TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

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O Laboratório de Fluxos do Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (Dapi) e a Coordenadoria de Planejamento do Tribunal de Justiça de Mato Grosso realizaram o Plantão Tira-Dúvidas com o tema: Rotinas de Secretarias nos Feitos de Violência Doméstica. Evento destinado a servidores da área. A iniciativa liderada pelos juízes auxiliares da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), Christiane da Costa Marques Neves e João Thiago de França Guerra (líder do Laboratório de Fluxos) reuniu centenas de participantes e já se consolida como uma forma de compartilhamento das melhores práticas jurisdicionais. O evento teve apoio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher).
 
Este foi o 3ª Plantão tira-dúvidas realizado pelas equipes. Na oportunidade foi abordada a movimentação em lote (intimações, minutas, certidões de decurso, custas), Agrupadores, Perfil, Permissão, Aplicação da Portaria 142-2019, Intimação e citação via central de mandados e Atos de juízes. Os participantes tiveram a oportunidade de esclarecer dúvidas. A equipe também avalia quais impactos dos processos de trabalho do Primeiro Grau durante suas ações no Prêmio CNJ de Qualidade. O juiz auxiliar da CGJ, Emerson Luis Pereira Cajango, abordou o tema Atos Ordinatórios. Os plantões foram realizados nos dias 17 e 24 de março com o tema dos feitos de Violência Doméstica.
 
“Foi uma oportunidade excelente e com muito aprendizado, além de terem sido esclarecidas várias dúvidas individuais e em comum do grupo. O plantão irá ajudar ainda mais para o alcance das metas do CNJ, além do bom desenvolvimento das atividades jurisdicionais para a população”, disse a assessora da Vara da Violência Doméstica e Familiar de Rondonópolis, Pâmela Christine Lopes de Oliveira. “Já sugerimos que se faça um cronograma da iniciativa para que se torne permanente esta ação. É uma ferramenta para auxílio aos servidores. Ótima oportunidade para responder dúvidas, e também para verificar como as demais unidades trabalham. Ganhamos muito com isso”, indicou o gestor da Primeira Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar de Cuiabá, Murilo César de Araújo Vieira.
 
“Fizemos o 1º tira-dúvidas do e-carta e demos continuidade nos trabalhos agora. Os resultados estão ótimos”, informou a diretora do Dapi, Renata Bueno. “Esse plantão tira-dúvidas pretendemos realizar pelo menos uma vez ao mês para procedimentos no PJe, qual a melhor forma de se realizar, painéis de litígio do Primeiro Grau, de Ordem Cronológica, painel estratégico. Faremos sobre assuntos importantes. Será uma oportunidade descontraída e orientativa. Queremos ouvir sugestões e absorver melhores práticas com nossos colegas da Primeira Instância. Precisamos das unidades Judiciárias para desenvolvermos melhor nossos trabalhos”, concluiu a diretora.
 
O plantão tira dúvidas e-carta foi realizado no início do mês e também foi destinado a servidores. Na oportunidade foram abordados temas como Intimação via Central de Mandados em Comarcas diversas e e-Carta. MP, Delegacias (polos ativos nos IPs) Integração de Sistemas TJ e Delegacias. Os seguintes apoiadores participaram da ação: Valéria Ferraz, Gracyelly Arruda, Rose Pincerato, Denis Aguiar, Cassiane Luiza e Caucia Antunes.
 
“Nós recebíamos muitas dúvidas de questões simples em alguns casos. Notamos a necessidade de fazermos algo em comum. Tivemos mais de 300 participantes já no primeiro evento. Os colegas também têm contribuído com a sugestão de temas. Vamos amadurecer muito mais e avançarmos para um Judiciário melhor”, concluiu a gestora administrativa do Laboratório de Fluxo de Primeira Instância da CGJ, Rosemeire Santini Pincerato.
 
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ParaTodosVerem
Imagem 1: print de tela do curso com seis participantes na sala virtual.
  
Ranniery Queiroz
Assessor de imprensa CGJ/TJMT
 
 

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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