TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Poder Judiciário de Mato Grosso

Novos golpes envolvendo a Central de Precatórios do Tribunal de Justiça de Mato Grosso vem sendo aplicados em credores e advogados que possuem processos de precatórios para receber da Justiça Estadual.
 
Um dos golpes consiste em se passar por um servidor ou servidora do TJMT e entrar em contato com a pessoa para confirmar dados pessoais e bancários.
 
“O Tribunal de Justiça não entra em contato com as pessoas para obter informações em relação a precatórios. Não existe essa atividade na Central de Precatórios no nosso departamento”, explica o juiz auxiliar da Presidência responsável pelo setor de precatórios no TJMT, Jones Gattass.
 
É importante ficar alerta para toda pessoa que seja credora de precatório que o TJMT não entra em contato com ninguém para pedir quaisquer dados que sejam. As comunicações são feitas no processo
 
“Qualquer informação, a pessoa deve entrar em contato com o Tribunal de Justiça e nós teremos todo o cuidado possível para identificar quem é essa pessoa e passar informações”, complementa o juiz.
 
O magistrado explica que esses novos golpes provavelmente são reflexos da Portaria nº 1.099, de 10 de agosto de 2023, que restringiu o acesso às informações dos processos de precatórios impondo sigilo. Com isso, os golpistas estão tendo mais dificuldades para acessar os dados dos credores.
 
O segundo golpe, mais refinado, consiste no envio de um documento timbrado com o brasão do Poder Judiciário de Mato Grosso e dados detalhados, como CPF e CNPJ, se passando por advogados e dizendo que a pessoa tem precatórios para receber.
 
“Sobre essa questão de documentos enviados para clientes de precatórios, nós sugerimos que as pessoas entrem em contato com seus advogados para confirmar a veracidade desses documentos porque é bem provável que os próprios advogados possam estar sendo vítimas de golpistas na praça”, alerta o juiz Jones Gattass.
 
Em resumo, quando se tratar de precatórios, quaisquer informações, ligações ou documentos que a pessoa receba, a orientação é procurar a Central de Precatórios e seu advogado para confirmar a veracidade e autenticidade das informações.
 
Os contatos da Central de Precatórios do TJMT são: (65) 3617-3334/3402 ou [email protected].
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Ações do TJMT ajudam população em situação de rua a reconstruir caminhos

Dois homens sentados em uma mureta baixa diante de banner roxo com a frase "Atendimento Aqui" e "Acesso à Justiça para Pessoas em Situação de Rua". Um cachorro dorme na grama ao lado.“O combate à invisibilidade passa por reconhecer essas pessoas vulneráveis como sujeitos de direitos, não apenas como casos sociais”. A fala é do juiz Wanderlei José dos Reis, coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Rondonópolis, e retrata uma realidade enfrentada pela população em situação de rua em todo o país.
Em meio à correria das cidades, essas pessoas acabam passando despercebidas pela sociedade, mesmo que estejam em busca de dignidade. Em Mato Grosso, no entanto, esse cenário tem sido enfrentado com atuação ativa do Poder Judiciário.
Continuamente, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) desenvolve ações para garantir que essas pessoas sejam vistas não apenas pelas vulnerabilidades, mas como cidadãos com direitos assegurados pela Constituição Federal.
Homem de óculos e camiseta branca com logo "Pop Rua Jud" dá entrevista. Um microfone da TV Justiça e um celular estão posicionados à frente dele para a gravação.A proposta do TJMT vai além do atendimento jurídico tradicional, construindo possibilidades de recomeço a partir da recuperação de documentos, acesso a serviços públicos e benefícios sociais, emprego e outras iniciativas de acolhimento. Para o juiz Wanderlei José dos Reis, levar o aparato da Justiça até essa população é fundamental para o enfrentamento dessas barreiras.
“O modelo tradicional de Justiça não alcança essas pessoas, por isso temos a Resolução CNJ n.º 425/2021, que estabeleceu mais uma política pública judiciária, instituindo que o Judiciário deve ser proativo. Ao caminharmos ao encontro delas, concretizamos o princípio do acesso universal à Justiça e densificamos o princípio da dignidade humana, ambos previstos na Constituição”, avalia o magistrado.
Wanderlei Reis, que é titular da 2ª Vara de Família e Sucessões de Rondonópolis e coordenador do PopRuaJud, explica ainda que, por meio de mutirões de cidadania e projetos itinerantes, o Judiciário leva atendimento até os locais onde essas pessoas estão. O objetivo é oferecer orientação, acolhimento e assegurar direitos básicos.
Mulher em guichê de atendimento conversa com homem sentado à sua frente. Entre eles, um computador mostra o sistema. O ambiente é amplo e sugere uma ação de serviços públicos.O magistrado relata que as demandas apresentadas são diversas. Há busca por documentos civis, atendimento de saúde, benefícios assistenciais, trabalhistas e até auxílio em questões familiares. Existem ainda casos envolvendo violência, discriminação e violação de direitos. Segundo Wanderlei Reis, o trabalho engajado do TJMT também cria uma relação de confiança entre a instituição e essa população.
“Nossas ações envolvem parcerias com órgãos de assistência social, Defensoria Pública e outras entidades que nos ajudam a proporcionar um atendimento diversificado, humanizado e simplificado. Dessa forma, conseguimos oferecer suporte completo, permitindo que essas pessoas encontrem caminhos para retomar a própria autonomia”, pontua o juiz coordenador.
*A expressão “casos sociais” costuma ser usada para tratar pessoas vulneráveis apenas como um problema assistencial, alguém que depende de ajuda ou caridade, sem enxergar sua individualidade, cidadania e direitos garantidos por lei.

Autor: Bruno Vicente

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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