TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Procuradores e promotores de Justiça são convidados a responder à pesquisa do CNJ
O olhar atento de promotores e procuradores sobre o funcionamento do sistema judicial é fundamental para aprimorar a entrega da Justiça à sociedade. Por isso, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) convida os membros do Ministério Público a participarem da 2ª edição da “Pesquisa sobre Percepção e Avaliação do Poder Judiciário Brasileiro”, aberta até 14 de novembro.
O levantamento, feito de forma virtual no site do CNJ, busca compreender como o Judiciário tem sido percebido por quem trabalha lado a lado com ele na defesa dos direitos coletivos e individuais. O questionário, que é anônimo e confidencial, leva poucos minutos para ser respondido e permitirá identificar boas práticas, gargalos e possibilidades de maior integração entre os órgãos que compõem o sistema de Justiça.
Com base nas respostas da primeira edição, o CNJ já implementou melhorias em processos internos e ampliou a transparência nas comunicações institucionais. Agora, a nova edição inclui temas inéditos e perguntas abertas, que possibilitam um retrato ainda mais fiel das percepções dos profissionais que ajudam a construir diariamente a Justiça no país.
Contribua com o aperfeiçoamento do Judiciário brasileiro. Sua participação é essencial para fortalecer a integração e a eficiência do sistema de Justiça.
A pesquisa está disponível até 14 de novembro no portal do CNJ: https://formularios.cnj.jus.br/pesquisa-sobre-percepcao-e-avaliacao-do-poder-judiciario-brasileiro .
Autor: Roberta Penha
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Famílias garantem reconhecimento de paternidade durante Expedição Justiça Sem Fronteiras
Entre os diversos atendimentos realizados pela segunda edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras, um serviço teve significado especial para duas famílias atendidas pela iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso (TJMT): o reconhecimento de paternidade.
Uma das histórias é a do pequeno Isaac, de 4 anos. Os pais Francineide Javali e Guilherme de Paula aproveitaram a passagem da expedição pela comunidade de Palmarito, em Vila Bela da Santíssima Trindade (522 km de Cuiabá), para regularizar a situação do filho.
Segundo Francineide, a distância até os centros urbanos e os custos com deslocamento dificultavam a realização do procedimento. “A gente mora em outra comunidade e só tem moto. Seria muito difícil levar uma criança para resolver isso na cidade, além dos gastos com transporte, alimentação e outras despesas. Aqui conseguimos resolver tudo de forma rápida”, contou.
Ela explica que o reconhecimento dependia da regularização dos documentos do pai da criança. Assim que a situação foi resolvida, a família aproveitou a passagem da expedição para concluir o processo. “Fomos muito bem atendidos e conseguimos resolver tudo rapidamente. Para nós foi uma grande facilidade”, reforçou.
Para Guilherme, o atendimento próximo de casa fez toda a diferença. “Se fosse para resolver na cidade seria muito mais difícil e mais caro. Aqui foi mais fácil para nós e para o nosso filho”, disse.
Um sobrenome aguardado por 22 anos
Outra história marcada pelo reconhecimento de paternidade foi a de Angélica Poiche Parabá, de 22 anos, moradora da comunidade Nova Fortuna.
Após mais de duas décadas, ela conseguiu incluir oficialmente o nome do pai em sua certidão de nascimento. Emocionada, Angélica contou que conviveu durante toda a vida com a ausência do registro paterno, embora nunca tenha deixado de reconhecer o pai como parte de sua história.
“Quando eu era criança, algumas pessoas falavam que eu era uma menina sem pai. Mas dentro do meu coração eu sempre tive meu pai. Hoje sou muito grata a Deus porque consegui colocar o nome dele na minha certidão”, afirmou.
Para ela, a conquista vai além da questão documental. “É muito mais do que um sobrenome. Estou muito feliz por tudo ter dado certo”, acrescentou.
Expedição Justiça Sem Fronteiras
Realizada pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Justiça Comunitária, a Expedição Justiça Sem Fronteiras leva serviços de cidadania, orientação jurídica, documentação e acesso a direitos a comunidades localizadas na faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia.
Coordenador estadual da Justiça Comunitária, o juiz José Antonio Bezerra Filho destaca que histórias como as de Isaac e Angélica demonstram o alcance social da iniciativa. “Quando vemos direitos sendo garantidos e situações sendo resolvidas, temos a certeza de que todo esforço vale a pena. Quem participa da expedição sai renovado pela experiência de poder contribuir com a vida das pessoas”, ressaltou.
Autor: Emily Magalhães
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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