TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Programa Família Acolhedora será apresentado à população de Cuiabá

Dando continuidade à implantação do Programa Família Acolhedora em Cuiabá, o Poder Judiciário de Mato Grosso se reuniu com representantes do Ministério Público e da Prefeitura para definir estratégias de comunicação e conscientização da população sobre o programa, que prevê o acolhimento temporário de crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por medida protetiva, como alternativa ao acolhimento institucional, com acompanhamento do Judiciário e da rede de proteção.

A reunião de alinhamento ocorreu na sexta-feira (23), no Juizado da Infância e Juventude de Cuiabá. Participaram a juíza titular da 1ª Vara Especializada da Infância e Juventude, Gleide Bispo Santos, equipes de comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, do Ministério Público e da Prefeitura de Cuiabá, além da primeira-dama e vereadora Samantha Iris.

O encontro teve como objetivo estruturar a divulgação da Lei nº 7.289, que institui o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora em Cuiabá, sancionada em 4 de julho de 2025 pelo prefeito Abílio Brunini. Além de mobilizar a sociedade sobre a modalidade complementar de acolhimento.

“A ideia é explicar para a população o que é o serviço, como funciona e quais são os detalhes. Unir esforços e recursos, inclusive financeiros, é essencial para uma campanha ampla, capaz de conscientizar os moradores de Cuiabá e atrair o maior número possível de famílias interessadas”, afirmou a juíza Gleide Bispo Santos.

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A primeira-dama e vereadora Samantha Iris destacou a importância da atuação conjunta desde a formulação da lei. “Essa parceria veio desde a construção da Lei da Família Acolhedora e é fundamental para que o programa comece de forma qualificada e correta. Este é um momento de conscientização, de explicar à população o que é a Família Acolhedora e como ela funciona, para que possamos ter famílias preparadas e garantir um acolhimento mais humanizado para crianças e adolescentes”, declarou.

Nesta fase de preparação da divulgação, um novo encontro já está agendado para a terça-feira, dia 27, às 14h, na Secretaria Municipal de Assistência Social, localizada na Estrada do Moinho, próximo à UFMT.

Família Acolhedora – A iniciativa foi construída em diálogo com integrantes da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA), vinculada à Corregedoria Geral da Justiça de Mato Grosso, o Ministério Público e o Executivo Municipal. A Lei da Família Acolhedora em Cuiabá prevê o acolhimento temporário de crianças e adolescentes de zero a dezoito anos (incompletos) afastados do convívio familiar por medida protetiva, como alternativa ao acolhimento institucional, com acompanhamento do Judiciário e da rede de proteção.

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Atualmente, 154 crianças e adolescentes estão em situação de acolhimento em Cuiabá. De acordo com a juíza Gleide Bispo Santos, o modelo é complementar ao já existente e responde a uma demanda crescente, além de apresentar menor custo para o município, ao substituir estruturas coletivas por acolhimento em ambiente familiar.

Antes da sanção da lei na capital, quatro comarcas de Mato Grosso mantinham o Programa Família Acolhedora em funcionamento, Sinop, Tangará da Serra, Alta Floresta e Santo Antônio do Leverger. No Estado, 32 famílias estão cadastradas no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, com 18 crianças acolhidas por 13 famílias.

Com a articulação liderada pelo Judiciário, a expectativa é que o serviço entre em funcionamento nos próximos meses e fortaleça de forma estruturada a política de acolhimento familiar em Cuiabá e em todo o Estado.

Leia mais:

Justiça propõe e Prefeitura sanciona programa família acolhedora em Cuiabá

Autor: Alcione dos Anjos

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Palestra aborda estratégias para identificar e combater demandas abusivas

O crescimento de ações judiciais com indícios de litigância abusiva e seus impactos no funcionamento dos Juizados Especiais estiveram no centro das discussões da palestra “Reflexões sobre demandas abusivas no sistema dos Juizados Especiais”, realizada na tarde de segunda-feira (15), no Complexo dos Juizados Especiais em Cuiabá. A atividade integrou a programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais e reuniu magistrados, servidores, operadores do Direito e demais interessados.
Durante o painel, a juíza do Juizado Especial de Alta Floresta, Milena Ramos de Lima e Souza Paro, destacou que a litigância abusiva é um fenômeno que afeta diretamente a eficiência do sistema de Justiça e prejudica os jurisdicionados que buscam a tutela de direitos legítimos.
Segundo a magistrada, esse tipo de prática é caracterizado por condutas processuais ilícitas que utilizam o Poder Judiciário de forma indevida para obtenção de vantagens ilegítimas. “Quem mais sofre com esse fenômeno é justamente o jurisdicionado legítimo, porque ele provoca congestionamento processual, aumenta o tempo de tramitação dos processos e gera desperdício de recursos públicos”, afirmou.
Milena explicou que a Recomendação nº 159 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) trouxe critérios objetivos para identificação e enfrentamento das demandas abusivas, preservando, ao mesmo tempo, o acesso à Justiça. Entre os exemplos apontados estão o fracionamento indevido de ações, a multiplicação artificial de processos, a utilização de documentos incompatíveis ou falsificados e a distribuição massiva de demandas sem fundamento jurídico consistente.
A magistrada ressaltou ainda que o enfrentamento do problema exige a atuação conjunta de todos os atores do sistema de Justiça. “É relevante reunirmos todos para refletirmos, dialogarmos e traçarmos estratégias estruturais para enfrentar esse fenômeno. O objetivo é garantir a integridade dos Juizados Especiais e assegurar que essa porta permaneça aberta para quem realmente necessita da proteção judicial”, disse.
Ferramentas de monitoramento
O juiz do Segundo Juizado Especial de Rondonópolis, Wagner Plaza Machado Junior, abordou as medidas que vêm sendo adotadas para identificar padrões de litigância abusiva e auxiliar magistrados na análise dos processos.
Ele explicou que é preciso diferenciar demandas de massa legítimas, decorrentes de falhas sistêmicas que atingem grande número de pessoas, das chamadas demandas predatórias, marcadas pelo uso abusivo do sistema judicial. “Nem toda demanda em massa é abusiva. Muitas delas decorrem de direitos legítimos. O problema surge quando são utilizados meios indevidos para levar essas ações ao Judiciário, seja por meio da captação irregular de clientes, da alteração de documentos ou da criação artificial de demandas”, observou.
Entre as situações mais recorrentes, Wagner citou o fracionamento de processos relacionados a uma mesma ocorrência, especialmente em ações envolvendo companhias aéreas. Segundo ele, a prática aumenta artificialmente o número de ações e sobrecarrega o sistema judicial.
O magistrado também apresentou ferramentas tecnológicas que auxiliam na identificação de processos semelhantes, padrões de distribuição e possíveis irregularidades, contribuindo para uma análise mais criteriosa das demandas.
Preservação do acesso à Justiça
Ao final do painel, os magistrados reforçaram que o combate à litigância abusiva não significa restringir o acesso da população ao Judiciário, mas sim proteger a credibilidade do sistema e garantir que os recursos públicos e a estrutura judicial estejam disponíveis para atender conflitos legítimos.
A palestra integrou a programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais, promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso com o objetivo de fomentar o debate sobre temas relevantes para o aprimoramento dos Juizados e a prestação de serviços cada vez mais eficientes à sociedade.
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Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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