação de Márcio Vidal, “Nunca parem de estudar, quando estudamos não envelhecemos.”, afirma.
 
Em seguida, eles visitaram o Espaço Memória, lugar do TJ que guarda um pouco da história do judiciário mato-grossense, representado em documentos, fotos históricas e obras de arte. Lá foram recepcionados pela Diretora do Departamento da Secretaria da 1º Câmara de Direito Privado, Michele Assaóka.
 
A juíza da 2° Vara Especializada em Violência Doméstica do fórum de Cuiabá, Tatiane Colombo, conduziu um bate-papo com os alunos para tirar dúvidas em relação ao Judiciário, esclarecer alguns pontos sobre o que é ser juiz na Capital de Mato Grosso e motivar os estudantes.
 
A juíza também foi aluna da Unic e comemora bodas de prata em sua carreira na magistratura. Ela conta que a profissão sempre foi seu sonho, “Eu não seria feliz em qualquer outra área, eu escolhi a profissão certa para mim e o lugar cento para exercê-la.”.
 
A magistrada compartilhou sua visão otimista sobre os desafios da profissão no mundo jurídico, “São importantes para gerar empuxo, para se sentir viva.”. Ela parabenizou a iniciativa do Tribunal de Justiça “O TJ esta de parabéns com esse lindo projeto que encanta muitas pessoas. É algo que inspira e que desmistifica o que é ser juiz e o que é o Poder Judiciário. Foi assim que nos inspiraram para chegar onde estamos hoje”. Tatiane Colombo finalizou aconselhando os acadêmicos de direito em suas escolhas para a profissão “escolham aquilo que toca nossa alma”.
 
A acadêmica de direito Kerlin Dias Santos terminou a visita ainda mais inspirada para alcançar o sonho da carreira no direito. “Quero seguir na área jurídica”. Ela ressaltou a importância da fala da juíza para sua vida: “foi uma inspiração muito grande ouvir de uma mulher seus desafios profissionais e pessoais, foi muito motivador e gratificante”.
 
A professora da turma, Tarcila Graciani de Souza, reforçou que o projeto Nosso judiciário agregará positivamente a formação de seus alunos na faculdade e na constituição de perspectivas de carreira, “O projeto representa a possibilidade de estarem integrados e mais próximos do poder judiciário”, afirma a aluna.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem:
Foto 1: alunos da unic e professora tiram foto no espaço da memória com a juíza Tatiane Colombo
Foto 2: alunos assistem a uma sessão de julgamento no plenário. Os discentes estão em primeiro plano na foto, ao fundo o Magistrado Márcio Vidal lê um processo enquanto os desembargadores ao seu lado escutam atentos.
Foto 3: em primeiro plano em desfoque um martelo de juiz esta apoiado sobre a mesa. Em segundo plano, Michele Assaóka está de costas falando com os alunos, à sua direita um servidor acompanha a fala. Ao fundo os alunos assistem à explicação.
 
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Plano de saúde deve custear terapia PediaSuit para criança com Síndrome de Down

A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • Plano de saúde foi obrigado a custear terapia PediaSuit para criança com Síndrome de Down, após negar cobertura sob alegação de ausência no rol da ANS.

  • A decisão reconheceu a eficácia do método e considerou abusiva a recusa diante de prescrição médica.

Uma criança com Síndrome de Down e atraso no desenvolvimento motor garantiu na Justiça o direito de continuar recebendo tratamento pelo método PediaSuit, após ter a cobertura negada pelo plano de saúde. A decisão foi mantida por unanimidade pela Quarta Câmara de Direito Privado, que considerou abusiva a recusa.

O método PediaSuit é uma terapia intensiva utilizada principalmente na reabilitação neurológica de crianças com limitações motoras. Ele combina exercícios de fisioterapia com o uso de uma espécie de traje terapêutico ortopédico, que ajuda a alinhar o corpo e estimular músculos e articulações, favorecendo o ganho de força, equilíbrio e coordenação motora.

A ação foi movida após a operadora negar o custeio da terapia sob o argumento de que o procedimento não está previsto no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e teria caráter experimental. Com prescrição médica, a paciente já havia passado por outros tratamentos convencionais sem evolução significativa.

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Em Primeira Instância, o pedido foi julgado procedente, determinando que o plano autorizasse o tratamento no prazo de 15 dias, por tempo indeterminado, enquanto houver necessidade médica, sob pena de multa diária. A operadora recorreu, defendendo a legalidade da negativa e a ausência de comprovação científica da eficácia do método.

Ao analisar o caso, o relator, desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho destacou que a relação entre paciente e plano de saúde é regida pelo Código de Defesa do Consumidor, o que impõe a obrigação de garantir tratamento adequado às necessidades do beneficiário.

O magistrado também ressaltou que, após a edição da Lei nº 14.454/2022, o rol da ANS passou a ter caráter exemplificativo, servindo como referência mínima de cobertura. Assim, tratamentos não listados podem ser custeados, desde que haja comprovação de eficácia ou recomendação técnica.

No caso, o colegiado entendeu que o método PediaSuit não é experimental, pois possui respaldo técnico, registro na Anvisa e pode ser aplicado dentro de terapias já reconhecidas, como fisioterapia e terapia ocupacional. Além disso, a decisão reforçou que cabe ao médico assistente definir o tratamento mais adequado, não podendo o plano limitar essa escolha.

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“A negativa de cobertura baseada exclusivamente na ausência do procedimento no rol da ANS configura prática abusiva”, apontou o relator.

Processo nº 1001178-65.2021.8.11.0028

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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